Frente Revolucionária de Timor Leste Independente

DIRECÇÃO FAFC

Coordenador – Geral

Eng. Samuel Freitas

Vice CoordenadorGeral

Alexnadre Pinto

Contactos:

Samuel Freitas (00351-913892252)

e-mail : faf-coimbra@hotmail.com

Residência Universitária de Santiago, bl. 4, 3810-193, Aveiro, Portugal.


sábado, 10 de janeiro de 2009

RESPOSTA DO F.A.F.C À ENTREVISTA DO FÉLIZ DE JESUS (Presidente da ATC)

Em primeiro Lugar queriamos dar os nossos sinceros parabens ao compatriota Felix de Jesus por tudo que fez para a ATC. Além de ser uma pessoa muito humana e humilde tem muita capacidade intelectual e associativa.

Em segundo lugar, como o jornalista da ATC e o próprio Félix falaram do FAFC, gostariamos de clarificar algumas situações que ainda lhes permanecem confusas sobre a existência deste grupo.

Acusamos o jornalista da ATC de não conhecer bem os objectivos do FAFC, cometendo um erro ao inventar que este existe como uma associação paralela à ATC e que tem como objectivo promover o debate académico.

O Félix foi assediado facilmente pela pergunta, ficando receptivo com a afirmação e dizendo o que disse sobre o FAFC, pondo em causa a qualidade e a estrutura deste. Até culpou conscientemente o FAFC pela falta de aposta dos membros da ATC nos desafios lançados pela mesma. Pior ainda quando perpectivou que o FAFC se movia para a zona de prejuízos. É intolerável este jeito de indignificar o FAFC sem saber a priori os verdadeiros motivos e objectivos do FAFC.

O FAFC pertence aos estudantes que se assumem livremente como simpatizantes e militantes da Fretilin. Não nasceu para perturbar a ATC, muito menos bloquear as suas actividades, pois não é uma associação paralela à ATC como entendem o jornalista e o compatriota Félix. Não se anexa nos objectivos do FAFC a intenção de competir com a ATC nem mesmo passa pela cabeça dos membros do FAFC cometer actos genéricos. Há uma grande diferença entre a ATC e o FAFC. As actividades realizadas no FAFC são de caracter político. Os debates académicos têm esta categoria, pelo que não é preciso confundir com os debates realizados na ATC.

Os membros do FAFC percebem perfeitamente os motivos e objectivos do nascimento deste forum. Não cabe aos outros julgar a qualidade do FAFC, porque este trabalha para um interesse comum. Interesse este que é diferente do da ATC. Mas, a diferença de interesses não pode ser o motivo para desvalorizar a qualidade do FAFC, muito menos por alguém de fora.

Já sobre a falta de aposta nos desafios lançados pela ATC, por exemplo, para apresentar trabalhos académicos, o FAFC não tem nada haver com o problema. O FAFC tem os seus próprios programas e calendários para cumprir sem provocar a ATC. Todos sabem disso, pelo que ao acusá-lo como o responsável do abrandamento do desafio referido, revela uma falta de modestia e de maturidade.

Coimbra, 10 de Janeiro de 2009
Fórum Académico da Fretilin em Coimbra (F.A.F.C)

Para mais informações, contacte a Direcção do F.A.F.C

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

FRETILIN
KOMUNIKADU BA IMPRENSA
Dili, 5 Janeiru 2009 FRETILIN: Presize Investiga Manipulasaun ba
"Kontratu Prado sai Pajero"

