Frente Revolucionária de Timor Leste Independente

DIRECÇÃO FAFC

Coordenador – Geral

Eng. Samuel Freitas

Vice CoordenadorGeral

Alexnadre Pinto

Contactos:

Samuel Freitas (00351-913892252)

e-mail : faf-coimbra@hotmail.com

Residência Universitária de Santiago, bl. 4, 3810-193, Aveiro, Portugal.


terça-feira, 21 de abril de 2009

DECLARAÇÃO


Eu, António Monteiro, Coordenador Geral do Fórum Académico da Fretilin em Coimbra (F.A.F.C), estudante do Curso de Relações Internacionais da Faculdade de Economia da universidade de Coimbra, declaro que, Hélio Guterres, Primeiro Secretário deste Fórum, devido a sua candidatura à Presidência da nova direcção dos ATC e a sua expressa vontade de concentrar toda a sua atenção, disponibilidade e esforço aos trabalhos da direcção dos ATC, caso venha a vencer as eleições, foi suspenso do seu cargo e de todas as actividades feitas pelo F.A.F.C.
Para todos os efeitos presto a presente declaração ao interessado e por ser verdade esta declaração vai assinada por mim.



Coimbra, 09 de Abril de 2009
Coordenador Geral do FAFC


António Monteiro

INFORMAÇÃO

Devido a sua candidatura à Presidência dos ATC, a Direcção do F.A.F.C vem informar a todos os seus membros que o Hélio Guterres deixou de exercer o seu cargo de Primeiro secretário e foi substituído pela camarada Suzi Lobato, e o camarada Eduardo Guterres passou a exercer o cargo de 2º secretário, anteriormente exercida pela camarada Suzi.

Coimbra, 10 de Abril de 2009


A Direcção

segunda-feira, 20 de abril de 2009

MULHERES TIMORENSES

Timor-leste
Mulheres tomam banho com água a ferver após o parto

Práticas culturais pós-parto, em Timor-leste, podem prejudicar a mãe e o recém-nascido. A população acredita mais em assistentes tradicionais do que em técnicos qualificados.

Em Timor-leste, particularmente nas zonas rurais, as mulheres não são assistidas, durante o parto. Só 10 por cento da população feminina dá à luz na presença de parteiras qualificadas, informa a agência Irinnews. O facto deve-se à confiança atribuída aos assistentes tradicionais, em detrimento do pessoal qualificado.

As assistentes recomendam às mulheres de tomarem banhos com água a ferver e de beberem água muito quente, após o parto. Algumas, seguindo os conselhos acabam por se queimar. São ainda aconselhadas a dormirem, juntamente com o bebé, perto de uma fogueira, nos primeiros três meses. O objectivo é limpar o organismo, livrando-as do “sangue sujo”. O fumo resultante da fogueira, nunca apagada, pode trazer problemas respiratórios ao recém-nascido, como a asma. Acredita-se que o leite materno é mau para a criança, sendo-lhes aconselhada a água com mel.

Timor-leste apresenta uma das mais altas taxas de crescimento demográfico. Cada mulher tem, em média, 6,5 filhos. Segundo a Unicef, citada pela Irinnews, em mil recém-nascidos morrem 77, taxa considerada elevada. Perto de metade da população é analfabeta. Várias organizações trabalham junto da população, no sentido de os alertar para os perigos das práticas em que acreditam.

Um médico obstetra, a trabalhar na região, defende que é necessário algum tempo para modificar comportamentos. “Em vez de partir do princípio que tudo o que é tradicional é mau, e que tudo o que é moderno é bom, optamos por apoiar as práticas tradicionais sem riscos”.

Cristina Santos FÁTIMA MISSIONÁRIA

domingo, 19 de abril de 2009

ALKATIRI CRITICA GOVERNO DE XANANA


Por ABEL COELHO DE MORAIS – Diário de Notícias – 19.04.09

Fretilin nada fará para desestabilizar o país, mas considera que o Executivo só tem gerido o dia-a-dia, continuando por resolver problemas essenciais, declara o seu secretário-geral.

