Frente Revolucionária de Timor Leste Independente

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domingo, 5 de abril de 2009

ACONTECIMENTO EM LIQUIÇÁ


Timor-Leste: Dez anos de Liquiçá, o massacre que "iniciou a orgia" de 1999

Pedro Rosa Mendes, da Agência Lusa

Díli, 05 Abr (Lusa) - O referendo em Timor-Leste, em Agosto de 1999, começou a ser pago meses antes pelos adeptos da independência. A grande cobrança de sangue iniciou-se em Abril, na igreja de Liquiçá, passam segunda-feira dez anos.

O massacre de Liquiçá foi um marco na campanha que culminou na devastação de Setembro de 1999.

"Fomos avisados de que o ataque ia acontecer", recordou esta semana Marcelino Soares, de Maubara, mais a oeste de Liquiçá, à Agência Lusa.

Marcelino Soares, caixeiro numa loja em Díli, recolhe aos fins--de-semana à sua aldeia isolada nas colinas de Maubara. Vive com a memória de dois massacres e três histórias de sobrevivência - incluindo a sua e a dos seus pais.

"Os meus pais estavam refugiados na igreja de Liquiçá a 06 de Abril. Quando a (milícia de Maubara) Besi Merah Putih (BMP) atacou, os que saíam da igreja eram mortos a tiro ou à catanada ou à cacetada", contou.

Estavam cerca de duas mil pessoas na igreja e na residência paroquial, após um ataque na véspera à vizinha aldeia de Dato pela BMP.

"Só os que tinham algum conhecimento ou família é que se salvavam. Os outros eram mortos ali ou mais tarde, às escondidas. Os meus pais viveram porque ainda eram família de dois timorenses da tropa indonésia", prosseguiu o caixeiro de Maubara.

Quando aconteceu o massacre de Liquiçá, Marcelino Soares estava em Lecidere, no centro de Díli, desde Fevereiro, refugiado na casa de Manuel Carrascalão, um dos líderes da plataforma independentista.
A 17 de Abril, a mesma milícia BMP de Maubara e a milícia Aitarak de Díli, dirigida por Eurico Guterres, atacaram a residência de Manuel Carrascalão, matando o seu filho adolescente e um número indeterminado de refugiados, talvez mais de cem segundo testemunhos recolhidos pela Lusa em Díli, Liquiçá e Maubara.
Marcelino Soares sobreviveu ao Massacre de Lecidere mas andou meses fugido nas montanhas a sul de Díli. Só muito depois do referendo conseguiu localizar os pais na fronteira com Timor Ocidental, para onde tinham sido levados à força após o referendo.

"O 06 de Abril anuncia o 17 de Abril e o que veio a seguir. Devem ser assinalados como um mesmo acontecimento. Os criminosos são os mesmos e as vítimas foram as mesmas, sobretudo gente de Maubara", afirmou à Lusa a filha de Manuel Carrascalão, Christiana, assessora do Presidente da República.

"O massacre de Liquiçá iniciou a orgia de violência de 1999", resumiu o historiador australiano Clinton Fernandes, em entrevista à Agência Lusa.

Clinton Fernandes, entrevistado por telefone em Camberra a partir de Díli, recordou que o ataque de 06 de Abril "foi a primeira vez em que a santidade da Igreja foi violada".

"Do lado indonésio a mensagem era clara: nenhum sítio é seguro, nem a Igreja pode proteger os timorenses", resumiu Clinton Fernandes, ex-oficial de informações das Forças de Defesa Australianas (ADF) que em 1999 acompanhava o desenrolar do drama timorense.

"Liquiçá foi também o primeiro massacre de larga escala em 1999 e a ocasião em que a Indonésia pôs em prática o modelo operacional que repetiu depois, desde a coordenação de forças militares e policiais com as milícias até à limpeza de provas e à eliminação dos corpos", explicou Clinton Fernandes.

O historiador exemplificou com "a limpeza do sangue ensopando o chão com café e o disfarce dos buracos de balas nas paredes".
"O balanço mais exacto é de 86 mortos", disse Clinton Fernandes, citando a investigação conduzida pelo ex-diplomata australiano James Dunn.

Nenhum dos responsáveis superiores do massacre de Liquiçá e da campanha orquestrada de violência a que deu início foram até hoje trazidos à justiça, como salientou Clinton Fernandes.

"Recordar o massacre é tão relevante quanto se sabe que (o ex-comandante das Forças Armadas Indonésias) Wiranto está em campanha para a Presidência da República, tal como (o ex-oficial das forças especiais) Prabowo, ou que Eurico Guterres está em campanha para o Governo provincial em Kupang", notou o historiador australiano.

"As vítimas (de 1999) ainda não receberam nada", concluiu Marcelino Soares sobre a década que passou após o massacre. "Se for ver, não somos nós que estamos na base de dados do Ministério da Solidariedade Social. Só peticionários e deslocados de 2006."
Lusa/fim

sexta-feira, 3 de abril de 2009

12 DE NOVEMBRO 1991

*** Pedro Rosa Mendes, da Agência Lusa ***
Díli, 02 Abr (Lusa) - Os restos mortais de 16 vítimas do Massacre de Santa Cruz, de 12 de Novembro de 1991, foram hoje transferidos para o Hospital Central Guido Valadares, em Díli, Timor-Leste.

A exumação dos 16 corpos, a primeira desde os acontecimentos de 1991, "abre uma luz, um brilho para a pesquisa que ainda não temos" sobre o massacre, afirmou à Agência Lusa um dos sobreviventes, o ex-prisioneiro político Gregório Saldanha.