Xefe Bankada FRETILIN iha Parlamentu Nasional, Aniceto Guterres ezigi investigasaun husi Provedor Direitus Humanus no Justisa ba prosessu sosa kareta ba deputadus neebe Bankada FRETILIN kontra makas no vota kontra iha plenaria. Xefe bankada FRETILIN koalia liafuan hirak nee ohin bainhira hasoru malu ho jornalista balun iha Dili, ohin loron 5 Dezembru 2009. "Ema barak husu ona baa mi, tamba sa mak kontratu halo atu sosa Prado 65 ho folin ida, maibe depois Pajero mak mai fali? Ami mos ezigi presiza investiga tamba sa mak Prado sai fali Pajero? Se mak manan, se mak lakon ho manipulasaun ba kontratu original?" dehan Guterres iha Dili ohin. "Ita hare ba dokumentus no prosesu sosa kareta ba deputadus. Husi nee ita hare kedas katak presiza duni investigasaun klean. Iha buat barak neebe presiza esklarese. Ita hare ba kontratu neebe ami hetan ho data loron 8 Maiu tinan 2008, entre Director Parlamentu Nasional nian ho diretor kompania Midori Motors Company, naran Kim Jungwoo. Depois ita hare ba surat Sr. Vicente da Silva Guterres, Vice Presidenti Parlamentu Nasional neebe hakerek iha 5 Maiu 2008 ba Sra. Emilia Pires, Ministra de facto Finansas. Surat ida nee 'Justificacao de Ajuste Direto' kona ba sosa kareta hirak nee. Iha surat ida nee Vice Presidenti Parlamentu hakerek momos katak atu sosa kareta ba deputadus ho folin US$2,171,000.00, tuir pagamentu rua, ida US$910,000.00 no tuir mai US$1,261,000.00." Sr. Aniceto Guterres hatutan katak tuir artigus balun neebe hakerek iha kontratu sosa kareta ba deputadus 8 de Maiu 2008, Midori Motors iha direitu atu simu pagamentus rua ho total US$2,171,000.00 bainhira sira entrega ba Parlamentu Nasional kareta 65, no hakerek momos iha kontratu katak kareta 65 nee iha marka "Toyota, type Land Cruiser Prado, LJ120 R/L GKMEE 3.0D, 4 cylinder, 5-door, Manual Transmission", no hamutuk ho "manutensaun gratis ba tinan ida". "Hakerek klaru los iha kontratu katak Parlamentu atu simu Prado 65 ho folin diak no kondisoens furak los. Maibe hanesan ita hotu hatene, maske iha kontratu atu sosa Prado 65, agora kompania hatama fali Pajero. Ita hotu mos hatene katak Prado kualidade diak liu, no nia folin aas liu Pajero. Tansa mak iha mudansa hirak nee? Nee hatudu manipulasaun bot ba kontratu. Tamba nee mak ami ezigi investigasaun klean lalais ida liu husi Provedor, no ami sei haruka iha semana nee nia laran ba nia," dehan Guterres. Guterres dehan katak bankada FRETILIN hola desizaun hodi uluk kedas katak deputadu FRETILIN la simu kareta Prado ka marka seluk nudar deputadu individual tanba razaun barak, liliu tamba FRETILIN la simu katak ida nee mak prioridades aas liu horas dadaun, bainhira Povu barak seiduak hetan kondisoens basikus moris nian barak hanesan uma no bee no hahaan loroloron. "Maibe ami kestiona mos uluk kedas tamba sa mak sosa kareta liu husi 'single source' ka 'fo deit' no la halo tender. Hodi tender deit mak bele hetan folin diak no evita KKN. Razaun nee mos hatudu baa mi katak, deputadus AMP ansi liu atu hetan benefisiu ba a'an uluk no la kuidadu ho Povu nia osan." "Kontratu mos subar. Presidenti Parlamentu la hatan ba deputadus sira husi bankada partidu balun iha parlamentu bainhira sira husu kopia kontratu ida nee. Ikus liu ami hetan duni kopia husi dalan informal. Maibe ami la hetan husi presidenti parlamentu neebe lolos tenki se nia atu halau nia knaar ho transparensia. Iha debate orsamentu nia laran nia nega fali atu fo sai. Agora mak ami hatene tamba sa mak nia la fo sai dokumentus kontratu nee. Tamba iha irregularidades barak neebe presiza investiga," dehan Guterres. Iha semana molok Natal meza parlamentu nasional hahu fahe kareta Pajero kor metan ba deputadu balun ona, agora lorloron kareta Pajero kor oioin tama iha parlamentu nia para fatin. Liu husi Xefe bankada, FRETILIN esklarese katak sira nia pozisaun nafatin la simu kareta ba deputadu ida idak. Deputadu husi partidu seluk hahu simu ona. FRETILIN no partidu PUN deit mak desidi atu la simu kareta nudar deputadu individual. "Prenda Natal fahe ona hanesan husi Pai Natal. Agora presiza investiga prosesu sosa "Prado sai fali Pajero" buka hare se ema ruma halo KKN ka lae?" taka Aniceto.
PRESIZA TAN INFORMSAUN: Dere ba Deputadu Jose Teixeira 728 7080
2008: O ANO DO ESCANGALHAMENTO DAS INSTITUIÇÕES DO ESTADO (1)
Por: MARI ALKATIRI (I parte)
Falar de Timor-Leste, sua resistência heróica, sem falar de Xanana é, no mínimo, negar a História. Mas Xanana não teria existido sem a FRETILIN e não se teria tornado Comandante sem as FALINTIL.
Quando se fala do Xanana, deve-se falar do Xanana membro do Comité Central da FRETILIN de 1975 a 1981, Líder da FRETILIN e da Resistência e Comandante máximo das FALINTIL anos 80/90, mas também, agora, do Xanana como Presidente da República e como Primeiro Ministro de facto.Para falar de Xanana, como homem de Estado de modo a que todos percebam é fundamental fazer-se uma muito breve retrospectiva explicativa do aparecimento desta individualidade na história da resistência de Timor-Leste.Xanana, ex-aluno do Seminário de Dare, já nos últimos anos do colonialismo português ensaiou-se como poeta e, imitando Luís de Camões, escreveu "Os Mauberíadas". Com esta inscrição nas letras, ainda que de forma muito naïv, Xanana começou a tornar-se numa figura conhecida na pequena praça de Dili.Em 1974, após o 25 de Abril, Xanana assistia ausente a toda a movimentação política, em particular, de um grupo de jovens para criar a ASDT (Associação Social-Democrata de Timor). Mesmo quando esta se dissolveu para dar lugar à FRETILIN, em Setembro de 1974, Xanana continuou ausente.Posteriormente adere à FRETILIN e, juntamente com Francisco Borja da Costa, Júlio Alfaro, entre outros, garante a publicação do NACROMA, voz autorizada da FRETILIN. Aqui aplica-se muito como repórter fotográfico, tendência que mais tarde procura reeditar, com a sua máquina fotográfica a tiracolo. (Por isso, costumo brincar com Xanana dizendo que para se ser Presidente em Timor-Leste é preciso ser-se primeiro um fotógrafo mal sucedido).Quando a 11 de Agosto de 1975 a UDT desencadeou a acção militar contra a FRETILIN, Xanana junta-se aos membros do Comité Central da FRETILIN, liderados por Nicolau Lobato, e retira-se para Balibar. No dia seguinte, a 12 de Agosto, Xanana voluntariou-se para regressar a Dili e trazer a missão de tentar estabelecer contactos com alguns Sargentos e Oficiais timorenses nas Forças Armadas Portuguesas a fim de obter deles apoio na reposição da Lei e da Ordem. Logo à chegada à cidade capital foi detectado, detido, interrogado e posto imediatamente em liberdade. Dias depois Xanana Gusmão foi preso em casa do Xavier do Amaral onde alguns membros do Comité Central da FRETILIN se encontravam concentrados. Foi levado para o Quartel da UDT, mais conhecido por "Palapaço", de onde, como resultado da contra-ofensiva lançada pela FRETILIN, foi liberto, juntamente com largas dezenas de membros da FRETILIN, dentre eles o conhecido Líder Vicente Reis Sa'he.Quando as Forças de Suharto invadiram Timor-Leste, Xanana encontrava-se próximo da fronteira. Em Maio de 1977 participou na longa reunião alargada do Comité Central em Soibada onde se traçou a estratégia da Luta Popular e Prolongada. Xanana foi colocado mais tarde na Ponta Leste como adjunto do Comissário Político daquela Região.A 31 de Dezembro de 1978 Nicolau Lobato, Presidente da FRETILIN e da República Democrática de Timor-Leste e Comandante-Chefe das FALINTIL, morre em combate. Durante os primeiros meses de 1979 outros altos dirigentes da FRETILIN e do Governo da RDTL seguiram o seu exemplo, emulando-se pela Pátria. Na região Ponta Leste estavam Xanana, Ma'Huno e Tchai como adjuntos do Comissário Político Juvenal Inácio, aliás, Serakey. Serakey e Tchai também acabaram por morrer. Mais para a Região Centro Leste estava Mau Hodu e os seus companheiros sobreviventes da operação de cerco e aniquilamento lançada pelas Forças de Suharto. Antes das grandes crises, para evitar o genocídio total, a Liderança decidira ordenar a rendição das populações das zonas controladas pela FRETILIN.Em meados de 1979, as bases de apoio à guerrilha nas zonas controladas pela FRETILIN deixaram de existir. De uma forma mitigada passaram para as zonas controladas pelas Forças de Suharto. (Pois era nas aldeias estratégicas ou campos de concentração onde Xanana e outros sobreviventes foram encontrando refúgio quando eram perseguidos nas montanhas durante os longos anos de resistência). Mais de duzentas mil pessoas tinham sido mortas. As Forças ficaram reduzidas a pequenas bolsas de homens mal armados aqui e acolá.Foi nesta situação de crise sem paralelo que Xanana se afirmou como Líder de uma nova fase de Luta. Este é o seu inegável mérito. Para todo o sempre isto deve ser reconhecido. Depois de muito esforço de localização das bolsas de resistência, em Março de 1981, convocou a Conferência Nacional da FRETILIN, conferência que estabeleceu as bases para a reorganização da FRETILIN e das FALINTIL. Assim, sob a liderança de Xanana foi criado o Partido Marxista-Leninista FRETILIN, partido que foi dissolvido em 1984 por se considerar inadequado para a realidade da luta em Timor-Leste.Criou-se também o Conselho Revolucionário da Resistência Nacional, mais tarde, em 1987 transformado em Conselho Nacional de Resistência Maubere (CNRM). Em todo este processo Xanana assumiu a liderança de uma forma efectiva no terreno até 22 de Novembro de 1992, dia em que foi detido em Lahane, Dili e posteriormente julgado pelas autoridades