Frente Revolucionária de Timor Leste Independente

DIRECÇÃO FAFC

Coordenador – Geral

Eng. Samuel Freitas

Vice CoordenadorGeral

Alexnadre Pinto

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quinta-feira, 30 de outubro de 2008

­1º Adjunto do Secretário-Geral do partido FRETILIN, José Reis esteve em Lisboa



“A presença da Fretilin no fórum internacional é muito importante”

A declaração feita pelo 1º adjunto do Secretário-Geral do partido, José Reis no encontro com os militantes do partido em Portugal.
O encontro foi organizado pelo Núcleo da Fretilin de Lisboa, no passado dia 26 de Outubro, que contou ainda com a presença de camarada Rogério Lobato e Fórum Académico da Fretilin em Coimbra (F.A.F.C). Neste encontro, José Reis falou da crise política que provocou o afastamento da Fretilin do poder e considera que “a Fretilin continua não reconhecer este governo, o país está a ser mal governado”.
Consciente do desafio político que o partido está a enfrentar, mesmo assim, o José Reis continua igual a si próprio, atribuindo uma mensagem optimista aos militantes do partido e apelando aos mesmos para que colaborassem com o partido em torno de causa nacional.
Por outro lado, Reis pede aos militantes, simpatizantes do partido que estão espalhados por tudo mundo para que sejam solidários com o partido. Afirmando que “é necessário criar o aparelho do partido no exterior, porque a presença do partido no fórum internacional é muito importante”. Destacando ainda a importância do papel da juventude Fretilin neste novo desafio.
Como um dos homens fortes do partido, parece que a sua principal prioridade neste momento é consolidar o partido em todos os aspectos. Por outro lado, o Coordenador-Geral do F.A.F.C (António Guterres) felicitou o 1º adjunto do Secretário-Geral do partido (José Reis) e disse que “F.A.F.C está com o partido, servir a Fretilin é uma honra”, conclui.

Coimbra, 26 de Outubro de 2008
F
órum Académico da Fretilin em Coimbra

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

TIMOR-LESTE ESTÁ LONGE DAS EXPECTATIVAS

No debate realizado pelos membros do F.A.F.C (Fórum Académico da Fretilin em Coimbra), no passado dia 11 de Outubro, esteve em discussão “o primeiro ano da governação de AMP”.
Os membros do F.A.F.C consideram que o primeiro ano da governação de AMP foi insucesso, o povo continua sentir a sua ausência. Tem-se assistido uma aliança política que não está preparada para servir o país. Está a funcionar como uma força que serve para proteger os interesses dos outros e não do povo.
Confrontando com o tema intitulado, F.A.F.C decidiu reunir os seus membros para mais um debate de ideias. Considerando que o povo deve ser informado sobre a política deste governo.
Os elementos do F.A.F.C continuam achar que o país está afastado das expectativas. Verifica-se de facto um governo que ainda sem ideias para garantir as aspirações do povo. A situação política que se encontra no país é uma realidade, referindo-se com isso, os membros do F.A.F.C são chamados para mais uma discussão de ideias.
A forma como está a conduzir o país, este governo não merece elogios. O governo perdeu o controlo e o equilíbrio políticos em todos os sectores, a taxa de corrupção e do nepotismo permanece elevada principalmente no sector da administração pública. Há uma desorganização total na estrutura política deste governo. Os elementos do F.A.F.C reconhecem que o governo não sabe por onde deve começar e não sabe para onde quer chegar.
Quanto a sua política económica, os membros consideram que foi uma desilusão para o país. Ao aprovar um orçamento que segundo os economistas internacionais, é um orçamento maior para um país como Timor-Leste. Mesmo assim, o governo continua incapaz de colocar o país em desenvolvimento. O desemprego invade todo o território do país, a pobreza mantêm-se fixa na sociedade.
Os membros do F.A.F.C pensam que com este orçamento, o governo tinha as condições necessárias para garantir a estabilidade do país, mas infelizmente não aconteceu. Não há transparência na implementação do orçamento. Visto que há mais despesas do que receitas, colocando assim o país em grande deficit económico.
Os membros afirmam que o país está a ser colocado num cenário complicado e apelam ao povo para que participasse na fiscalização da acção deste governo.
É um panorama inadmissível. Sobretudo, quando o Banco Mundial fez o aviso ao actual executivo, dizendo que “os planos económicos deste governo podiam pôr Timor-Leste no caminho para uma maldição”. Os membros do F.A.F.C asseguram que o dinheiro gasto em subsídios pelo governo é mal orientado e, temem que os subsídios possam contra disparar, ameaçando a estabilidade económica, criando incerteza e tudo isto tornaria muito mais difícil para o país livrar-se da sua dependência do petróleo e do gás.
Os membros do F.A.F.C lamentam que o governo adoptou uma posição diferente e ignorou o aviso do Banco Mundial. E continua apostar nos gastos excessivos, optando por um plano económico de misericórdia que põe a economia do país em queda livre.
O governo falhou na sua política económica, é imprescindível que o governo pudesse reavaliar os seus planos económicos, se não, será muito difícil construir um Timor-Leste melhor.
Aos nossos queridos leitores, a nossa atenção especial: o F.A.F.C continua ser um espaço de debates e de produção de conhecimentos, estamos aqui pelas nossas ideias, pelas nossas convicções com o único objectivo de fazer mais e melhor por Timor. De certeza que no futuro levaremos connosco um projecto, uma ideia de desenvolvimento para Timor que nós julgamos ser o caminho certo rumo à democracia.