A situação política permanece instável em Timor-Leste e o actual Governo, chefiado por Xanana Gusmão, pode não completar a legislatura, considera o secretário-geral da Fretilin, Mari Alkatiri, actualmente na oposição.

Alkatiri afirma que o Executivo de Xanana Gusmão pouco mais tem feito do que "comprar a paz, como eles próprios dizem", referiu ao DN, em Lisboa, por onde passou na passada semana a caminho de Bissau, no quadro de uma iniciativa diplomática de Timor-Leste para a crise guineense.

O dirigente da Fretilin pensa que a situação política interna está a deteriorar-se e que o Governo vai ficar fragilizado, pois "vão surgir dentro de uma semana, duas semanas escândalos envolvendo membros" do Executivo "em casos de corrupção". Embora referindo-se apenas "a um ou dois membros do Governo, se isto sucede, é algo grave, que descredibiliza" e põe em causa quem está no poder, afirma Alkatiri. Por isso, o "Governo pode acabar por si". Todavia, a Fretilin não defende a realização de eleições antecipadas e embora continue a contestar a solução governativa que resultou do escrutínio de Junho de 2007, "nada fará fora da legalidade", assegura Alkatiri.

Sobre o desempenho do Governo de Xanana, o responsável da Fretilin afirma que aquele "teve a sorte de chegar ao poder num momento em que Timor-Leste tinha muito dinheiro" e está a usá-lo para "pagar aos deslocados o seu regresso às localidades, está a usá-lo para manter os peticionários quietos, mas não está a usar o dinheiro para o desenvolvimento". Assim, não se pode dizer que "este Governo governe. Está apenas a comprar paz, mas esta não se compra, constrói-se com desenvolvimento". Este, por outro lado, acusa o dirigente da Fretilin, "tem sido totalmente negligenciado". Alkatiri considera, por outro lado, estranho o facto de se terem dado poucos passos para o esclarecimento da "crise de 2006". Se as origens desta não forem apuradas, "é o próprio país que sai descredibilizado".

O antigo primeiro-ministro timorense, de 2002 a 2006, reconhece que foram dados passos na investigação, mas lembra que, além dos acontecimentos que precipitaram a sua saída do poder, há também o "atentado ao Presidente [José Ramos-Horta], em 2008, que também não está esclarecido" - "vamos ver como os tribunais vão tratar o caso".

sábado, 18 de abril de 2009

ALKATIRI ACUSA XANANA DE FAZER CONCESSÕES PARA SE MANTER NO PODER


NV – Lusa
Lisboa, 16 Abr (Lusa) - O antigo primeiro-ministro timorense Mari Alkatiri acusou o actual chefe do Governo de Timor-Leste, Xanana Gusmão, de fazer concessões para se manter no poder e incitou-o a "libertar-se disso" e demitir-se.

Em entrevista à Agência Lusa em Lisboa, Alkatiri disse que a FRETILIN, partido que lidera na oposição timorense, nunca teve dúvidas de que a aliança da maioria parlamentar que governa o país não passa de "uma manta de retalhos (...), uma aliança de chantagistas"."Xanana, neste momento, está a ser pressionado e é realmente chantageado, para poder ceder aqui, aqui e aqui. Basta vermos.

Os deputados queriam um carro para cada um e disseram que se não recebessem esse carro votariam contra o orçamento; tiveram o carro", afirmou à Lusa.Mari Alkatiri adiantou que "depois disso, (os deputados) pediram aumento de salários"."Um aumento escandaloso, que foi aprovado no Orçamento de 2009. Um aumento de 500 por cento ou mais.

Em parte nenhuma do mundo se pratica um aumento de 500 por cento", insurgiu-se, adiantando que tal "significa que os deputados tomaram consciência de que se votassem contra o orçamento então haveria crise institucional e o Presidente dissolveria o parlamento e convocaria eleições legislativas antecipadas".