Os 16 corpos foram recuperados nos últimos dias no cemitério de Hera, a leste de Díli, pela Equipa Forense Internacional (IFT, da sigla inglesa), um projecto do Instituto de Medicina Forense de Victoria, Austrália, e da Equipa Argentina de Antropologia Forense (EAAF), fundada em 1984 em Buenos Aires.

Após a exumação em Hera, os restos mortais foram colocados simbolicamente na antiga cadeia portuguesa e indonésia de Balide, em Díli, onde funciona o secretariado da "pós-CAVR", a estrutura herdeira da Comissão de Acolhimento, Verdade e Reconciliação timorense.

A trasladação para o Hospital Guido Valadares abre uma nova fase no trabalho da IFT, que tentará cruzar a análise dos restos mortais com as informações das famílias das vítimas do Massacre de Santa Cruz, de forma a obter identidades para cada ossada.

"Embora seja um número pequeno, a realização destas exumações já é um grande alívio", explicou Gregório Saldanha, coordenador do Comité 12 de Novembro.

"É uma necessidade de longo tempo, um peso que começa a sair", acrescentou Gregório Saldanha, que sempre defendeu que a investigação forense da IFT devia incluir Hera e não apenas locais a oeste da capital onde se supõe existir a vala ou valas-comuns principais do Massacre de Santa Cruz.

A primeira série de escavações, realizada na área de Tíbar em 2008, a oeste de Díli, "não revelou a existência de nenhuns restos humanos", afirmou na altura a antropóloga forense Soren Blau, da Austrália.

Esta semana, Soren Blau e o seu colega argentino Luis Fondebrider puderam anunciar a descoberta dos 16 corpos em 19 campas abertas no cemitério de Hera, sublinhando que "três das campas estavam vazias".

"O trabalho da IFT confirma as indicações de uma testemunha sobre a época e a forma das sepulturas", afirmou a investigadora, em conferência de imprensa em Díli.

A antropóloga forense australiana referiu, sem identificar, que a testemunha principal para as exumações de Hera foi "uma pessoa envolvida no enterro das vítimas após o massacre em 1991".
"A posição dos corpos, a idade e o sexo dos indivíduos, bem como a observação preliminar dos traumas ósseos confirmam a alegação de que se trata de indivíduos relacionados com os acontecimentos resultantes do Massacre de Santa Cruz", esclareceu Soren Blau.
A IFT recolheu em Hera "restos dos caixões originais, roupa bem preservada e bens pessoais" que serão agora analisados em detalhe com a ajuda de pessoal médico timorense e das informações das famílias das vítimas.

O Massacre de Santa Cruz nunca foi investigado por especialistas independentes até às pesquisas da equipa australiano-argentina. Gregório Saldanha recordou hoje à Lusa que a lista das vítimas confirmadas é de 73, "mas isto não significa o final do registo".

"Temos obrigação moral de continuar a procurar os restos mortais, não apenas deste mas de outros massacres", salientou Gregório Saldanha.
"Estas exumações são apenas um ponto de partida", disse.
Lusa/fim

FEKIT HUSI MINA RAI


Loro Horta

Kresimentu ho oasn mina rai no prostituisaun labarik nian iha Timor-Leste

Nasaun kiik Asia sudeste nian Timor Lorosae, neebe ema konhese mos nudar Timor- Leste, hatene ona terus no lakon esperansa. Rain nee riku ho povu kiak – kiak rabat rai. Depois de tinan 24 okupasaun brutal husi nia visinhu bot Indonesia, ukun rasik aan lori mos esperansa no mehi barak.

Ilha nee nia riku soin mos lori tan expetativa barak.Iha tinan rua foin liu ba rain nee simu media $1.1 billaun tintinan resitas husi mina rai no gas. Ida nee bot diak se ita ita hare ba populasaun ida neebe kiik liu tanba millaun ida deit.

Maibe, povu nee, neebe terus hodi kleur ona, la hare riku soin nee iha sira nia moris. Desemprego mak barak nafatin, to’o 80 persentu iha Dili, no foho no kampu sira soi hela deit. Maske kiak nee kondisaun moris baibain ona ba maioria povu, ema lubun itoan neebe sai riku los moi laiha husi osan mina rai neebe fakar tuun mos moris besibesik kiiak nee.

Enkuantu povu barak liu mak moris ho dolar ida loroloron deit, assessores 350 neebe Governu Timor nian contrata hetan salarius bot to’o $20,000 fula-fulan, enkuantu funsinarius Governu nian lau ba lau mae ho Lexus, Mercedes no kareta traksaun bot luxu nian iha dalan ho kuak barak iha Dili laran. Ahi mate bebeik, dala ruma bele ahi mate dalan sanulu resin rua iha loron ida deit.

Ema riku lubun itoan nee neebe moris iha kiak nia klaran haburas ona prostituisaun no ema visiadu ba drogas.

Besik eskola mane bot hein iha careta laran ba labarik feto oan sira atu habesik aan ba sira. Feto eskolante oan ida konta mai hau, “ami koalia ho sira no hatete ba sira katak ami presiza sapatu foun atu ba festa. Ami ba ho sira no halo buat nee no hetan ami nia sapatus. Iha infromasaun katak feto oan balun fa’an a’an ona atu hetan deit $5. Ihafoho jornalista sira halo reportagem ona katak iha kasus barak neebe feto oan ho tinan 10 deit fa’an a’an ona ho folin $1.

Hanesan journalista ida halo reportagem: “Iha distritu aman no inan depois simu osan tu’ur hein iha varanda enkuantu ema usa hela sira nian oan feto iha uma laran. Kiaik iha rain nee aat too iha nee.”