Coimbra, 11 de Outubro de 2008
Fórum Académico da Fretilin em Coimbra
(F.A.F.C)














domingo, 28 de setembro de 2008

UMA BOA GOVERNAÇÃO É A CHAVE PARA O INVESTIMENTO INTERNACIONAL



Timor-Leste teve oportunidade de implementar a sua democracia após a restauração da independência em 2002 mas perdeu-a por ocasião de interesses políticos, optando por uma decisão política que poderá comprometer o futuro do país.
Digo isto porque simplesmente não concordo a forma como o governo liderado pelo Senhor Gusmão chegar ao puder, escolhendo o caminho anti-democracia para controlar o país não para governar.
Escolho este tema, porque julgo ser de extrema importância no contexto de desenvolvimento. A boa governação é o recurso estratégico que serve como o maior beneficio na perspectiva de um país como Timor-leste que procura desenvolvimento sob todos os aspectos. A boa governação deve ser vista e promovida como solução para intensificar a nossa democracia e reforçando a conjuntura sócio-económica do país.
Parece que uma boa governação está muito longe de ser implementada em Timor-leste, o país está a ser governada por um governo de Reality Show, há uma desgovernação total, a justiça tornou-se como um ministério do governo, o povo continua a viver na incerteza, a corrupção e o nepotismo invadem a estrutura política deste governo, quando é assim, é difícil atrair o investimento internacional.
Timor-leste é um país pequeno e frágil, o governo tem que ser capaz de produzir, administrar e capitalizar os recursos internos que apoiem o seu desempenho como motor do país. Neste aspecto, o papel do governo é fundamental, o governo deve governar bem em busca de um desenvolvimento sustentável e durável que favoreça o povo timorense.
É urgente consolidar a democracia no país, se quisermos construir um Timor-leste melhor. O governo deve cumprir as regras constitucionais, cooperar com os outros órgãos de soberania, reforçando e melhorando o sector de segurança, garantir a estabilidade política económica e boa gestão das finanças públicas.
Eu creio que o país tem todas as condições necessárias ao crescimento económico e ao desenvolvimento, agora resta-nos seguir o princípio da democracia. Se assim for, a boa governação é a chave para atrair o investimento internacional.

Por: António Guterres

terça-feira, 9 de setembro de 2008

A LÍNGUA PORTUGUESA E A TENDÊNCIA DE SER CADA VEZ MAIS ESQUECIDA

Os membros do FAFC voltaram a reunir-se no dia 30 de Agosto de 2008 para mais um debate desta vez intitulado “a língua portuguesa cada vez mais esquecida”. Nesta reunião os membros desafiados como estudantes académicos tentaram responder aos seus alcances dando soluções aos Sinais relacionados com o tema. A discussão foi dividida em três partes: a importância da língua portuguesa na sociedade timorense; o fracasso dos sinais; e as críticas e soluções propostas pelos membros.