"Eu, se fosse primeiro-ministro, teria dito aos deputados votem contra o orçamento, mas eu não vou ceder nisso. Não vou ceder porque não vou mesmo. Até porque eu passei por essa experiência, mesmo sendo só partido único maioritário. Disse que se querem votar contra, votem, mas o país ainda tem outras prioridades", declarou.

Alkatiri referiu que na aliança "há aqueles que querem tudo e aqueles que querem tudo mais o poder e então tem que se ir fazendo concessões para se manter no poder"."É uma pena para mim quando se fala de uma figura como Xanana Gusmão. Porque Xanana ainda é necessário para o país por mais 10 ou 15 anos. A enterrar-se nisso, nessas alianças auto destruidoras (...).

Xanana tem de tomar consciência rapidamente. Deve-se libertar disso", defendeu, apontando como saída a demissão."E a única forma de se libertar disso, ou ele se demite ou o Presidente da República dissolve o parlamento para convocar eleições antecipadas", opinou o líder do maior partido da oposição timorense, que há mais de um ano reclama uma decisão de José Ramos-Horta porque "o parlamento não funciona".

Alkatiri lamentou que, na semana em curso, embora segunda e terça-feira fossem dias de sessão no parlamento, não se realizou nenhum dos plenários, atrasando o debate de leis importantes para o país."O que é que nós estamos a fazer? Quando se fala em crise institucional não é só quando o orçamento não é aprovado, não é só quando o programa do Governo não é aprovado.

Eu acho que o Presidente da República deve assumir essa responsabilidade", adiantou, defendendo que a realização de legislativas antecipadas tem só um problema de "timing", pois o país não pode realizar três eleições diferentes este ano - municipais, comunitárias e legislativas - pelo que alguma terá de ser adiada.

Questionado sobre contactos entre a FRETILIN e o Governo para uma possível integração no executivo de elementos da oposição, Mari Alkatiri desmentiu qualquer iniciativa nesse sentido.

"O que nós propusemos já desde Dezembro de 2007, é criar mecanismos de inclusão extra Governo. (...) Na fase de construção do Estado (em que estamos) quem governa tem de ter a capacidade de incluir o máximo e criar consensos na área da Administração Pública, na área da Defesa e Segurança, na área da boa governação, na área da justiça. São os alicerces fundamentais do Estado", esclareceu.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

O DESAFIO DO ENGº. MÁRIO CARRASCALÃO


Por: António Guterres

O antigo líder do partido PSD foi uma das pessoas da própria aliança que criticou publicamente o executivo de Gusmão, apelando à transparência da sua governação.

Foi recentemente nomeado para segundo vice primeiro-ministro do governo de facto, liderado pelo Senhor José Alexandre Gusmão para combater a corrupção e o nepotismo, duas realidades da estrutura política deste governo.

Por cá, acredito num bom trabalho do Engº. Mário Crascalão. É uma pessoa sensata, firme e responsável. Porém, sei que esta é uma função difícil. No entanto, pelo seu esforço e coragem, estou convicto de que o Senhor irá quebrar uma tradição designada “corrupção e nepotismo”.

Apesar de tudo isto, Mário Carrascalão tem-se remetido ao silêncio, não tendo cumprido, até ao momento, a tarefa para a qual foi designado. Os actos de corrupção parecem ser demasiadamente evidentes e numerosos. Não se entende, pois, o silêncio deste Senhor.

Não só não se entende como também é grave. Carrascalão foi uma das figuras timorenses que denunciou a corrupção no país e que disse pretender uma boa governação.

Ora, a corrupção, sendo evidente, necessita de ser denunciada. A Fretilin, o partido da oposição, tem acusado o Governo de falta de transparência na implementação do Orçamento ou ainda na contratação de assesores e consultores estrangeiros.