Trafiku ba feto oan sira nee hamosu nudar problema seriu liu. Oan feto 18 hetan salva iha fronteira ho Indonesia bainhira ema trafikante estranjeiru koko lori sira sai. Iha rain ida neebe katoliku liu assuntu prostituisaun nee ema taka tilun ba.

Feto barak mak hetan abusus no violasaun husi polisia. Sira tauk keixa no mos munafik social mos halo problema aat liu ba sira se sira halo keixa ruma.Feto nia kondisaun iha Timor-Leste, aat liu iha neebe neebe deit. Violensia domestika kontra feto iha rain nee a’as liu iha mundu tomak, ho prisioneirus neebe iha komarka horas dadaun tanba hetan kondenasaun violasaun sexual ka violensia domestika.

Tanba tuir boatus ulun nain bot barak iha rain nee mos buka feto prostituita, entaun problema sai susar atu resolve mos. Iha boatus barak bebeik katak ema bot husi governu ba bebeik fatin bar prostituisaun neebe Timor oan feto servisu no mos feto prostituitashusi Indonesia, Tailandia, Xina no Filipino. Polisia Timor oan husi forsa elite CSP neebe iha knaar fo protesaun ba VIP sira dehan ba hau ho hamnasa goza: “Hau ba hiit ona feto Xina dalan barak ba maun bot ida.” Bot oinsa hau husu nia. Ministru ka? “Bot diak” nia hatan.

Habitu lau ba lau mai kalan bot lideransa Timor oan sira nian nee halo fraku fali tentativas atu tulun feto timor oan sira, neebe depois de sira hetan violasaun sexual no humiliasaun husi military Indonesia nian, agora ita hare fali sira nia lider rasik no hanaran a’an libertador fila sira nia kotuk ba sira fali. Feto barak mak lakondadauk enkuantu sira nia lider hatudu aan hanesan riku.

Rain ida nee mos sai ba bebeik atraisaun bot ba prostituitas husi estranjeiru neebe sindikatu krime organizadu husi asia Sudeste lori tama. Tuir Fundasaun Alola, ONG ida neebe Primeiru Ministru Gusmao nia feen mak lidera, liu feto prostituita 200 iha Timor laran ona – barak liu mak kontra sira nia hakarak. Alola organizasaun ida ka ruadeit mak tau matan ba problema neebe feto Timor oan no estranjeirusira hasoru.

Bainhira hau sai husi diskoteka ida iha Dili kalan ida hau hare labarik feto oanida neebe ho tinan la liu tinan ualu kaer hela nia alin mane kiik oan, neebe tinan haat karik, nia liman. Hau husu sira halo saida tuku tolu dadersan hanesan neeba, “Lolos imi iha uma”, hau dehan ba sira. Nia hatan “ami presiza osan atu sosa hahan.” Hau husu tan, no depois husu dalan hirak tan, feto oan nee hatan mai hau ho inosensia iha nia matan laran. “Hau nia maun mak haruka hau, nia hein iha dalan sorin neeba,sei hau fila ba sem hetan osan nia baku hau didiak.” Hau fo $5 ba nia no lau liu maibe hau hanoin hela se hau halo los ka lae. Labarik oan sira lolos label iha dalan hanesan nee, pelo menos iha rain ida neebe riku ho mina rai.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

PROSTITUIÇÃO INFANTIL: UM PROBLEMA DO TERCEIRO MUNDO?


Por: Lino Lopes

Timor-Leste depara-se hoje com um problema que atinge tantos outros países do Terceiro Mundo: prostituição infantil. Todos concordamos que é urgente resolver este flagelo.

Contudo, para se poder encontrar uma solução para esta dificuldade, é preciso conhecer as suas causas. A razão que leva meninas de 10 anos a prostituírem-se em troca de um miserável dólar é simples: pobreza. Há uma urgência de satisfazer necessidades básicas, a começar pela alimentação.

À primeira vista, isto poderia significar que Timor é um país pobre, sem a mínima capacidade financeira para adoptar políticas, por mais simples que sejam, de combate às desigualdades sociais.

Mas isto é uma visão simplista das coisas. É preciso ver para além da espuma. Nos últimos dois anos, entraram no país cerca de 2 biliões de dólares, provenientes das receitas geradas pelo negócio do petróleo.

Para onde foi todo esse dinheiro? Trata-se de uma questão simples. Já a resposta não é assim tão simples. No entanto, há uma certeza. Falei há pouco de desigualdades. Elas são evidentes em Timor. Há injustiças perante as quais o mundo não pode fechar os olhos. Quando se sabe que os conselheiros estrangeiros contratados pelo governo timorense ganham 20 mil dólares por mês, não se pode ficar indiferente. É algo revoltante, mesmo para quem não é timorense (é o meu caso).

80% da população de Timor vive com menos de um dólar por dia. Simultaneamente, essa mesma população vê os funcionários governamentais percorrerem as ruas de Díli nos seus Mercedes bem confortáveis.

Duas ideias importantes podem ser retiradas daqui. Por um lado, é previsível que a população timorense se comece a revoltar mais cedo ou mais tarde. Por outro lado, o mundo olha para Timor. Caso os governantes não saibam, hoje há televisões, internet, jornais, rádios e, acima de tudo, pessoas com capacidade para ver e raciocinar.

Mas voltemos à questão inicial: a prostituição. O que se pode fazer? A resposta passa por repensar os modelos de desenvolvimento em Timor. Problemas como este surgem porque há estratégias erradas que são seguidas. É normal isto acontecer em países jovens, como é o caso de Timor.

É por isso que me parece que as futuras gerações do país têm um papel importante a cumprir. Elas podem mostrar ao mundo que Timor é um projecto viável.