1) A importância da Língua Portuguesa

A língua portuguesa deixou as suas marcas na cultura e na identidade timorenses há quase 500 anos atrás com a sua primeira implementação através do ensino muito limitado pelos missionários dominicanos. Esta tarefa foi paralisada pelas sucessivas invasões de outras forças estrangeiras bem como holandesas, japonesas, etc. Entretanto depois da II guerra mundial (1945) esta actividade foi retomada; e depois no período da ocupação indonésia era outra vez proibida quase em todas as escolas em solo timorense. Mas ela não deixou de ser a preferência do povo timorense, ou seja, a maior razão com que a língua portuguesa escolhida pelo parlamento nacional do primeiro governo constitucional, como uma das línguas oficiais de Timor-leste foi sem dúvida por razões históricas. Essa escolha baseia-se não só apenas em uma decisão politica vaga sem reflectir as realidades existentes na cultura e na identidade timorenses – em Tétum e outros dialectos. Ao contrário a essa escolha que parece uma coisa de improviso, entretanto tem uma determinada repercussão plausível sobre a forma como enriquecer a cultura e a identidade do povo timorense.

O facto de ainda não ter havido um movimento, ou uma manifestação de grande escala contra a decisão mostra que a esmagadora maioria timorense a aceita mesmo que o mesmo número não consiga expressar nessa mesma língua. Os mais velhos que, mesmo não saibam escrever nem ler, aceita esta decisão de forma exuberante e com os sorrisos nos lábios. Eles não se preocupam se sabem falar ou não. O que eles preocupam é que para que os seus filhos (as) e netos (as) não se impeçam de aprender melhor essa língua de grande importância. É importante porque com ela que os nossos antepassados utilizavam como termos eruditos nos seus Tétum e outros dialectos ainda bem vivos; que os guerrilheiros transmitiam as estratégias de guerrilha entre si contra o inimigo; que os cânticos da igreja foram e são compostas; que os timorenses diásporas e os povos irmãos dos CPLP fizeram negociações, transmitindo os nossos sofrimentos e a nossa dor ao mundo. Foi por isso que até os nossos Tétum e dialectos cheios de termos da língua de Camões. Isto não significa, portanto, só falarmos sobre a importância de uma língua com outra, mas estamos precisamente a falar sobre a cultura e a identidade timorenses através da influência fortemente linguística e não só dos laços históricos entre colonizado e colonizador. Foi assim também que aconteceu a muitos povos e nações no mundo – aos povos das línguas românicas e das germânicas colonizados pelos romanos e vikings por exemplo.

2) Os Sinais do Fracasso da Língua Portuguesa de Ser Esquecida

No segundo ponto identificar-se-ão os sinais que actualmente fazem enfraquecer o uso da língua portuguesa na sociedade. Neste ponto do debate os membros mostraram as suas preocupações através dos sinais do fracasso, achando que, se não tomarmos medidas adequadas, essa língua tornaria menos importante na sociedade timorense. Os sinais do fracasso identificados, entre outros, são: a não continuação, ou seja um número muito limitado do envio dos estudantes timorenses para Portugal e outros países dos CPLP; não há uma manobra de esforço para recrutar os estudantes licenciados em todas as áreas em Portugal; não há uma política clara entre o governo timorense e o governo português sobre a expansão da língua portuguesa principalmente no território timorense; o domínio da língua inglesa como uma língua dominadora que parece ganhar muito mais espaço.

3) Propostas, Críticas e Soluções

O que propomos é que o governo deve encontrar razões com que este considere importante e procurar meios para que a continuação da língua portuguesa seja estimulada e aprendida pelas todas camadas da sociedade timorense, principalmente as mais jovens. Porque isto trata-se de preparação sólida da futura geração com o conhecimento mais profundo da língua face à globalização. Se o governo não concorde com essa ideia deve encontrar razões claras para outras alternativas que o mesmo considere plausíveis e recebidas pelo povo timorense.