O povo timorense quer mais medidas de combate à corrupção, que entende ser a causa da sua miséria. Os recursos do país estão a ser direccionados para um conjunto restrito de pessoas. É uma tristeza.

Portanto, a minha posição é clara: eu pretendo que Carrascalão quebre o silêncio e diga as conclusões a que chegou desde que foi nomeado para este cargo. Só assim será possível ao povo ter mais confiança no futuro. Neste momento, essa confiança é reduzida.

Se no imediato não houver uma resposta deste Senhor, pode concluir-se que este cargo não tem qualquer utilidade. Por isso, mais valerá colocar o cargo à disposição.

Ainda assim, prefiro dar tempo a Mário Carrascalão. Espero que em breve possam surgir novidades no que toca ao tema da corrupção.

Trata-se de um tema de extrema importância. Para o bem público, é bom que haja transparência. Sem ela, o povo deixará de poder confiar em quem o representa.

O combate à corrupção é esencial para o fortalecimento de qualquer democracia e para o crescimento económico.

FRETILIN - MEDIA RELEASE

FRENTE REVOLUCIONÁRIA DE TIMOR-LESTE INDEPENDENTE - FRETILIN

Media Release
Dili, Wednesday, 15 April 2009

World Bank, AusAID asked to clarify Timor Leste Finance Ministry appointments.

FRETILIN, the largest party in Timor-Leste’s parliament has written to the World Bank and AusAID seeking access to documents regarding the recruitment of advisors and consultants by the Minister of Finance, Ms Emilia Pires.

FRETILIN Vice President Arsenio Bano MP told journalists in Dili today the World Bank and AusAID fund the advisor jobs, but the Gusmao government refuses to give parliament details of the appointments.

Bano said the FRETILIN letter reflects a growing concern by MPs, including from the government’s own ‘Parliamentary Majority Alliance’ (AMP) bloc, regarding the recruitment process, qualifications and salaries of many of these advisors and consultants.

Two AMP chiefs - the Democratic Party’s (PD) deputy leader, Rui Menezes and the Social Democratic Party's (PSD) leader, Fernando Gusmão – on March 30 called for a parliamentary committee to inquire into the controversial recruitment of national directors for the ministry, including the involvement of politically appointed Australian advisors.

FRETILIN wrote to all Timor Leste’s development partners attending a conference in Dili on April 7-10, including the World Bank and AUSAID, calling on them to “ensure mechanisms are put in place to effectively and transparently manage and oversee the implementation of external assistance.”

The letter, dated April 9, 2009, added FRETILIN’s concerns regarding the hiring “of ‘advisors’ and ‘consultants’ with doubtful, inappropriate, inadequate and even non-existent technical expertise or relevant work experience, simply because of personal or political connections to the de facto government. Such lack of transparency and probity in action weakens all of our efforts to build up good governance and the rule of law in Timor-Leste.”

Bano commented: “We are certain that our concerns registered with the development partners. But we want to make sure that the momentum does not stop there and that all external assistance, aimed, after all, at poverty reduction and building a democratic state under the rule of law, is spent with the utmost transparency and probity.

“So we have written a second letter today to the World Bank and AusAID, asking them for details of positions funded, copies of the contracts and recruitment process documents and the like. This is the same documentation and information we have unsuccessfully sought from Xanana Gusmao’s de facto government.

“We expect the World Bank and AusAID to help ensure transparency and probity in the recruiting of advisors for the Ministry of Finance.”

FRETILIN formally asked Minister Pires and Prime Minister Gusmao for the documents in June 2008, and again during the budget debate in January 2009.

“The sooner parliament has this information, the sooner it can determine what mechanisms if any should be adopted to remedy any deficiencies,” Bano said. “We have great expectations that our development partners will not shirk from their responsibility to assist the people of Timor-Leste to have open and accountable governance”.