A MALDIÇÃO DAS CONVENIÊNCIAS


O crescimento do petróleo alimentado com a prostituição infantil em Timor-Leste

Por: Loro Horta
A pequena nação do Sudeste Asiático, também conhecida como Timor-Leste, não é estranha ao sofrimento e esperanças desfeitas. Esta é uma terra rica onde as pessoas são pobres - desesperadamente pobres. Após 24 anos de brutal ocupação pela Indonésia, o seu grande vizinho, a independência trouxe consigo muitos sonhos e esperanças.
A riqueza substancial da ilha em minerais, aumentou ainda mais essas expectativas.

Nos últimos dois anos o país recebeu uma media de US $ 1,1 bilhões por ano em receitas de petróleo e gás. Um montante significativo se tivermos em conta a sua pequena população de apenas um milhão.

Contudo, o povo que já sofreu por muito tempo, tem visto muito pouco desta riqueza que entra. O desemprego continua elevado, atingindo os 80% na capital, e o interior foi deixado no estado de abandonado. Enquanto a pobreza tem sido parte diária da maioria, é coexistida com bolsas de riqueza escandalosas provenientes da bonança do petróleo.

Embora a maioria das pessoas viva com menos de um dólar por dia, os 350 conselheiros estrangeiros contratados pelo governo timorense tem salários tão elevados como $ 20.000 por mês, enquanto os funcionários governamentais conduzem Lexus, Mercedes e luxuosos quatro-por-quatro veículos ao longo das ruas esburacadas de Díli. Cortes de energia são frequentes, com uma dúzia de cortes por dia, uma ocorrência comum.

Estas bolsas de riqueza no meio de extrema pobreza são rápidos reprodutores de prostituição e toxicodependência.

Perto das escolas homens esperam que as jovens se aproximem deles. Uma rapariga conta-nos a sua história, ”aproximamo-nos deles e dizemos que precisamos de um par novo de sapatos, para ir a uma festa. Nos vamos com eles e fazemos aquilo e depois temos os nossos sapatos.” As raparigas disseram que ja venderam o seu corpo somente por $ 5 dólares. No interior os jornalistas locais noticiaram que há vários casos de raparigas de dez anos que se prostituem por $1 dólar.

Como descrito por um repórter local: "Nos distritos os pais recebem o dinheiro e sentam-se nas suas varandas, enquanto as suas filhas são usadas dentro de sua própria casa. Isso demonstra o quanto é grave a pobreza no nosso pais.

"O trafico de jovens está-se a tornar num problema grave. Um grupo de 18 jovens foram resgatadas dos traficantes estrangeiros perto da fronteira com a Indonésia no inicio deste ano.

Num país católico o problema da prostituição é muitas vezes ignorado. Muitas das mulheres são maltratadas e violentadas pela polícia. O medo de denunciar e a hipocrisia social, agravam ainda mais este problema.

A condição das mulheres em Timor é de toda a maneira horrível. O país tem uma das taxas mais elevadas de violência contra as mulheres do mundo, 70% da população prisional do país é composta por indivíduos condenados por violação e violência doméstica.

O facto de haver rumores de que muitas personalidades da sociedade visitam as prostitutas torna mais difícil de resolver este problema.

Há rumores persistentes de que altos funcionários do Governo frequentam estes bordeis que hospedam jovens prostitutas timorenses e também indonésias, tailandesas, chinesas e Filipinas.

Um polícia timorense da unidade de elite do CSP encarregada da protecção dos VIP disse-me com um sorriso malandro:

“Eu fui buscar lá muitas vezes raparigas chinesas para um irmao grande ( pessoa de influencia)”.
E eu perguntei-lhe. Um ministro? “Grande ”, “ maior”, respondeu.

Os hábitos nocturnos da liderança timorense comprometem ainda mais qualquer tentativa de ajudar as filias de Timor, que após 24 anos de violações e humilhações por parte do exército Indonésio, vêem agora os seus próprios dirigentes e auto-proclamados libertadores virarem-lhes as costas. Muitas mulheres estão perdidas, enquanto os seus dirigentes pretendem ser ricos.

O pais está também a atrair um numero crescente de trabalhadores de sexo estrangeiras que são trazidas para o pais pelo sindicato de crimes da China e do Sudeste Asiático.

De acordo com a fundação Alola, uma ONG chefiada pela australiana, mulher do Primeiro-Ministro Gusmão, mais de 200 trabalhadoras sexuais estão em Timor, e muitas contra a sua vontade.

A Alola é uma das poucas organizações que presta atenção para os problemas de muitas raparigas timorenses e estrangeiras.

Quando eu sai de um clube nocturno em Dili, eu vi uma pequena rapariga que não tinha mais de oito anos a pegar na mão de um irmão com cerca de quarto anos. Eu perguntei-lhes o que estavam a fazer naquele local às três da manha, eu disse, “ vocês deviam estar em casa”. Ela disse, “ preciso de dinheiro para comprar comida.”

Eu questiono-os ainda mais e depois de mais algumas perguntas a rapariga, que tinha ainda a inocência nos seus olhos disse-me, “o meu irmão mais velho manda-me para aqui, ele está no fim da estrada, se eu não arranjar dinheiro, ele bate-me.”
Eu dei-lhe cinco dólares e fui-me embora, preocupado se fiz a coisa mais acertada.

As crianças não pertencem à rua. Certamente que não, numa nação rica em petróleo.

A REALIZAÇÃO DE ELEIÇÕES NA GUINÉ-BISSAU "É UMA PRECIPITAÇÃO"


Diário de Notícias – Lusa
A realização de eleições na Guiné-Bissau nos próximos meses "é uma precipitação", afirmou o ex-primeiro-ministro e líder da oposição de Timor-Leste, Mari Alkatiri, em entrevista à Agência Lusa em Díli.