indonésias e feito prisioneiro em Cipinang, Jakarta, até 1999. Em Abril de 1998, ainda na prisão, foi eleito Presidente do CNRT que veio a tomar o lugar do CNRM pela Convenção Nacional Constitutiva do CNRT, realizada em Peniche, Portugal. Em Maio de 1998 Suharto é derrubado, abrindo caminho para o referendo em Timor-Leste.Dois meses após o referendo realizado a 30 Agosto de 1999, como Presidente do CNRT, Xanana regressa a Timor-Leste. Mais do que ninguém estava consciente que no país havia duas instituições que sempre se assumiram como os alicerces politico e militar da Nação – a FRETILIN e as FALINTIL. Da FRETILIN se distanciara desde Dezembro de 1987, como consequência da sua retórica política de despartidarização da Resistência. Das FALINTIL passara a ser o Comandante máximo. Na verdade, sabia com mestria continuar a explorar a lealdade de ambas as organizações para exercer o seu poder. A cumplicidade era necessária e fazia-se em torno da luta comum contra a ocupação ilegal do país. Xanana acreditava que a cumplicidade se fazia em torno de sua figura e, por isso, sempre se achou acima de tudo e de todos, mais forte que a própria FRETILIN e dono absoluto das FALINTIL.Xanana habituou-se a ter essas duas organizações sob o seu comando e totalmente seus instrumentos no exercício do seu poder unipessoal e, na prática, proibitivo de ser questionado.Assim, antes do acto solene de restauração da independência, conceito que recusava aceitar, Xanana dera luz verde a Sérgio Vieira de Mello para dissolver as FALINTIL, criando no seu lugar as Forças de Defesa de Timor-Leste. (Com esta dissolução podia ter-se morto um capital simbólico da Nação e cortar o cordão umbilical das Forças com a própria história da resistência). Simultaneamente fez-se a desmobilização anárquica de muitos guerrilheiros, criando com isso problemas ainda não totalmente resolvidos até hoje. Aproveitando as incongruências do Xanana, nova investida contra as FALINTIL tomou lugar e com novas formas em 2006/07 com todo o esforço para desacreditar a instituição militar, manchando a sua imagem.Diplomatas de certos países, acreditados em Dili, sentiram-se mais realizados porque acreditavam que a crise de 2006 tinha desferido o golpe de misericórdia no espírito de resistência e de patriotismo do povo de Timor-Leste. A dissolução das FALINTIL feita no período da UNTAET era já o primeiro passo para matar um capital simbólico e passar uma esponja por cima da história da Resistência. Manchar a imagem das FALINTIL, enfraquecer a FRETILIN e a sua Liderança e dividir o país faziam parte desta estratégia global de transformar Timor-Leste num país sem passado, e talvez mesmo, sem futuro soberano, era o início sem fim à vista da decapitação do país da sua Liderança histórica.Recordo-me que no quadro da Constituinte, a questão das Forças, sua designação, bem como o princípio da restauração da independência, manutenção da bandeira, do hino, o nome do país (se Timor Loro Sa'e ou Timor-Leste), entre outros, foram profundamente questionados e debatidos. Não foi fácil fazer decisões de modo a que a história fosse reconhecida e ver-se reflectida constitucionalmente de modo a marcar a fronteira de uma identidade nacional e internacional. Mais difícil ainda foi porque o próprio Xanana, Líder da resistência, não via com muita simpatia as opções a favor desta forma de reconhecimento da história. Para ele, e alguns outros, reconhecer era igual a transformar em objecto de museu todos os capitais simbólicos. Achava que o melhor caminho para a reconciliação nacional era entregar aos historiadores o estudo da História passando os capitais simbólicos a serem simples factos, dados, elementos para este mesmo estudo. A Nação deveria renascer assente sobre um presente sem passado que, em última análise, um presente envenenado para o futuro.Reconhecer o papel histórico e manter vivos os alicerces do patriotismo maubere era, para o Xanana, perigoso demais para continuar o tipo de liderança a que se habituara. Defendia ele que era demasiado perigoso para a democracia. Particularmente se a FRETILIN se reorganizasse, se afirmasse e ocupasse o seu lugar na vida política multipartidária do país, como na realidade aconteceu. Xanana achava que a democracia deveria significar repartir os timorenses de modo a que a Unidade nacional se fizesse em torno, talvez, da sua figura. Assim reforçava-se a sua Liderança nacional unipessoal à luz do tão conhecido conceito Comando da Luta (que fazia decisões e dava orientações a todos mesmo da sua cela em Cipinang).Naturalmente que a FRETILIN jamais poderia aceitar continuar a apagar-se em nome de uma reconciliação em torno de valores tão abstractos e ser um instrumento nas mãos do Xanana para a prossecução desta sua política individualista. Estando ele fora da organização, sem a obrigação de respeitar a decisão dos órgãos do Partido, não fazia nenhum sentido, em tempo de democracia, pretender continuar a orientar a FRETILIN. (Recorde-se que em 2006, já como Presidente da República, Xanana tudo fez para interferir no processo de eleições para a Liderança da FRETILIN. Mas fracassou). Isto deixou o ex-Líder da Resistência muito descontente. Não podendo a FRETILIN continuar a ser seu instrumento só restava enfraquecê-la. Tanto mais que ele acreditava ser mais forte que a própria FRETILIN. (Mesmo em 2007 sonhava, mais uma vez, demonstrá-lo no embate eleitoral. Saiu derrotado e frustrado).Então, para continuar a investida contra a FRETILIN, embarcou numa aliança que se proclama de Aliança da Maioria Parlamentar (AMP), entenda-se, Aliança da Maioria Perdedora).Descontente com a afirmação da FRETILIN, Xanana como Presidente da República usava maior parte do seu tempo fazendo oposição ao Governo. A 28 de Novembro de 2002, poucos meses depois da restauração da Independência Nacional, no seu discurso à Nação, Xanana, usando do seu populismo e demagogia, critica publicamente o Governo e, como um actor de uma novela sem enredo nem fim, mostra-se chocado com a continuação da pobreza no seio do povo. (Será que Xanana acreditava mesmo que em seis meses de governação, com um Orçamento de Estado de cerca de sessenta milhões de dólares, dez vezes menos que o Orçamento do seu governo, era possível ter já reduzido a pobreza? Se sim, então algo de muito mal ia na cabeça do Xanana). A pobreza reduz-se com medidas sociais, económicas e de desenvolvimento integral e sustentado de curto, médio e, em especial, longos prazos. Nunca se erradica a pobreza com medidas que perpetuam situações de emergência com acções viradas simplesmente para a melhoria temporária dos níveis de consumo. Enfrentar uma crise é uma necessidade. Confundir medidas de combate à crise com programas de erradicação da pobreza é uma ignorância.Xanana dizia que o Governo era pouco inclusivo, desprezava as opiniões dos partidos de oposição, não dava créditos à sociedade civil quando esta se manifestava nas ruas, etc.Xanana era pois um Presidente da oposição. Decidira despir a sua farda de líder de guerrilha em troca de um camuflado de democracia e de uma máscara de defensor da justiça e dos direitos humanos. Para ele o Governo era exclusivista, autoritário, praticava o abuso do poder. E ele, Xanana, fazia o discurso de um grande democrata, homem do povo. Escondia por detrás de tudo isso a sua verdadeira face – um actor na vida real, ávido do poder. Sonhava com um sistema presidencialista. Esta tinha sido a orientação do Congresso do CNRT de 2000. A Assembleia Constituinte decidiu diferentemente. Xanana não gostou. Queria uma FRETILIN mais domesticada. Não conseguiu.Quando as receitas do petróleo e gás começaram a chegar o Governo preparou um Orçamento de Estado de trezentos e quinze milhões de dólares norte-americanos para o ano fiscal 2006'07, para ser proposto ao Parlamento Nacional. Nele se definiu com clareza a infra-estruturação do país, a resolução da questão dos veteranos e combatentes da libertação nacional, das viúvas, dos idosos e dos órfãos e o desenvolvimento rural e comunitário como prioridades das prioridades. Traçaram-se metas: atingir um crescimento económico sustentado de sete por cento, controlar a inflação nos três a quatro por cento em 2006/07, criar dez a quinze mil postos de trabalho. A oposição coligada, parlamentar e extra-parlamentar, querendo impedir a execução deste Orçamento optou pela divisão do país e pela violência como prática política. Com isto, trouxe a crise de 2006/07 para impedir que o Governo iniciasse um programa de desenvolvimento visível, sustentado, com impacto substancial na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos e, assim, voltar a ganhar de uma forma expressiva as eleições de 2007. Assistimos então aquilo que muitos consideram, e bem, como conspiração e golpe contra o Governo da FRETILIN com o então Presidente da República a desferir o “acto decisivo”, exigindo a demissão do Primeiro Ministro e impondo a sua vontade na escolha do sucessor. Tudo se fez com o objectivo único de controlar o dinheiro do petróleo e impedir que a FRETILIN passasse e executar o seu programa de desenvolvimento no sentido da erradicação da pobreza e da melhoria da qualidade de vida de todos os cidadãos.Hoje como chefe de um governo de facto, beneficia de apoio total - pessoal e institucional - do Presidente da República que não se cansa de elogiar a sua governação, assumindo-se como um aliado incondicional. Muitas vezes, coloca-se em bicos de pés para extrair algo de positivo de uma governação