Further info: contact José Teixeira +670 728 7080 or Arsenio Bano +670 741 9505

KOMUNIKADU BA IMPRENSA

Dili, Kuarta-feira, loron 15, Abril 2009

FRETILIN husu ba Banku Mundial ho AusAID atu klarifika nomeasaun iha Ministeriu das Finansas Timor-Leste nian.

FRETILIN, partidu boot liu iha Parlamentu Nasional hakerek ona karta ida ba Banku Mundial ho AusAID hodi husu dokumentus relasionadu ho rekrutamentu ba asesôr sira husi Ministera das Finansas, Sra. Emilia Pires.

Vise Prezidente FRETILIN, Deputadu Arsenio Bano, dehan ba jornalista sira iha Dili ohin katak Banku Mundial ho AusAID maka finansia pozisaun sira ne’e, maibe José Alexandre Gusmão nia governu lakohi fô-sai ba Parlamentu kona-ba ba prosesu recrutamento ka oinsa mak sira halo nomeasaun sira ne’e.

Bano dehan, karta FRETILIN nian ne’e hatudu preokupasaun oioin husi deputadu sira ne’ebé aumenta bebeik, inkluindu husi sira AMP balun rasik, kona-ba prosesu rekrutamentu ba asesôr sira ne’e no môs sira nia kualifikasaun ho salariu.

Lider AMP na’in rua – vise xefe bankada PD, Deputadu Rui Menezes ho xefe bankada PSD, Deputadu Fernando Gusmão – iha 30 de Marsu husu atu estabelese komissaun parlamentar ida atu investiga rekrutamentu ba diretôr nasional sira iha ministeriu laran ne’ebé nakonu ho kontroversia, no môs involvimentu husi asesôr australianu sira ne’ebé nomeadu politikamente.

FRETILIN hakarek ba parseiru dezenvolvimentu Timor-Leste nian hotu-hotu ne’ebé tuir konferensia Parseirus Desenvolvimentu sira iha Dili iha dia 1-4 de Abril, inkluindu Banku Mundial ho AusAID, hodi husu ba sira atu "garante hari’i mekanizmu diak atu halo gestaun no môs kontrola implementasaun ba asistensia externa ho efikas no môs ho transparensia."

Iha karta hakerek iha dia 2 de Abril, 2009 ne’e hakerek môs kona-ba FRETILIN nia preokupasaun ho rekrutamentu ba " ‘asesor’ sira ne’ebé la iha perisia teknika no môs sira nia experiensia duvidozu, ka dalan ruma la’os apropriadu, inadekuadu ate balun laiha experiensia natoon, maibe hetan fatin tanba de’it sira iha ligasaun partikular ka relasaun polÌtika ho governu de facto ida ne’e. Ho transparensia no môs honestidade ne’ebé mukit tebetebes sei halo fraku ita nia esforsu tomak atu estabelese boa governasaun no hametin direitu de estadu demokratiku iha Timor-Leste."

Bano fô komentariu: "Ami konfia katak parseiru de dezenvolvimentu sira ne’e rona momos ami nia preokupasaun neebe tatoli iha carta neebe haruka ba sira. Maibe ami hakarak asegura katak momentum ne’e sei la hotu iha ne’ebé i asistensia externa hotu-hotu ho objetivu atu red·s pobreza no môs estabelese estadu demokratiku ne’ebé respeita lei, tenke gasta ho transparensia tomak no môs honestidade.

"Tan ne’e mak ohin ami haruka segunda kartaba Banku Mundial ho AusAID hodi husu ba sira kona-ba detallu pozisaun hotu-hotu ne’ebé finansiadu, kôpia kontratu sira ne’e ho dokumentu kona-ba prosesu rekrutamentu ho dokumentu seluk ne’ebé relevante. Dokumentu ho informasaun hirak ne’e duni mak ami husu ba Sr. Xanana Gusmão nia governu de facto maibé sira la fô to’o agora.

Ami konfia katak Banku Mundial ho AusAID sei ajuda atu garante transparensia ho honestidade bainhira sira rekruta asesor sira ne’e iha Ministeriu das Finansas."