O que achamos incorrecto é que não podemos ficar tão dependentes como tão-somente do dinheiro do petróleo, e só esperar os outros a fazer por nós. Somos nós que temos que decidir o que é que é mais importante para o bem do povo e da nação, não por alheios; não se faça que as nossas gerações habituadas e dependentes àquilo que os outros façam e pensem por nós; não podemos ficar tão contente porque os outros vão construir por nós centros de línguas como fazem nas outras partes do mundo sem reflectir as razões culturais e históricas enraizadas em todos os aspectos na sociedade timorense. Mas não estamos contra a decisão de construir centros de outras línguas em Timor, porque, de facto, todos nós queremos que se criem condições para que as camadas mais jovens aprendam muitas línguas ao máximo possível. Isto, no entanto, não é o nosso debate. Estamos a discutir a escolha de uma ou mais línguas intimamente ligadas à cultura e à identidade próprias timorenses – Tétum e outros dialectos desde sempre cujos termos eruditos são da língua de Camões. Mas isto também não quer dizer que ignoremos as outras línguas internacionais bem como inglês, francês, alemão, chinês, etc. Porque se a geração futura conseguir dominar todas essas línguas, isto significa um recurso humano inigualável; porque realmente precisamos desses tipos de recursos e não só para fazer negociações com o resto do mundo; e porque a nossa sobrevivência depende da nossa capacidade de fazer negociações no mundo de globalização. O que está em causa, como já tem dito, é a nossa escolha, a nossa cultura e os nossos hábitos. Se já escolhemos português porquê é o governo não envia mais estudantes a Portugal, ao Brasil e aos PALOP que estão sempre as mãos abertas para nos ajudar? Ou porquê é que não contrata mais professores desses países para lá? E porquê é que não consegue criar condições adequadas que possam reforçar instituições escolares existentes e outras que contribuem para aprofundamento da língua às camadas mais jovens?

As verdadeiras soluções encontrar-se-ão nas respostas pelo governo às perguntas acima referidas que parecem tão simples, ou será que o governo não dê nenhuma importância a esta decisão tão importante da esmagadora maioria timorense? Todos nós como cidadão do estado de direito, temos direito de saber quais são as suas razões.


Coimbra, 30 de Agosto de 2008

Fórum Académico da Fretilin em Coimbra (FAFC)

domingo, 7 de setembro de 2008

Austrália praticou «extorsão» no Mar de Timor



As negociações e a partilha de recursos impostos pela Austrália a Timor-Leste foram equivalentes a extorsão e intimidação, acusa um autor australiano no seu último livro sobre as negociações do Tratado do Mar de Timor.Penso que houve muita intimidação» por parte da Austrália durante as negociações sobre a partilha de recursos do Mar de Timor, afirmou o autor Paul Cleary à rádio australiana ABC.Paul Cleary, um ex-jornalista do Sydney Morning Herald que viria a ser nomeado pelo Banco Mundial para conselheiro do primeiro-ministro timorense, lançou esta semana o livro «Shakedown», um termo de gíria para extorsão.Na entrevista à ABC, Cleary acusa o chefe da diplomacia australiano, Alexander Downer, de lançar à mesa de negociações que a Austrália «é um país rico e pode adiar esta questão por 30, 40 ou 50 anos.Downer, segundo Paul Cleary, chegou a ameaçar «cortar mesmo a Timor-Leste os recursos económicos vitais para interromper o desenvolvimento do Mar de Timor, a menos que Timor-Leste assinasse a partilha de 80 por cento dos seus direitos no maior campo petrolífero da área.Paul Cleary refere-se ao campo Greater Sunrise, o centro da maior discórdia entre Díli e Camberra, cujo acordo de partilha de receitas foi ratificado apenas este ano pelos parlamentos dos dois países.«Vocês entregam os direitos deste campo às 17:00 do dia 28 de Outubro e nós damo-vos três biliões de dólares e mais nada«, propôs a delegação australiano aos timorenses, recordou Paul Cleary na entrevista à ABC.«Entretanto, a Austrália já estava a explorar os recursos, o que é contra o direito internacional», declarou o autor australiano.«Penso que havia do lado timorense a vontade de adiar a decisão mas o país necessitava de começar a receber os recursos e por isso o Tratado do Mar de Timor começou a ser negociado em 2000 e foi assinado em 2002«, explicou o autor na entrevista.Paul Cleary lembra em »Shakedown« que o principal negociador de Camberra no Tratado do Mar de Timor, Doug Chester, »impôs basicamente um ultimato a Timor-Leste«, como acusou na altura o então chefe da diplomacia timorense, José Ramos-Horta.«O senhor Doug Chester disse-nos simplesmente: 'é pegar ou largar'», declarou na ronda negocial o actual Presidente da República timorense. «Claro que nós não podemos aceitar ultimatos, não podemos aceitar chantagem, somos pobres mas temos um sentido de honra e de dignidade dos nossos direitos».Para Paul Cleary, os 50 por cento das receitas do Greater Sunrise conseguidos por Timor-Leste «é provavelmente o mínimo aceitável para os timorenses e o máximo que a Austrália estava disposta a entregar».Sobre a crise em que o país mergulhou em 2006, Paul Cleary considerou na entrevista à ABC que «o problema é que os timorenses não fizeram um trabalho muito bom a gastar o dinheiro. E esta tem sido a verdadeira fraqueza no actual Governo».«A economia de Timor-Leste recuou de repente quatro anos em termos de rendimento per capita «, acrescentou o autor australiano.«Shakedown - Australia's Grab for Timor Oil» foi lançado pela Allen & Unwin. «Descrição: a história apaixonante de como a Austrália tentou conseguir à força que Timor-Leste abrisse mão dos seus direitos aos lucrativos recursos de petróleo e gás natural do Mar de Timor e das pessoas, tanto heróis como vilões, que disputaram o jogo pelo futuro de uma nação.