de compra e venda, de pedir e dar, sem planos, sem programas, com um orçamento que se reduz a um grande saco azul e um enorme fundo de contingências, um Orçamento talhado para o despesismo irresponsável abrindo auto-estradas à corrupção e fechando caminhos a uma eficaz fiscalização parlamentar.Fomos acompanhando ao longo deste ano toda a trajectória da governação Xanana. Sob o lema "reformar" e "mudar" o antigo Comandante de guerrilha e o mais conhecido Líder da Resistência timorense dos anos 80/90 procurou impor o seu próprio ritmo. "Reformas" e "mudanças" que se traduziram, inicialmente, na verdadeira "caça às bruxas", "bruxas" essas que não eram senão todos aqueles funcionários e agentes de estado conotados como leais à linha de orientação do anterior Governo. "Reformas" e "mudanças" que confundem descentralização com desestruturação, com uma administração anárquica, sem regras, sem sistema, sem disciplina na gestão fiscal e macroeconómica. "Reformas" e "mudanças" que significam também viver com medo do passado e da sombra do passado. Xanana, para evitar esta perseguição, foge da sua própria sombra, recusa o seu passado e prefere viver na escuridão do conhecimento, na ignorância da Constituição e das Leis, na diluição das Instituições do Estado, na aliança política contra-natura, na corrupção generalizada das mentes com a sua prática de "comprar a paz". E fá-lo sempre "em nome do povo" e, se necessário, para emocionar os mais desprevenidos, com lágrimas nos olhos. (Há informações que o "Conselho de Ministros", na sua última sessão de 2008, despede-se do ano com um verdadeiro coro de choros e de angústias com apelos e súplicas para a unidade em torno do Xanana).Pois, para quem ainda não sabe, o governo Xanana é uma manta de retalhos nascido da "AMP" (Aliança da Maioria Parlamentar), uma aliança dos derrotados nas eleições, que existe assente sobre uma necessidade permanente de se opor ao passado e ao Governo anterior. Como resultado, esbanja o erário público e, no lugar de planificar e programar o desenvolvimento, enterra-se cada vez mais em improvisações, no esbanjamento, nas obras de fachada. Dominado por esta psicose doentia e talvez pela angústia, não consegue adquirir uma visão integrada de governação. Reduz o Governo a uma simples instituição social e comercial de compra e venda e o Estado num grande clube de amigos onde se recebe e se oferece. Para manter a aliança, fecham-se os olhos a todos os desmandos, ignoram-se as denúncias de corrupção, enraíza-se a impunidade, desacredita-se a Justiça.No plano das realizações de natureza estruturante, promete aprovar um Plano Estratégico de Desenvolvimento em menos de três meses e, um ano e meio depois, nem uma leitura correcta sobre o estado da Nação conseguiu produzir. Xanana diz o que ouve, e ouve só o que quer ouvir, sussurrado nos seus ouvidos, pede para se voltar a dizer e volta a ouvir o que dizem, repete-o vezes sem fim e convence-se que é verdade. E assim vai-se consolando.Com tudo isso, deixa o seu maior aliado, o Presidente da República Dr. Ramos-Horta, cada vez mais isolado a fazer uma apreciação positiva da governação Xanana. No próprio Parlamento Nacional a manta de retalhos que se dá pelo nome de "Aliança da Maioria Parlamentar - AMP", já mal consegue defender o seu próprio governo de facto.Na verdade, continua o esgalhamento do sistema e aumenta a incapacidade de governar. Crescem como cogumelos depois de uma chuvada as vozes condenando a corrupção. Tudo isso entra pelos olhos adentro de qualquer cidadão minimamente mais atento. Até os cegos sentem. Só não vê e não sente quem não quer ou quem é cúmplice da situação iniciada em 2006 e continuada até agora.Ridículo, não é? Claro que sim. Ridículo é o que temos assistido durante a segunda metade de 2007 e todo o 2008. (Só um exemplo: Compram o arroz mais caro e vende-o sessenta por cento mais barato. Considera os resultados deficitários deste negócio como aumento nas receitas domésticas. Se isto não é ridículo, o que é?).Mas o governo Xanana continua a vangloriar-se daquilo que fez "em pouco tempo". Nunca diz a verdade. E esta é: só num ano esbanjou dinheiro equivalente a cinco anos da governação da FRETILIN, suficiente para iniciar um programa e garantir :.
- a reabilitação de todas as escolas de Timor-Leste e a construção de muitas outras mais;- a extensão para todo o país de uma refeição quente por dia em todas as escolas;- a construção de residências para os professores e pessoal de saúde nos Distritos, Sub-distritos, Sucos e Aldeias;- a melhoria da assistência de saúde, com mais ifraestruturas e melhores meios e equipamentos de diagnóstico e de tratamento;- a introdução e execução de uma política de nutrição em todo o país ligado ao desenvolvimento da produção nacional agro-pecuária;- o aumento de fornecimento de água potável;- o melhor aproveitamento da água como fonte renovável para a produção de energia;- a reabilitação e construção de mais sistemas de irrigação;- a reconstrução e construção de muitos quilómetros de estradas;- a contrução de melhores habitações para as zonas rurais e para os mais necessitados;- o desenvolvimento da agricultura familiar e comunitária, introduzindo tecnologias adequadas ao estágio de desenvolvimento na área;- o desenvolvimento da pesca semi-artesananal;- a implementação do projecto de re-urbanização de Dili e de outros principais centros urbanos e a solução do problema de saneamento básico;- a industrialização transformadora do produto agrícola e pesqueiro;- a criação de uma melhor rede de transportes colectivos;- o desenvolvimento do turismo de pequena e média escalas e comunitário;- o estabelecimento de uma Academia de Música e de Cultura;- o estabelecimento de uma Instituto Médio de Desporto;- o estabelecimento de um Banco de Crédito Rural, etc.;E tudo isso teria garantido a criação de milhares e milhares de postos de trabalho pelo país e introduzido o incentivo para o reforço dos sectores cooperativo e privado nas áreas agro-pecuária, pesqueira e de produção artesanal, necessárias para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos e para melhor equilíbrio da balança comercial através do aumento da produção nacional e, consequentemente, da redução da importação.Mas, para isso é necessário que o governo saiba planear, programar e elaborar projectos de desenvolvimento humano, social e económico. É necessário igualmente saber evitar a "projectização" da economia porque esta só impulsiona o desenvolvimento desintegrado, descontinuado, anárquico, sem qualidade. É necessário não confundir medidas de emergência com as de reconstrução e de desenvolvimento.Xanana opta pelo mais fácil. Injecta dinheiro indiscriminadamente na economia e pensa que está a contribuir para reduzir a pobreza. Ouve, repete e acredita que sim: há redução de pobreza porque distribui dinheiro. Está convencido disso. Parece que o Presidente da República, seu aliado, também.Na verdade, como efeito macro, só provoca o crescimento da inflação e incentiva a corrupção. E é demais sabido que inflação e corrupção são as mães geradoras da pobreza. Por isso, a pobreza reduz-se sim, e muito rapidamente, mas para uma pequena minoria – os membros do governo de facto, seus familiares e amigos mais próximos. A maioria vê o seu cabaz de consumo a reduzir de quantidade e de qualidade, as calorias mínimas diárias que precisa custam cada vez mais alguns cêntimos de dólar. Por outro lado, a produção nacional vai-se definhando porque se torna cada vez mais incompetitiva. Nem com a reforma tributária do Xanana, a converter o país num quase paraíso fiscal, trouxe o milagre. Não há redução de preços. Então, arranjam-se bodes expiatórios e acusam-se os "comerciantes malandros". Desconhecem que a economia é uma ciência onde não há lugar para milagres. Tem as suas leis, as suas regras, os seus elementos catalisadores. Mas não há milagres Só o trabalho acelera o desenvolvimento, cria riqueza, impulsiona o crescimento económico, dignifica e eleva a qualidade de vida dos cidadãos, reduz a pobreza.Os jornais todos os dias falam da corrupção, de nepotismo, da má governação. Os relatórios de instituições internacionais já não podem continuar a ignorar esta realidade gritante. O período da prova terminou. Do benefício da dúvida nasce a certeza e ela é: “o governo Xanana converte Timor-Leste num país insustentável”. Podemos questionar esta apreciação e dizer que é uma "atitude colonial" fazer tais afirmações. Mas uma leitura atenta e objectiva da realidade desmente-nos. E se a situação continuar como está por mais um ou dois anos, não sei se alguém minimamente consciente terá coragem para ignorar tal verdade. “O país está a descaracterizar-se, descarrilar-se.” O Estado a desestruturar-se; a cidadania a definhar-se com os cidadãos a viverem da dependência das migalhas do governo ou intimidados para não exprimirem o seu descontentamento. Não é criar mais dependência que se liberta o povo. Confunde-se paz com ausência de violência física, estabilidade com o silêncio imposto aos cidadãos.Fomos bafejados pela sorte (?). Sim. A natureza, de uma forma finita, oferece-nos como crédito para o desenvolvimento as receitas do petróleo e do gás. O governo Xanana trata-as de um modo tão irresponsável com políticas despesistas que só conduzirão ao enterro do Fundo Petrolífero. Xanana não sabe como gerir uma receita não renovável. Como perpetuar este tipo de receitas de modo a beneficiar todas as gerações, incluindo, naturalmente, as actuais. As