"O mais importante é não nos precipitarmos com eleições", afirmou Mari Alkatiri sobre a forma como a Guiné-Bissau poderá ultrapassar a actual "instabilidade".

Mari Alkatiri chefia uma delegação oficial do Estado timorense que estará cerca de um mês em Bissau, na sequência dos atentados que vitimaram, na mesma madrugada, o chefe das Forças Armadas guineenses e o Presidente da República.

"Eu sei que é uma imposição constitucional mas como evitar haver precipitação?", questiona o actual líder da oposição sobre a transição guineense, ressalvando que não vai a Bissau "para dar lições a ninguém mas apenas partilhar a experiência timorense".

A realização de eleições "dois meses depois do assassinato do chefe de Estado e do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas é, em qualquer parte do mundo, uma precipitação", explicou Mari Alkatiri.

"Tem que se deixar funcionar as instituições para que retomem o seu funcionamento normal: o Governo, a Presidência da República, as Forças Armadas, o Parlamento. É nisso que a comunidade internacional deve concentrar-se" na Guiné-Bissau, sublinhou o ex-primeiro-ministro de Timor-Leste.

Na entrevista à Lusa sobre a sua missão guineense, Mari Alkatiri salientou que os atentados contra o general Tagme Na Waié e o Presidente João Bernardo "Nino" Vieira foram "o ponto culminante" de uma longa crise.

"Esses acontecimentos marcaram o ponto culminante da crise, porque agora Bissau está sem violência nenhuma e a vida corre normalmente e não foi necessário a intervenção internacional", declarou Mari Alkatiri.

"Isso significa que os guineenses reagiram de uma forma positiva. E isso (é algo que) devemos saudar em vez de continuar a criticar" a situação, acrescentou o ex-primeiro-ministro e secretário-geral da Fretilin.

"Até vou comparar com a crise de 2006 (em Timor-Leste), (em) que tivemos que pedir a intervenção de forças internacionais e mesmo assim levou meses, se não anos, para parar a violência", frisou Mari Alkatiri.

"A crise de 2006 obrigou-me a demitir-me, para travar 20 mil pessoas que vinham a caminho de Dili para arrasar a cidade", referiu Mari Alkatiri.

Nesse aspecto, "é bom pensarmos as coisas de forma mais positiva e reconhecer que os guineenses reagiram de forma positiva" aos acontecimentos de 02 de Março.

Sobre a mensagem timorense para a Guiné-Bissau, Mari Alkatiri afirmou que pretende falar da necessidade de "tolerância mútua" que possibilite a "formação de consensos" na liderança e na sociedade.

Da delegação timorense faz parte Roque Rodrigues, ex-ministro da Defesa do I Governo Constitucional, que parte esta quinta-feira para Bissau, segundo o próprio afirmou hoje à Lusa.

Mari Alkatiri deverá sair de Díli para Bissau a 09 de Abril. A delegação timorense integra também o representante de Timor-Leste na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), embaixador José Barreto Martins.

segunda-feira, 30 de março de 2009

CICLONE TROPICAL EM TIMOR-LESTE

30 Março 2009 - 17h37
Na costa Sul do país

Risco de ciclone tropical em Timor-Leste

Um ciclone tropical em formação lenta no Mar de Timor poderá atingir, quarta-feira, a costa Sul de Timor-Leste, advertem os serviços meteorológicos australianos.

"Um sistema de baixa pressão que se desloca para Timor-Leste poderá tornar-se um ciclone tropical durante os próximos dois dias e atingir a costa da ilha com grandes ondas e fortes ventos", alertou a mesma fonte, que considera tratar-se de uma ameaça potencial para a ilha.


"A principal ameaça são chuvas intensas que poderão conduzir a inundações e potenciais deslizamentos", acrescentaram os serviços meteorológicos australianos.

Fonte: Correio de Manhã

quarta-feira, 25 de março de 2009

IMPUNIDADE TORNOU-SE NO MODUS OPERANDI DE GUSMÃO


Alkatiri disse aos chefes do petróleo que o gás do Sunrise tem de ser canalizado para Timor Leste.

O secretário – geral da FRETILIN e ex-primeiro-ministro, Dr. Mari Alkatiri, disse hoje a uma delegação de executivos de alto nível de varias empresas parceiras do Greater Sunrise que o gás do Greater Sunrise tem de ser canalizado e transformado em Timor Leste.

O Dr. Alkatiri também avisou que a AMP, o Governo de Gusmão, comprometeu as negociações do Sunrise ao fazer negociações secretas com terceiros que não estavam ligados às empresas do Greater Sunrise.

O Dr. Alkatiri falou aos jornalistas, depois da reunião de hoje, em Dili, com os representantes das empresas parceiras do Sunrise, Woodside, Shell, Osaka Gas and Conoco Philips.“Os Governos vêm e vão mas nós, timorenses, vamos continuar a fazer forca para exercer o nosso direito de processar o gás do Sunrise em Timor. Este foi o objectivo das nossas negociações, que resultou na assinatura do tratado entre o Governo da Austrália e o de Timor, “Certos Arranjos Marítimos relacionados com o Mar de Timor”, em Janeiro de 2006”, disse Mari Alkatiri.

O tratado “Certos Arranjos Marítimos relacionados com o Mar de Timor” é especificamente acerca do Sunrise. Se o Sunrise não fôr em frente então as negociações entre os dois países voltam à estaca zero. As companhias de petróleo sabem disso. E eu disse às companhias exactamente isto”, disse Alkatiri.

Desde a assinatura do tratado a questão de onde o gás será canalizado e processado continua por ser resolvido.