O Primeiro-Ministro Australiano, Kevin Rudd, rejeitou o pedido de Xanana Gusmão


O Primeiro-Ministro Australiano, Kevin Rudd, rejeitou o pedido de Xanana Gusmão Recentemente, o primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, rejeitou a criação de um programa de trabalho temporário que havia sido solicitado pelo premiê timorense, Xanana Gusmão.O governo timorense esperava ter assinado um acordo com a Austrália durante a visita oficial de Xanana Gusmão ao país, na semana passada. O anúncio da recusa australiana foi feito por Kevin Rudd após o encontro com o premiê - decisão que Austin considera, “no mínimo, mal informada”.O programa-piloto, apresentado há três semanas ao governo australiano, pretendia responder a "uma escassez sem precedentes de mão-de-obra" no noroeste e norte da Austrália, em províncias com um crescimento económico acelerado, explicou Kevin Austin à Lusa. A ideia era suprir a falta de trabalhadores para atividades como horticultura, turismo, saúde, reflorestamento, aquicultura e infra-estrura.O programa-piloto, apresentado há três semanas ao governo australiano, pretendia responder a "uma escassez sem precedentes de mão-de-obra" no noroeste e norte da Austrália, em províncias com um crescimento económico acelerado, explicou Kevin Austin à Lusa. A ideia era suprir a falta de trabalhadores para atividades como horticultura, turismo, saúde, reflorestamento, aquicultura e infra-estrura.Do lado timorense, o projeto seria uma oportunidade de emprego e formação profissional, desenvolvimento de capacidade industrial e redução da pobreza."Além da diplomacia, sei que o primeiro-ministro Xanana Gusmão, os ministros, o presidente [timorense, José Ramos-Horta], os parceiros da Austrália Ocidental, do Território do Norte e do Estado de Victória, e os governos locais e comunidades de acolhimento estão chocados e desiludidos" com a recusa de Rudd, afirmou Kevin Austin em comunicado divulgado em Dili nesta quinta.Kevin Austin, que desde 1999 desempenhou várias funções no Timor Leste, representa atualmente a organização sem fins lucrativos Human Securities International (HSI).Segundo o assessor, no início de 2008, a HSI colaborou com o governo timorense na identificação de "soluções práticas" para garantir a melhoria da segurança e ajudar a desenvolver "um país frágil, com uma 'bolha' de juventude em crescimento, desempregada e pobre".Na última década, vários conflitos graves no Timor Leste foram provocados ou agravados pela existência dessa população "frustrada", "com uma paleta muito grande de inseguranças do ponto de vista humano que abrem a porta à manipulação por grupos políticos e criminosos", declarou Kevin Austin.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

OMPT – ORGANIZAÇÃO POPULAR DAS MULHERES TIMORENSES


A Organização Popular das Mulheres Timorenses solicitou ontem aos Parlamentares para acelerarem a lei do aborto, para salvar a vida das mulheres e para impedir a criminalização do aborto que é praticada no país.

A exigência foi feita por mulheres representantes de todos os 13 distritos durante o seminário de um dia para comemorar o 33o aniversário da organização da mulher.