receitas do petróleo são uma semente que nos é facultada. Devemos criar condições para que seja semeada e se reproduza. Xanana confunde semear com enterrar. E o governo Xanana vive de uma contradição. Acha que gastar muito significa fazer muito. E faz tudo para gastar só para poder afirmar que executou o Orçamento e sentir que fez muito. Gasta para poder dizer ao Parlamento que executou o Orçamento.Xanana tem um ódio ao "carry over" (transferência de valores orçamentais de um ano para o outro"). Esperávamos que nos viesse com alguma solução mágica. Xanana trouxe a receita: primeira medida: fazer compras, muitas compras nos últimos dois meses do ano. (Já não se põe agora o problema de armazéns, argumento usado antes para adjudicar ao seu colaborador mais próximo GS mais de catorze milhões de dólares de compra de arroz. Agora, com muitos milhões mais, esta questão já não se põe. O importante é gastar o dinheiro).Resultado: não há "carry over" de dinheiro. Prefere fazer "carry over" de arroz, de óleo alimentar, de cimento, de viaturas, de tractores etc. i é, de produtos perecíveis que, ou vão deteriorar-se ou, porque são subsidiados, atravessam a fronteira vendidos mais baratos para a vizinha Indonésia. Também de meios de transporte e de trabalho que em breve aumentarão as despesas públicas e “quiçás,” as famosas "receitas domésticas" dentro de seis meses a um ano com a venda de sucata. Só um génio como o Xanana Gusmão pode inventar isso!! Segunda medida: a reorçamentação. Quer dizer, para despesas em bens e serviços e outras recorrentes, gasta-se tudo; no tocante a capital e desenvolvimento, interrompem-se os projectos, reorçamenta-se, na esperança que o novo Orçamento seja aprovado para dar continuidade. Como o Orçamento de 2009 só será aprovado em finais de Janeiro, Xanana decide extender a vigência parcial do Orçamento de 2008 até Fevereiro de 2009. Tudo isso para ele provar que não há "carry over". Que ingenuidade, para não falar de outras coisas! Que ridículo! Mas, Xanana e o seu grupo apresentam tudo isso como produto da sua genialidade colectiva.Nos últimos dois meses fizeram-se despesas sem um mínimo de plano e de programa. Compras e mais compras. Doze a quinze barcos a fazerem bicha durante dias a espera da sua vez de serem descarregados no Porto de Dili. (Foi triste ver, quinze barcos na noite do Natal e na passagem de ano com as suas luzes no mar frente a Dili. As crianças até teriam acreditado que pai ou vovô Xanana tinha feito mais um milagre. Colocou no mar quinze árvores de Natal e quinze presépios flutuantes com os Reis Magos montados sobre golfinhos e crocodilos. Na verdade as árvores de Natal e os presépios flutuantes eram de mais bom gosto que àqueles feitos no jardim do Palácio porque aqui, de modo exagerado tinham as suas luzes e cores fazerem um conjunto de um verdadeiro festival de mau gosto. O Natal, dia de nascimento de Jesus Cristo, merece mais arte e melhor sentido de harmonia entre luzes e cores, melhor enquadramento ambiental mas também, de menos despesas supérfluas próprias de um novo rico que não conhece o valor do dinheiro. Seja como for, a fé nunca se confunde com medidas de fachada).Para além de compras houve outros trabalhos de última hora. As ruas de Dili que não necessitam ainda de manutenção de vulto foram reasfaltadas mesmo debaixo das chuvas e no escuro da noite. (Trabalho nocturno no breu da noite para reflectir a falta de transparência na preparação dos projectos e na adjudicação das obras). Por outro lado, as estradas para os Distritos e Sub-Distritos a caírem uma atrás de outra, a ficarem literalmente intransitáveis. (Assim, em 2009, é melhor que o governo Xanana compre helicópteros para transportar "o primeiro ministro e o seu vice, os ministros, vice-ministros, secretários-de-estado e deputados. Com isto até eleva o estatuto dos mesmos. Estou certo que se sentirão mais seguros e importantes. Para quê estradas, para quê pontes, se há dinheiro para helicópteros?). E para quê carros e mais carros se não há estradas? Sim, se gastar muito é sinónimo de fazer muito, o que impede substituir os carros dos políticos por helicópteros? O que impede adquirir aviões presidenciais ou jactos executivos para as viagens internacionais dos altos dignitários?Xanana acha que fez muito. À excepção daquilo que foi apropriado da política do Governo anterior, melhor, do Estado no seu todo, no que se relaciona com os Combatentes de libertação nacional, as viúvas, os órfãos, os idosos, os cidadãos mais necessitados, com deliberações de reconhecimento e de pensões de diferentes montantes e naturezas, vejamos o que realmente o governo Xanana fez e do qual se vangloria:A Questão dos Deslocados:O governo Xanana apresenta a solução da questão dos deslocados como uma das suas bandeiras. Vangloria-se de ter resolvido esta questão. Na verdade, para quem tenha vindo a Dili algumas vezes seguidas durante os anos 2006/08, ao chegar hoje à cidade logo se depara com algumas diferenças.Já não existe o campo de deslocados imediatamente à saída do Aeroporto Internacional Presidente Nicolau Lobato. E, se habitualmente se alojar no Hotel Timor, também irá encontrar uma outra diferença de vulto. Pois, não há mais deslocados no Jardim à frente do melhor Hotel do país. (No seu lugar encontra-se um espaço totalmente cercado de zinco. Xanana decidira entregar o mesmo jardim ao seu amigo Hércules, cidadão indonésio de origem timorense conhecido e temido pelos seus feitos de chefe de um grupo de "cobranças difíceis" em Jakarta. Foi recentemente detido e acusado de homicídio na Indonésia. Mas, para o governo Xanana tem sido um VIP). Alguns outros campos em Dili também se esvaziaram. E ainda bem. Mas será que o problema se resolveu em definitivo? Se os visitantes derem algumas voltas pela cidade e, particularmente, saírem de Dili em direcção a Manatuto encontrarão o oposto. Pois o campo de deslocados de Metinaro mantém-se. Os seus ocupantes não se deixaram atrair pelo dinheiro em troca da sua segurança. Não sentem que existem garantias suficientes para retornarem aos seus bairros de origem.O que contribuiu realmente para alguns deslocados saírem dos campos? Primeiro porque era do interesse de toda a sociedade que regressassem aos seus locais de origem ou fossem alojados em qualquer outro local da sua aceitação. Segundo, porque a vida nos campos já se tornava insustentável para os próprios deslocados. Terceiro, porque o tempo se encarregou também de diluir muitos dos conflitos. Quarto, porque o rótulo de deslocado se tornou cada vez mais discriminatório, isolando-os do resto da sociedade urbana de Dili. Por fim, porque Alfredo tinha sido morto e o resto do seu grupo detido e porque os "peticionários" tinham sido compensados pelo trabalho realizado em 2006/07 pelo governo Xanana. Mas o campo de deslocado de Metinaro é “sui generis.” Colocado fora de Dili, próximo do Centro de Instrução das Falintil-FDTL, sempre se sentiram mais seguros.Acabar com os campos degradantes de deslocados era o desejo de toda a sociedade. Mas, o princípio fundamental deveria ser o Estado tudo fazer para devolver aos deslocados o direito a uma habitação condigna e o retorno à vida normal com a sua reinserção integral na sociedade com toda a garantia de segurança.Mas Xanana, mais uma vez, avançou pelo caminho mais fácil - pagar a todas as famílias deslocadas para abandonarem os campos. O processo de pagamentos em si começa por não se revelar transparente. (Há informações de pagamentos feitos a pessoas que nem sequer deslocadas eram e que nunca tiveram as suas casas destruídas, ou de pagamentos repetidos dentro da mesma família pela mesma casa destruída. Mas esta é outra questão que a seu tempo precisa de ser investigada para ver se existe corrupção ou não, nepotismo ou não, ou, simplesmente, incapacidade organizativa e administrativa). A questão hoje é saber se a solução encontrada é sólida. Duvidamos. Duvidamos porque muitos daqueles que abandonaram os campos continuam sem casas, sem abrigo, sem terra. Ou porque não tinham casas para reabilitar, ou porque o dinheiro não era suficiente para a reabilitação ou ainda porque, seguindo o exemplo do maun Xanana, também decidiram pelo mais fácil: usar o dinheiro para outros fins como comprar uma moto, casar, viajar, etc. Sustentável ou não para a vida deles, o que importa? O mais importante é gozar enquanto houver dinheiro.Alguns deslocados optaram também por saídas ainda mais aliciantes. Ocupam terrenos alheios e montam a sua tenda ou constroem uma barraca. Com isso, abrem novos conflitos. É uma verdadeira bomba-relógio. O governo Xanana parece ignorar tudo isso, demitir-se das suas responsabilidades porque a solução que encontrou foi pagar. E pagou para saírem dos campos. Não para refazerem as suas vida com dignidade. "Agora, cada um por si, Deus por todos". Xanana prometera resolver esta questão até Dezembro de 2007. Um ano e meio depois, continuamos com o problema. Ficamos com a solução cosmética “à la Xanana” traduzida numa máxima: o importante é mudar a fachada.
*Fim da I parte*
[1] Esta série de textos tem o simples propósito de abrir o debate sobre questões de substância do processo de afirmação de Timor-Leste como Nação soberana e como um Estado de Direito Democrático. Nada mais move o seu autor senão a necessidade de contribuir para repor a verdade para se poder construir uma visão em comum e perspectivar o futuro com mais confiança e certeza.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO

A Direcção do F.A.F.C vem por este meio desejar a todos os membros do F.A.F.C, aos camaradas da luta e a todos os amigos timorenses que neste Natal, o amor e a esperança possam encher os vossos corações. Que o novo ano vos traga muita saúde, alegria e paz.

Bom ano 2009!

Saudações
A Direcção

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

ACONTECIMENTO

Nicolau Lobato
Primeiro Comandante-em-Chefe das Falintil.
Foi morto em combate, a 31 de Dezembro de 1978

Nicolau Lobato (1952-1978) nasceu de pais timorenses da classe dirigente tradicional, na região de Bazartete, a 30 km a sudoeste de Díli. Depois de ter frequentado o seminário (nível universitário) em Dare, a sul de Díli, decidiu não prosseguir estudos teológicos. Foi professor e mais tarde funcionário público no departamento de finanças, em Díli.

Em Maio de 1974, um mês após a Revolução dos Cravos, que desencadeou o processo de descolonização, formou, juntamente com outros, a ASDT (Associação Social-Democrata Timorense), que se transformou na FRETILIN em 1975.

Em meados de 1975, partiu em missão diplomática e pouco depois, em Agosto, desempenhou um papel central na derrota da UDT pela FRETILIN, durante a guerra civil. Era então Vice-Presidente da FRETILIN, mas devido à sua liderança durante a guerra tornou-se no seu verdadeiro dirigente, embora o Presidente, Xavier do Amaral, continuasse a ser respeitado.

Durante o período de administração da FRETILIN em Timor-Leste (Setembro- Dezembro de 1975), procedeu ao estabelecimento de uma cooperativa rural na sua região natal. Quando a Fretilin instituiu a República Democrática de Timor-Leste (RDTL), em 28 de Novembro de 1975, tornou-se Primeiro-Ministro, sendo Xavier do Amaral o Presidente. A esposa, Isabel, foi morta a tiro em Díli no primeiro dia (7 de Dezembro de 1975) da invasão indonésia.

Nos 3 anos seguintes (1975-1978), Nicolau Lobato foi o chefe militar e, em grande parte, o dirigente político, da Resistência Timorense nas montanhas. A sua posição como comandante foi confirmada no Congresso da Fretilin em Soibada, em Maio de 1976 e, mais tarde, após a prisão de Xavier do Amaral, em Setembro de 1978, tornou-se o Presidente. Finalmente, em 1978, quando as forças timorenses estavam enfraquecidas após a operação de cerco, foi morto pelos indonésios, em 31 de Dezembro de 1978. O Comandante da unidade indonésia que realizou esta proeza, Prabowo, veio a ser genro de Suharto e tornou-se célebre pelos seus "golpes baixos" no comando das Kopassus, antes de ter sido "honrosamente excluído" do exército em Setembro de 1998. Actualmente, reside na Jordânia.

Alto, resoluto e seguro, Nicolau Lobato era um homem com fortes qualidades de chefia - determinação, auto-disciplina e experiência militar - que o tornaram famoso, primeiro na guerra civil e mais tarde como chefe aparentemente indestrutível da Resistência, que manteve afastadas durante três anos as poderosas forças indonésias. Inspirado no modelo nacionalista anti-colonial de Angola e Moçambique, e imbuído do ideal de autonomia económica e política, considerava que os Timorenses deviam confiar em si próprios, alimentar-se a si próprios e governarem-se a si próprios, sem esperarem a ajuda que não via chegar do outro lado do mar.

Foi esta convicção que o guiou, mas foi a sua disciplina - e do seu povo - que construiu a organização e a lealdade que o tornaram legendário aos olhos de indonésios e timorenses. Mas, para os Timorenses, tanto para os da Fretilin como para aqueles que foram da UDT ou Apodeti, ele era mais do isso. Tornara-se um herói popular.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Timor-Leste perante os desafios de sempre

Por: Abel Coelho de Morais – Diário de Notícias

Conjuntura: Milhares de deslocados internos continuam por realojar
Questões políticas, económicas e sociais podem gerar nova crise

Timor-Leste está no bom caminho para a paz e estabilidade, afirmava na semana agora finda o número dois da missão das Nações Unidas naquele país, Finn Reske-Nielsen.
Uma apreciação que pode ser considerada optimista, em especial quando surgiam na imprensa australiana extractos de um documento confidencial da ONU com observações contrárias."Penso que os timorenses podem considerar-se orgulhosos do que foi conseguido este ano e terem a certeza de conseguirem ainda melhores resultados em 2009", insistiu Reske-Nielsen. Olhando o passado recente, a dúvida é, de facto, se os timorenses têm condições para ultrapassarem o actual impasse. Em relação a Fevereiro de 2008, quando se verificaram os acontecimentos de que resultaram a morte do ex-major Reinado e o atentado à vida de Ramos-Horta, a situação parece tranquila. As principais forças políticas têm moderado o tom das acusações, mas relatos sobre a situação no território indicam viver-se um momento de tensão adiada. Por outro lado, permanecem visíveis os efeitos da crise de 2006, e que vai culminar no surto de violência de 11 de Fevereiro de 2008. Continuam por realojar milhares de deslocados, dispersos por 16 campos. O Governo anunciou a intenção de encerrá-los até Fevereiro, mas os deslocados regressam, em muitos casos, a localidades onde as suas casas e infra-estruturas foram destruídas. O clima económico internacional não é de molde a encorajar o investimento num país que necessita deste de forma urgente. As ONG têm alertado para tensões resultantes do movimento das populações. Estão identificados conflitos sobre direitos de propriedade, tensões entre deslocados, que receberam subsídios, e aqueles que, tendo permanecido nas vilas ou aldeias, não receberam verbas oficiais. Por último, as tensões políticas entre apoiantes dos vários grupos continuam presentes numa sociedade em que não se concretizou ainda a total reforma do sistema de segurança e de justiça e o enraizamento de uma cultura de relacionamento político e institucional está longe de existir.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

KOMUNIKADU DE IMPRENSA

FRETILIN

Komunikadu de Imprensa
Dili, Tersa-feira, 21 Dezembru 2008

Ministra das Finanças selu osan-boot ba ninia kolega sira
FRETILIN kondena segredu bara-barak kona-ba asesór sira nia saláriu


Osan husi Fundo de Petróleu no mós finansiamentu husi doadór sira agora gasta arbiru de'it ba saláriu ho pagamentu ne'ebé aas ba ema internasionál ho lokál sira ne'ebé laiha kualifikasaun maibé iha ligasaun polítika ho pesoál ba ministru sira iha governum deputadu FRETILIN nian no mós vice prezidente Arsenio Bano, hatete ohin.