Alkatiri disse que o progresso neste assunto foi estagnado devido à incompetência do primeiro-ministro de facto, Xanana, nas negociações, e também a sua falta de vontade em construtivamente e transparentemente negociar com os principais interessados no Greater Sunrise, nomeadamente as empresas parceiras e o Governo Australiano.

“De forma como as coisas estão a decorrer agora o gasoduto e o processamento em Timor Leste do gás do Sunrise, em gás natural liquidificado, não irá ocorrer nos próximos cinco anos. As negociações estão estagnadas. Gusmão cortou totalmente com os principais parceiros interessados na opção de trazer o gasoduto para Timor Leste . Ele tem ignorado os legítimos interesses dos parceiros e está envolvido em “acções clandestinas” ou tácticas de “guerrilha” ao negociar com terceiros”, disse Alkatiri.

O Dr. Alkatiiri acrescentou ainda que “Não há nada de errado em envolver terceiros que possam estar interessados no desenvolvimento do Sunrise. Nós estávamos bastante avançados nas negociações e na implementação de um estudo independente antes de Agosto de 2008.”

“Contudo, acordos secretos não são a melhor maneira de o fazer. Esses acordos são tão secretos que ao povo timorense e aos seus representantes no Parlamento tem repetidamente sido negado o acesso aos detalhes destes acordos.” Acrescentou o Dr. Alkatiri.

Em Junho de 2008, o secretario de estado de facto dos recursos naturais, Alfredo Pires, confirmou ao Parlamento que foram assinados acordos com um consorcio que envolveu a Coreia do Sul e um Chinês com interesses petrolíferos e, confirmou também o envolvimento da Malásia no estudo do gasoduto, mas que ele não iria dar detalhes ou cópias dos acordos porque estes eram “confidenciais”.

“Tudo isto vai contra o regime transparente que nós construímos enquanto fomos Governo”, disse Alkatiri.

“Nós não temos nenhuma maneira de saber se o que foi acordado tinha em vista os interesses de Timor Leste e também se foi legal ou contratualmente apropriado”, adiantou ainda Alkatiri.

“Mas esta é a maneira como Gusmão faz as coisas; secretamente e com desdém para com o papel de fiscalização do Parlamento. A impunidade tornou-se no modus operandi de Gusmão.”

“Não houve concursos públicos ou outros processos competitivos, ou outro processo licitório aberto e competitivo como é exigido pela nossa legislação. Em vez disso, sem ter falado com os parceiros, a administração de Gusmão deu direitos do mercado do gás do Sunrise a uma t erceira parte; mas a que preço e com que lucro ou beneficio e em que termos?”, disse Alkatiri.

“O direito de construir uma unidade de transformação do LNG foi também garantido, mas a que retorno e qual o benefício para Timor, nós não sabemos. O que é que estas entidades receberam em troca de serem parte deste “exército fantasma” de Xanana e da sua “ clandestina campanha de guerrilha” contra as entidades do Sunrise?”, perguntou o Dr. Alkatiri.

O Sr. Gusmão parece gostar de atropelar a Constituição no Estado de Direito, mas depois dele e dos seus amigos saírem deste Governo outros terão de enfrentar a difícil tarefa de reconstruir a soberania deste pais, que está em risco, e a qual parece que ele vai deixar em farrapos,” avisou o Dr. Alkatiri.

Alkatiri disse que a FRETILIN irá sempre lutar pelo direito de processar o gás do Sunrise, em Timor Leste.

“A FRETILIN notificou previamente as companhias de que não reconhece a legitimidade do Governo de facto da AMP. Eles foram todos notificados que nós teremos de ter uma obrigação legal e constitucional de rever caso a caso e depois decidir se concordamos em ficar vinculados aos supostos acordos da AMP”, disse Alkatiri.

“A nossa atitude vai depender de se os supostos acordos irão passar os testes de transparência legal ou comercial e ainda se tem eficácia jurídica. Nós devemos isso ao nosso povo, aos interesses deste e ao Estado de Direito Democrático,” concluiu o Dr. Alkatiri.
FRETILIN – Media Release - Terca-feira, 24 de Marco de 2009 - Dili, Timor Leste - Tradução de ZIZI TIMOR OAN

terça-feira, 24 de março de 2009

BANKADA PARLAMENTAR FRETILIN



Díli, 23 Março 2009
Bankada Parlamentar FRETILIN
Deklarasaun Politika

Estradas Iha Manufahi At ba Bebeik, Guverno de Faktu AMP Aloka Deit 0,5% OJE ba Distrito Manufahi.

Senhor Presidente Parlamento Nasional,
Senhores Distintos Deputados,

Bankada Parlamentar FRETLIN, hakarak bolu atensaun senhores Deputados tomak iha Parlamento Nasional kona ba kondisaun estradas nebe at ba bebeik iha Distrito Maunfahi no Guverno de Faktu Aloka deit 0,5% total osan ba Distrito Manufahi husi Orsamento Jeral Estado 2009 nian nebe Parlamentares sira aprova 680.873 milhoes dollares norte-amerikanos iha fulan Janeiro nia laran.

Hanesan ita hotu hatene katak husi total $680,873milhoes OJE ba Timor-Leste tomak, Guverno de Faktu AMP aloka deit 5,210 milhoes dollares norte-amerikano ba distrito Manufahi nebe reprejenta, 0,5% deit husi total OJE 2009.

Distrito Manufahi nebe iha numero populasaun aumenta liu ona husi total nebe hamutuk 47,568 iha tinan 2004 pessoas, iha sub-distrito 4 ho sucos 29, luan 1325 km2, Guverno nia estimativa alokasaun ba distrito Manufahi kiik tebes.