FRETLIN formalmente husu tiha ona dokumentu sira ne’e ba Ministra Emilia Pires ho Primeiro Ministro de facto Sr. Gusmão iha fulan Juñu, 2008, i husu dala ida tan durante debate orsamentu nian iha fulan Janeiru, 2009.

"Ami iha iha esperansa boot katak ami nia parseiru de dezenvolvimentu sira sei la halai husi sira nia responsabilidade atu ajuda povu Timor-Leste atu iha governu ida nakloke no môs responsavel."

"Se parlamentu bele hetan informasaun sira ne’e lalais liu, mekanizmu, se karik presiza, atu hadi’a fali defisiensia ruma, entaun ita bele môs halo buat ruma lalais liu," Bano dehan.

Ba informasaun tan dere ba Jose Teixeira 728 7080 ho Arsenio Bano 741 9505

quinta-feira, 16 de abril de 2009

QUE FUTURO?

Por: Lino Lopes

A cada semana que passa, ouço mais uma notícia relativa a Timor que me deixa surpreendido, mas, quando penso mais insistentemente, fico revoltado.

É revoltante saber que há pobreza em Timor e que ela não é combatida como deveria ser. É revoltante pensar que conselheiros de Estado ganham 20 milhões de dólares fazendo muito pouco, para não dizer nada. E é ainda mais revoltante que isto se passe num país que tem recursos petrolíferos cujas receitas, se fossem enquadradas num plano estratégico direccionado para o progresso do país, poderiam fazer toda a diferença.

Timor precisa de alguém que faça a diferença. É um pouco como no futebol. Se aqueles que têm as principais responsabilidades – os governantes – não se destacarem de algum modo, o país não pode avançar. E se não avançar, pode revelar-se um projecto fracassado.

Será que quem actualmente dirige o país já pensou nisto? Parece que não. Perece que não sabe muito bem como ali foi parar. Mas, acima de tudo, parece não saber como governar. Governar em democracia implica, entre outras coisas, ouvir o povo, definir modelos de desenvolvimento e assumir responsabilidades.

Por falar em responsabilidades, que tal pensar em ir ao Parlamento? Pelo menos de vez em quando? Os deputados timorenses do partido governante parecem não estar nem ai para o Parlamento.

O pensamento deles deve ser este: “ir ao Parlamento? Defender o povo, procurar soluções para Timor, fazer cumprir a lei, corresponder às expectativas que depositaram em nós? Não, isso é chato…”

O governo parece andar de cabeça perdida. É grave. Uma coisa é governar mal. Outra ainda pior é não saber governar.

Mas há mais. Neste governo, que parece do outro mundo, há funcionários que pelos vistos têm pouco que fazer. Deste modo, decidiram, para passar o tempo, assaltar os armazéns de arroz.
Ou seja, o povo vive na pobreza, depara-se com o fenómeno da prostituição infantil e passa fome. Que eu saiba, o arroz é um alimento. Ou não? Os funcionários do Ministério do Comércio parecem não saber disso.

É preciso mudar muita coisa em Timor. Rapidamente. Os timorenses não podem estar contentes com o desempenho deste governo. Até eu (que não sou timorense) estou chateado. É preciso pensar no apoio às famílias mais carenciadas, de modo a que a prostituição infantil deixe de ser uma realidade do presente e passe a ser um momento menos feliz do passado. É preciso que os governantes assumam a responsabilidade que lhes foi conferida pelo povo e percebam que um Orçamento de Estado não é um brinquedo, ma sim um instrumento de trabalho que, se mal usado, coloca um país como Timor em grandes dificuldade e aprofunda problemas sociais, económicos e políticos.