Bano, ne'ebé uluk kaer mós kargu nu'udár Ministru iha governu FRETILIN dehan, Primeiru Ministru de facto Xanana Gusmão lakohi fó-sai detallu kona-ba asesór na'in hira maka governu kontrata no mós kópia sira nia kontratu nian, maske FRETILIN ho deputadu sira seluk iha Parlamento Nacional halo ejijénsia ne'e dala hira ona ba Ministra das Finanças, Emilia Pires.

"Governu ne'e fó de'it empregu ba ninia maluk sira, Timor-oan no mós sidadaun australianu sira ne'ebé moris iha Timor-Leste. Ema sira ne'e simu saláriu ho FEE boot tebetebes, i sira ne'e barak maka laiha kualifikasaun, liuliu iha Ministério das Finanças," Bano dehan.

"Ami hatene katak Ministério das Finanças kontrata asesór sira na'in 70 ba tinan ida ne'e mesak.

Ema sira ne'e inklui advogadu australianu ida ne'ebé bazeia iha Sydney. Nia simu liu US$80,000 atu servisu de'it ba liu itoan fulan ida kuandu governu de facto AMP sa'e foufoun. Nia servisu hanesan asesór ba Timor-Leste nia lei Fundo de Petróleu maski nia laiha experiénsia legál espesífiku iha setór petrolíferu.

"Ninia área de espesialidade, tuir buat ne'ebé ami hatene maka, katak nia koñese ema importante iha governu no nia iha ligasaun ho diplomata sira no mós emprezáriu Timor-oan sira," Bano dehan.

"Ami mós hatene kona-ba tékniku laboratorium nian ida ne'ebé laiha esperiénsia ka kualifikasaun iha finansas públiku ka área ne'ebé relasionadu maibé nia simu liu US$10,000 fulan-fulan atu sai asesór ba Ministra das Finanças."

Bano kontinua: "Buat ne'ebé la'o ohin loron maka 'fahe servisu ba maluk sira', i iha kazu balu, 'namorada sira'.

"Ema sira ne'e barak maka hetan sira nia saláriu husi orsamentu estadu nian, ne'ebé totálmente finansiadu husi Timor-oan sira nia Fundo de Petróleu.

"Karik ida ne'e maka Ministra das Finanças nia medida ikus liu ba kombate pobreza ba ema sira ne'ebé iha ligasaun polítika ho sira no mós ema sira ne'ebé maka ekonomikamente privilejiadu."

Bano dehan FRETILIN uluk ko'alia kontra pagamentu ba asesór sira ne'ebé sisi osan boot durante debate ba orsamentu iha Dezembru tinan kotuk. Nia dehan katak buat ida ne'e repete filafali ona ho proposta ba orsamentu AMP nian ba tinan 2009, ne'ebé komisaun parlamentár agora diskute daudauk.

"Esforsu oioin atu hetan detallu báziku kona-ba númeru asesór iha ministériu laran, sira nia kapasidade ho esperiénsia, to'o agora laiha susesu tanba governu lakohi fó-sai. Ida ne'e atu hatudu fali katak, karik governu rai informasaun sira ne'e hanesan segredu estadu nian envés de hanesan kestaun ida kona-ba interese públiku.

"Buat sira ne'e hanesan detallu báziku ida ne'ebé konstitusionálmente no mós tuir lei governu tenke fó ba parlamentu atu ajuda parlamentu hala'o ninia servisu atu fiskaliza orsamentu ho efikás liu tan."

Bano dehan katak lori reseita husi Fundo de Petróleu ne'ebé governu FRETILIN estabelese maka governu ne'ebé Xanana kaer konsege netik tau hamutuk orsamentu anuál ida liu fali orsamentu iha tinan hitu nia laran ne'ebé governu uluk nian halo.

"Riku-soi sira ne'e tuir loloos gasta ba saúde, edukasaun ho agrikultura, buat ne'ebé garante dezenvolvimentu humana, envés de simu de'it 15% husi orsamentu ida agora ne'e. Doadór sira mós labele fó fundu atu selu de'it maka ema sira ne'ebé laiha kualifikasaun apropriada ka adekuada. Fundu sira ne'e tuir loloos gasta ba dezenvolvimentu ba ami nia povu," nia dehan.

Atu hetan informasaun liu tan, favór kontakta ho Arsenio Bano iha +670 741 2447

FAFC tem o novo Coordenador-Geral

INFORMAÇÃO

António Monteiro é o novo Coordenador-Geral do Fórum Académico da Fretilin em Coimbra (F.A.F.C).
Estudante finalista do curso Relações Internacionais da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra aceitou o desafio de estar a frente do Fórum porque entende que este é caminho certo para dar a continuidade da voz do Partido Fretilin no espaço internacional.

KOMUNIKADU BA IMPRENSA

FRENTE REVOLUCIONÁRIA DO TIMOR-LESTE INDEPENDENTE
FRETILIN

KOMUNIKADO BA IMPRENSA
Dili, 17 Dezembru 2008

Tamba korupsaun sae makas liu mak nasaun Timor-Leste lakon fundus dollar juta ba juta hodi hatun kiak husi Governu Estadus Unidus nian, naranMCA (Millenium Challenge Account).
Millenium Challenge Corporation (ka MCC), neebe kaer MCA, hasai Timor-Leste husi lista rain hirak neebe kualifika atu hetan osan husi "assistensia kompaK" – osan barak tebe tebes atu halo investimentu atu hamenus kiak (
http://www.mcc.gov/press/releases/documents/release-121108-selection.php).
MCC nia desizaun nee sai depois de Transparensia Internasional publika sira nian relatoriu Kona ba Indise Persepsaun Korupsaun ba tinan 2008, neebe hatudu katak Timor-Leste iha Xanana Gusmao no AMP nia okos hamosu situasaun aat liu kona-ba nivel korupsaun iha mundu tomak (hare
http://www.transparency.org/policy_research/surveys_indices/cpi/2008).
Nune'e mos mos Representanti UNDP nian iha Timor-Leste, Sr. Finn Rieske Nielsen, konfirma katak tuir nia hanoin korupsaun aumenta iha Timor-Leste (Radio Timor-Leste, 10 Dezembru 2008).
Xefe Bankada Parlamentar FRETILIN nian, Sr. Aniceto Guterres dehan katak MCC hasai Timor-Leste husi programa MCC nian tamba korupsaun aumenta makas, inklui alegasaun barak neebe mosu kontra ministru bot sira iha governu de facto AMP nian.
"Primeira ves desde ita tama iha MCC nia programa iha tinan 2003, Timor-Leste la konsegue tama iha MCC ninia kriterius kona ba 'Kontrole ba Korupsaun'. Iha tinan ida nee Sr. Gusmao ninia governu mos la konsegue tama iha kriteriu kona ba 'Estadu de Direitu' no 'Efetividade Governu nian' ," Guterres tenik.
"Primeiru Ministru de facto Xanana Gusmao nia promessa beibeik atu lita hasoru korupsaun sai fail anedota ida iha ohin loron.
"Publiku no media tomak sei husu nafatin perguntas kona ba PM Gusmao ninia hahalok rasik, liliu kona ba sosa fos ho folin juta US$14 neebe entrega deit ba ninia maluk husi CNRT Sr. Germano da Silva."
Sr. Guterres mos ezije ba PM de facto Xanana atu demiti Ministra Justisa, Lucia Lobato, neebe hetan alegasaun korupsaun seriu iha media hasoru nia tanba nia labele kaer hela pasta justisa enkuantu investigasaun lao hela.
Sr. Guterres dehan katak governu uluk FRETILIN nian halo atu Timor-Leste bele kualifika atu hetan osan husi 'assistensia kompac' MCC nian iha 2004, maibe tamba krize 2006 prosessu atu hetan osan nee atraza to'o eis Primeiru Ministru Dr. Mari Alkatiri resigna a'an.
"Governu FRETILIN hetan rekonesimentu internasional tanba sira iha transperensia makas ba gestaun ekonomia no finansas nian no tanba harii sistema hasoru korupsaun forte. Buat hirak nee mak kriteriu atu hetan osan husi MCA," nia dehan.
"Maibe dpois de eleisaun iha 2007, korupsaun sai makas no ema hotuhotu kolian kona ba ida nee. Ami hatene katak bainhira diretores MCC nian mai visita Timor-Leste iha fulan Agostu 2008 hodi halo avaliasaun ba ita, emprezariu nasional bot ida hatete sai ba sira katak korupsaun agora makas liu iha AMP nia governsaun laran.
"Emprezariu nee apoiante bot PSD nian, aliadu ida iha governu de factu AMP nian.
"Governu Gusmao nian halau hela revisaun kona ba lei anti-korupsaun no atu harii Komissaun Anti-Korupsaun. FRETILIN la mos hanoin katak lei anti-korupsaun ida neebe forte liu presiza duni, maibe komissaun foun ida laos solusaun ba moras korupsaun iha ita nia rain.
"Ami hanoin katak diak liu aumenta rekursus no formasaun ba Provedoria Direitus Umanus no Justisa nian, Ministeriu Publiku no Tribunais. Ida ne mak diak liu atu loke dalan ba luta hasoru korupsaun.
"Ami hare katak Presidenti Republika mos konkorda, tanba ida nee mak nia dehan ba parlamentu nasional iha loron bot mundial direitus umanus nian iha 9 Dezembru 2008, bainhira nia afirma dehan nia la fiar "katak parlamentu bele hetan ema nain 5 neebe la iha ligasaun politika no independenti los atu tama iha komissaun anti korupsaun ida'."
Sr. Guterres dehan katak PM Gusmao to'o ohin loron seidauk haruka ba Provedor Direitus Umanus no Justisa, deklarasaun de bens neebe nia hatete sai iha ninia intervensaun bainhira nia simu tomada de posse iha tinan kotuk, katak nia sei haruka ba Provedor iha semana ida nia laran.
"Ida nee ezemplu ida tan atu hatudu ba ita hotu katak nia koalia buat ida kona ba korupsaun maibe nia halo fail buat seluk, tuir neebe hodi lori MCC atu lakon konfiansa mos, no hodi lori Timor-Leste lakon osan bot husi MCC," Guterres tatoli.
"Desizaun husi MCC ne'e mosu hanesan sinu atu fanu ami nia maluk AMP sira iha parlamentu neebe ikus mai fiar makas katak 'MCC sei mai' hanesa Presidenti Parlamentu mos dehan. Ami iha Bankada FRETILIN husu bot ba sira atu servisu besik liu ho ami, ho sosiedade sivil no Provedor atu aprova lei anti-korupsaun ida neebe efetivu liu atu luta hasoru korupsaun.