Povo ki’ik iha Manufahi hadau malu $20 osan ba Ferik-Katuas, hadau malu mos traktores sira tan dollar nebe sulin ba sira nia distrito ki’ik tebes. Husi total $5,210miloes alokasaun ba Distrito Manufahi la hatudu indidores ida katak jovens no desempregados barak iha Distrito Manufahi se hetan serbisu ka simu osan hanesan ferik-katuas, funsionarios ka veteranos sira iha tinan 2009.

Povo ki’ik barak iha Manufahi sofre husi reforma tributaria nebe tuir lo-los atu hamenus folin sasan iha merkado maibe to’o ohin loron maske guverno de faktu halo tiha ona reforma ne’e, no hasae ona despesa Orsamento Jeral Estado nian ba 680,873miloes norte amerikano ba tinan 2009 folin sasan iha merkado aumenta ba be-beik.

Gap bo’ot hutudu iha alokasaun Orsamento Jeral Estado nian ba 2009, laos hatudu deit inkompentensia Guverno de Faktu AMP nian. Maibe hatudu mos ignoransia atu halo programa no halo desenvolvimento lolos hodi distribui osan husi Fundo minarai nian didiak no lori osan minarai ne’e sulin ba Timor-Leste tomak inklui distrito Manufahi.

Tuir Dokumentu Orsamentu Jeral Estado 2009 nebe Guvernu AMP aprezenta iha Parlamento Nasional total alokasaun ba Distrito Manufahi hamutuk $5,210milhoes, maske osan ne’e administra iha Guverno Sentral Díli, alokasaun osan ne’e se fahe ba;

1. Pensaun antigos kombatentes hamutuk,$401mil;

2. pagamento ba ferik-katuas no vulneráveis sira, $965mil,

3. pagamento ba salários no vencimentos ba funsionarios no PNTL iha Distrito Ertmera hamutuk $1,548mil

4. Kapital Desenvolvimento,$1,548;

5. Concessões Escolares e Alimentasaun $166;

6. Transferensias para sucos $285mil

7. Concessões Energia Altenativa $0

8. Desporto para jovens total hamutuk $35mil (0) deit.

Faktus alokasaun Orsamento Jeral Estado (2009) ba distrito Manufahi hatudu tristeza bot ba ita hotu nebe reprezenta povo tomak inklui povo Manufahi iha uma fukun ida nee, tan total osan nebe mak Parlamentares AMP nian vota ho ho favor lahatudu indikasaun ida katak jovens no desempregados sira iha Manufahi se hetan serbisu hodi manan dólar iha tinan 2009. Osan barak nebe parlamentares sira aprova ba los nebe? Karik ba boslu AMP nian ? karik ba Amigos emprejarios AMP nian ka karik ba hela iha DILI deit?

Parlamentares no Guverno de Faktu AMP la sente triste atu deskuti hodi prense posisaun politika estrutura Governu de Faktu AMP nian nebe balun halo tiha ona tomada de pose, sira mos la sente moe no triste atu aloka no aprova osan ba Viagens Estrangeiros ba Todo Governo hamutuk $5,175miloes ba tinan 2009, no lasente triste atu aprova no aumenta salarios vencimento ba politik nain sira tur iha Parlamento Nasional no Guvernu nebe benefisia karik ba ema 100 ida deit, maibe Parlamentares no governantes AMP nian aloka osan 0,5% deit ba distrito Manufahi no osan ba jovens sira la serbisu laiha liu iha tinan 2009 ba distrito Manufahi.

Bankada FRETILIN preukupa ho desequilibriu bot nebe mak Guverno de Faktu AMP hatudu liu husi alokasaun osan minarai nian ba distrito Manufahi. Iha investimento kapital desenvolvimento Manufahi hetan deit $,1,548milaun reprejenta 0,1% deit husi total $205,334miloes total kapital desenvolvimento hatudu iha Orsamento Jeral Estado 2009 nian.

Total ossan kapital desenvolvimento ba distrito Manufahi nee, sei la benefisia fo serbisu ba jovens sira no desempregados sira iha sub-distritos 4 no sucos 29 Manufahi nian, maske ferik katuas, funsionarios estado no veteranos sira simu osan husi fahe no selu husi OJE 2009.

Bankada FRETILIN preukupa ho investimento kapital desenvolvimento nebe kiik tebes, iha kapital desenvolvimento sei lakonsege halo equilibriu ho osan nebe fahe no selu funsionarios sira tan serbisu barak ba jovens sira presija hetan, famílias uma kain nebe la simu osan iha Manufahi, nebe mak desempregos no aguenta hela folin sasan nebe fulan-fulan sae as ba bebeik. sira nebe susar sei susar nafatin.

Bankada FRETILIN triste bot atu hare diferensa entre salarios & vencimentos ba Membros Deputados 65 ho nia total hamutuk $2,198miloes ba tinan 2009, ho alokasaun osan ba Marenda Escolares ba estudantes sira iha Manufahi, hamutuk $166mil deit hodi fo aihan ba 9.650 estudantes iha tinan 2009.

Osan aloka ba reabilitasaun estradas mos kiik liu ho total $200 mil deit ba tinan 2009 kompara ho osan nebe mak aloka atu selu mina ba governantes sira nia kareta. Estrada barak nebe halo ligasaun entre distrito-sub-distritus 4 no sucos 29 at ba bebeik. Kondisaun estradas at ne’e se aumenta at no se dificulta movimento ekonomia iha distrito Manufahi laran rasik, no se provoka folin sasan aumenta iha sucos balun iha distrito Manufahi. Dalan entre Same-Fatuberliu, Same-Turiscai, Alas- Same, at los.