Aos governantes timorenses pede-se que façam uma coisa muito simples: política. O que estão a fazer neste momento pode ser apelidado de muitas coisas, menos de política.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

FRETILIN - Media Release


FRETILIN - Media Release
Dili, quarta-feira, 15 de Abril de 2009 - Tradução de ZIZI TIMOR OAN

FRENTE REVOLUCIONÁRIA DE TIMOR-LESTE INDEPENDENTE - FRETILIN

O Banco Mundial e a AusAID pediram esclarecimento às nomeações do Ministério das Finanças.

A FRETILIN, o maior partido do parlamento de Timor Leste escreveu ao Banco Mundial e a AusAID para obter o acesso aos documentos relativos as contratações de consultores e assessores feitas pela Ministra das Finanças, Sra. Emília Pires.

O vice-presidente da FRETILIN, o deputado Arsénio Bano, disse hoje aos jornalistas em Dili que o Banco Mundial e a AusAID financiam os empregos dos conselheiros, mas o governo de Gusmão recusa-se a dar ao parlamento os detalhes dessas nomeações.

Bano disse que a carta da FRETILIN reflecte uma crescente preocupação dos deputados incluindo os deputados do próprio governo, Aliança Maioria Parlamentar (AMP), no que diz respeito ao processo de recrutamento, qualificações e os salários de muitos destes assessores e consultores.

Dois chefes da AMP – o líder da bancada parlamentar do Partido Democrático (PD), Rui Menezes e o líder do Partido Social Democrático (PSD), Fernando Gusmão, em Março, apelaram a uma comissão parlamentar para investigar as controversas contratações de directores nacionais para o ministério, incluindo o envolvimento dos conselheiros australianos politicamente nomeados.

A FRETILIN escreveu a todos os parceiros de desenvolvimento de Timor Leste, que participaram na conferencia em Dili, entre 7 e 10 de Abril, incluindo o Banco Mundial e a AusAID, exortando-os a “garantir que haja mecanismos eficazes e transparentes de forma a gerir e supervisionar a execução da assistência externa.”

A carta, datada de 9 de Abril de 2009, demonstrou as preocupações da FRETILIN em relação à contratação de" “assessores” e “consultores” com duvidosas, impróprias, inadequadas e mesmo inexistente especialização técnica ou experiencia de trabalho relevante, estes foram nomeados pelo simples facto de terem ligacoes de natureza pessoal ou politica com o governo de facto.

Esta falta de transparência e integridade dos actos enfraquecem todos os esforços para criar uma boa governação e o Estado de Direito Democrático, em Timor Leste.Bano disse, ”estamos certos de que as nossas preocupações foram registadas com os parceiros de desenvolvimento.

Mas nós queremos ter a certeza de que a questão não pára por ai e que toda a ajuda externa, que afinal tem como objectivo a redução da pobreza e a construção de um estado de direito democrático, é gasta com a máxima transparência e integridade.

"Por isso, nós escrevemos uma segunda carta hoje , ao Banco Mundial e à AusAID, pedindo-lhes detalhes de posições financiadas, cópias dos contratos e documentos do processo de recrutamento e similares. Estas são as mesmas documentações e informacões que temos tentado obter sem sucesso com o governo de facto e Xanana Gusmão.”, disse Bano.

Bano disse ainda, “nós esperamos que o Banco Mundial e a AusAID nos ajudem a garantir a transparência e a integridade das contratações dos assessores para o Ministério das Finanças”A FRETILIN pediu formalmente à Ministra Pires e ao Primeiro-Ministro Gusmão estes documentos, em Junho de 2008, e novamente durante o debate do orçamento, em Janeiro de 2009.

"Quanto mais cedo o Parlamento obtiver essa informação mais depressa se poderá determinar que mecanismos, em caso de serem necessários, deverão ser adoptados para corrigir eventuais deficiências", disse Bano.

"Temos grandes expectativas de que os nossos parceiros não se irão esquivar da sua responsabilidade em ajudar o povo de Timor Leste a ter uma governação aberta e responsável", concluiu Bano.

Para mais informações contactar: José Teixeira +670 728 7080, ou Arsénio Bano +670 741 9505