Hakarak ta'an informasaun, bele dere ba: Deputadu José Teixeira +670 728 7080

domingo, 7 de dezembro de 2008

Xanana tenke para halo kampaña kontra Tribunal de Recurso

FRENTE REVOLUCIONÁRIA DO TIMOR-LESTE INDEPENDENTE
FRETILIN

Komunikadu ba Imprensa
Dili, Domingu, 23 Novemberu 2008
Xanana tenke para halo kampaña kontra Tribunal de Recurso
FRETILIN bolu ba Primeiru Ministru de facto Timor-Leste nian, Sr. Xanana Gusmão, atu halo tuir ezemplu hosi deputadu governu nian iha Parlamento Nacional i hapara ninia dezobediénsia ba Tribunal de Recurso.
Lider bankada FRETILIN nian iha Parlamento Nacional, Aniceto Guterres dehan katak Sr. Xanana tenke para halo finje katak nia ass liu fali lei ho Constituição no tenke hatudu momoos katak ninia governu simu desizaun tribunál nian katak medidas xave hosi ninia orsamentu ne'e inkonstitusionál no mós ilegál.
Aniceto komenta hela kona-ba Sr. Xanana nia deklarasaun katak: "hotu-hotu rona katak tribunal rekursu dehan labele hasai osan, nudar primeiru ministru hasai osan bah au nia bolus hau pronto ba prijaun mas hasai osan atu servi povu ida nee, liuliu atu hare ba edukasaun hau sei hasai nein ke tribunal rekursu kondena hau atu ba neebe deit." (Timor Post, 18 Novembru 2008)
Tribunal de Recurso fó desizaun katak:
a) Governu nia estabelesimentu ba fundu ida ho naran Fundo de Estabilização Economica ne'e inkonstitusionál tanba ida ne'e hanesan ho estabelesimentu ida be "fundu segredu", ne'ebé Constituição espesífikamente proibe.
b) Parlamentu nia aurorizasaun atu transfere osan liu millaun US$290 hosi fundu petrolíferu nasionál ne'e ilegál tanba tanba viola aspetu xave hosi lei ne'ebé mandata utilizasaun sustentável ida ba reseita hosi petróleu.
Aniceto dehan: "Sr. Xanana nia dezobediénsia ba órgaun judisiária ne'e inaseitável hosi ema ne'ebé maka dehan katak nia maka nasaun ne'e nia Primeiru Ministru Constitucional. Nia tenke fó ezemplu di'ak ba povu kona-ba respeita lei, konstituisaun no tribunál sira nia independénsia.
"Ninia deklarasaun ne'e sala boot tanba parte hosi ami nia objesaun maka, katak ninia governu nia orsamentu ne'ebé tau hamutuk atu hamaus de'it eleitór sira aloka de'it 5,6 porsentu ba edukasaun. Ninia atentadu atu uza sinisizmu ho populizmu para hatún tribunál nia kredibilidade ne'e moe boot ida ba nia."
Aniceto dehan tan katak desizaun tribunál nian ne'e ema hotu-hotu simu ho di'ak hosi seksaun oioin iha sosiedade sivíl no grupu advogadu nian, até deputadu sira hosi AMP.
"Sr. Xanana nia ministru balu até hatudu fali respeitu maka'as liu ba lei ho Constitioção. Porezemplu ninia Vise Ministru ba Finansas, Sr. Rui Hanjam, dehan kedan katak hafoin desizaun hosi tribunál ne'e publika, ita hotu-hotu tenke hakruuk ba desizaun ne'e. Sr. Mario Carrascalão, prezidente partidu ida hosi Sr. Xanana nia aliansa mós hatete katak "Tuir hau nia hare solusaun mak ida deit. Tribunal Rekursu nia desizaun nee ita tengki cumpri deit," i hatudu ninia reseiu katak tribunál nia kredibilidade sei monu se governu kontinua dezobedese nia. Vise Prezidente Parlamento Nacional – membru partidu hosi Sr. Xanana nia CNRT – mós hatete katak desizaun tribunál nian hotu-hotu tenke respeita no halo tuir.
"Maibé, até agora ita seidauk rona buat ida hosi Sr. Xanana, menus hahalok ne'ebé hatudu dezobediénsia ba desizaun tribunál. Nia tenke hatudu ho klaru katak governu simu desizaun tribunál nian no mós katak governu sei servisu hamutuk ho órgaun konstitusionál sira seluk, hanesan parlamentu, atu garante katak tribunál nia desizaun kona-ba inkonstitusionalidade no mós ilegalidade ne'e, ema ida labele viola, nein uitoan."
Aniceto dehan katak opozisaun hosi governu Sr. Xanana nian hasoru desizaun tribunál ida ikus liu ne'e hanesan hipókrita ka munafik tanba iha dia 14 de Agostu 2008, Ministra das Finansas, Sra. Emilia Pires fó-sai komunikadu hodi elojia desizaun Tribunal de Recurso nian ba orsamentu ne'e hanesan 'vitória ida ba povu' no 'derrota ba FRETILIN'.
Sra. Emilia Pires nia komunikadu ne'e dehan: "Desizaun tribunál nian, ne'ebé sai ohin, konfirma katak ita nu'udár governu kaer metin hela prinsípiu no valór hosi konstituisaun i lei Timor-Leste nian. Ami kontente ho rezultadu ne'e no mós, importante liu, fó korajen boot baa mi, katak ami nia servisu ne'e hetan mós rekoñesimentu hosi tribunál ne'ebé aas liu."
"Evidentemente governu ida ne'e hakarak fihir no hili de'it desizaun tribunál ida ne'ebé maka sira hakarak simu," Guterres dehan.

Atu hetan tan informasaun bele kontakta ho Deputadu José Teixeira liu hosi (+670) 728 7080