Povo iha Manufahi rona husi radio no media komunikasaun seluk kona ba subsidio no salarios sira nebe mak ukun nain sira no Parlamentares sira koalia iha uma fukun ida ne’e. Dalabarak sira rona no hein katak osan minarai nebe tinan ida ne’e Governo de Faktu halo lavantamento liu husi rendimento sustanbel 3% Fundo Minarai, hamutuk $589,828miloes no $91,3miloes mai husi reseitas domestikas, atu finansia OJE 2009, nia restu se tun barak ba povo Manufahi. Kondisaun povo iha Manufahi hatudu katak desenvolvimento atu hamenus kiak iha tinan 2009 se la hahu husi sira nia uma laran, aldeia ka sira suco laran. Maibe kiak se menus uluk husi politik nain sira nebe deskuti no aprova Orsamento Jeral de Estado 2009 iha Dili.

Sira mos rona no kumpriende katak osan se ituan mak mai husi Fundo Minarai no nasaun foin mak hetan ukun rasik an. Saida mak sira hakarak hare, osan nebe fahe no selu funsionsarios ka politik nain sira iha Dili labele bot liu osan nebe mak se gasta atu halo sira nia Estrada, be’mos escolas, merenda eskolares no sira rasik bele sosa sasan folin iha merkadu Manufahi nian nebe todan ba bebeik.

Bankada FRETILIN sei labaruk atu repete saída mak hatete tiha ona iha diskusaun Orsamento Jeral Estado 2009 iha fulan Janeiro nia laran, katak los duni katak OJE 2009 despesista no benefisia deit grupo kiik ida Díli distritos sira inklui Manufahi oan sira se hetan deit 0,5% husi total OJE 2009.

Osan barak mak se gasta arbiru deit no se sulin ba rai liur duke ba povo iha Distritos sira inklui ba Manufahi. Iha Díli Primeiro-Ministro de faktu fahe deit osan ba jovens lubun oan ida iha fulan Dezembro 2008 nia laran iha Palácio de Governo maibe osan nee sedauk dólar no sulin to’o jovens sira iha Manufahi. Jovens sira hein nafatin bainhira mak sira hetan serbisu hodi manan osan no sosa buat ruma hanesan membros, governo no deputados sira.

Bankada FRETILIN fiar katak jovens sira iha Manufahi lakoi riku sira mak tohik mesak osan minarai nian ba sira nian an ho amigos sira iha DILI, maibe serbisu manan ho kosar ben rasik mak se fo dignidade no respeito ba maubere no biberes nebe mak mate hodi rai ne’e ohin loron hetan ukun rasik an.

Obrigado wa’in
Arsénio Bano, Deputado Bankada Parlamentar FRETILIN

Anekso Projektu Kapital Desenvolvimento ba Distrito Manufahi1

- Construcao de Posto Saúde em Fahinehan $ 81 0002

- Construcao de Posto de Saúde em Turiscai $163 0003

-Contrucao de Residensia para médicos em Turiscai $45 0004

- Controlo de cheias (Sahen II Rio Same) $100 0005

- Reabilitasaun Estradas Rurais $200 0006

- Nova Construcao Escola Primaria 270 Caicasa/Weulun $90 0007

-Nova Construcao Escola Primaria 289 Fatuco $200 0008

- Nova Construcao Escola Primaria 069 Foholau $120 0009

- Nova Construcao Escola Ensino Básico, Escola Primaria 301 Raifusa $225 00010

-Reabilitacao de Centros Sucos Letefoho $7 00011

- Reabilitacao de Centros Sucos Betano $7 00012

- Instalacao do sistema solar para fornecimento agua (Fatuberliu-Manufahi) $75 00013

- Reahbilitacao do Cano de distribuicao (Hat-Airam-Letefoho-Mesma-Manufahi) $75 00014 -Finalizacao Ponte em Carau Ulun $100 00015

- Construcao Mercado Mini-Orana $20 00016

- Construcao Mercado Mini- Fahinehan $20 00017

- Construcao Mercado Mini- Kasabau $20 000
Total $1,548 000

domingo, 22 de março de 2009

OBSERVAÇÃO

Comentário ao artigo "A Máquina da Entropia"‏

Por: Henrique Correia

Caros amigos:
Em primeiro lugar, quero saudar os maun-alin ho feton sira do FAFC.
Em segundo lugar, quero manifestar a minha satisfação ao ler o excelente artigo do engº Samuel Freitas, com o qual concordo 100%. É uma análise muito bem feita de quem está muito atento ao que se passa atualmente em Timor-Leste.
Para além disso, o citado autor demonstra um invulgar domínio da língua portuguesa, tanto na forma como no conteúdo.
Dá gosto ler artigos destes, que me lembram como é bela a língua de Camões quando bem cuidada. Muitos portugueses, por a terem como língua materna, pensam que já nascem ensinados e esse erro explica porque esta língua costuma ser abandonada e maltratada nos dias de hoje, inclusive pelos jornalistas, políticos ou até professores.
Artigos como este ou outros que tenho lido no vosso blog (ou no TLN) fazem-me ter esperança no futuro de Timor, pois verifico que existem muitos jovens cheios de virtudes, talento, inteligência e outras qualidades.
Nada está perdido porque vós sois esses jovens e ides guiar a querida terra de Timor para um futuro melhor.
Não a deixeis desviar-se do bom caminho, como faríeis com uma criança que dá ainda os primeiros passos.Resta-me desejar as maiores felicidades para os vossos estudos ou carreiras profissionais.
Rahun-di'ak ba belun sira hotu-hotu hosi FAFC no imi-nia familia sira tomak iha rai doben Timor-Leste.