A Secretária-Geral da OMPT, Melita Alves, disse que a criminalização do aborto no país afecta seriamente a saúde e a vida das mulheres, por, na realidade, não existir nenhum quadro legal para tal acto.A OMPT, como organização das mulheres da Fretilin, foi criada em 1975 para lutar pela emancipação das mulheres timorenses.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

REVELACAO DA MORTE DE ALFREDO: OS TERCEIROS, QUEM SAO?

Investiguem Hercules e o MUNJ e chegarão ao Xanana Gusmao!!!
O Major Alfredo Reinado encontrou-se em contacto com frequencia com gangstar Hercules na vespera da sua visita, um dos Gangs mais influentes e mais rico na Indonesia, em Timor-Leste.Porem, o major falecido nao sabia que o proprio Hercules e XG ja tinha feito um plano para elimina-lo.
O "rogue force" que atirou o RH era o homen montado pelo XG e Hercules. Eram 8 elementos provenientes de Jacarta com autorizacao dada por XG,apoiados logistica e financeiramente pelo Hercules.O plano era seguinte uma bala para eliminar dois alvos considerados obstaculos para governacao da AMP; Ramos Horta e o Major. Utilizando elementos treinados em Jacarta, vieram para Timor com uma missao de top secret. Eram eis elementos de Kopassus do eis General Prabowo. Sairam de Kopassus e juntaram-se ao rede mafioso de Hercules. Entre eles 3 sao timorenses eis Kopassus com um era oficial de patente Capitao naquelas forcas especiais Indonesias e os restos sao indonesios. Subordinados ao Hercules e cumpriram ordem de XG.
O plano foi tracado pelo circulo de XG. Alfredo foi apanhado no lugar errado e no momento errado. Os homens do MUNJ conspiraram com XG para convidar Alfredo ao chamado encontro com o presidente que nao existiu. Alfredo e seus homens foram traidos pelo MUNJ e ALVEJADOs por um SNIPER, e a seguir os dois (Alfredo e Leopoldinho) foram capturados pelo guarda presidencial que depois os mataram. Porem o coitadito guarda presidencial pensava que foi ele que os tinha alvejado, por isso matou o major e o seu elemento Leopoldinho sem hesitacao com tiro a queima-roupa.Os 4 elementos de Hercules tomaram as suas posicoes na monte de Bidau Santana como SNIPERS. Eles sao os terceiros nesta dramatica eleminicao de Alfredo e tentativa de assasinato do presidente Ramos Horta. Foram os outros 4 que simularam o drama de assalto ao seu patrao Xanana. Tendo sabido que o Ramos Horta afinal ainda estava vivo, seguiram com plano B de simulacao do ataque ao seu BIG BOSS para se livrar e salvar XANANA GUSMAO da culpa de morte do Major e tentativa de assasinato de Ramos Horta.Os misteriosos terceiros (sao exactamente 8 pessoas) sao homens de Hercules que trabalham para XG e o seu governo da AMP. Foi uma missao de TOP SECRET.
Nao acreditam? entao investiguem o Hercules e o MUNJ e chegarao de certeza ao Xanana Gusmao. Ainda lembram da historia de mortes de David Alex, Rodak, Sabalae e os outros elementos considerados radicais por XG? a mesma cena que agora esta acontecendo. O assasinio de sangue fria esta na accao.
Chama-se XG!
Sumber dari JakartaFonte de Jacarta

Informação:



Aos membros do FAFC e à todos estudantes timorenses que querem participar na maior festa de sempre organizada pelo Partido Comunista Português (PCP), por favor contacte a Direcção de FAFC, Tlv; 963259077 ou 961682664

FESTA DO AVANTE

A música, o teatro, a ciência, os livros, as exposições e os debates políticos fazem parte do programa "para vários tipos de público" da 32ª edição da Festa do Avante! Que abrirá com uma gala de ópera. O evento decorre entre 5 e 7 de Setembro, na Quinta da Atalaia, no Seixal, com as comunicações políticas de abertura e encerramento a cargo do secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa.

O "Espaço Internacional" da Festa do Avante! vai ser constituído por 'stands' de partidos de vários países do mundo, entre os quais o Partido Comunista Alemão, Chinês, Colombiano, Cubano, o MPLA, de Angola, a Frelimo, de Moçambique e a FRETILIN de Timor-leste. A festa terá ainda um espaço de ciência, de tecnologias de informação e internet, um programa polidesportivo e vários espaços de artesanato e animação.·Os bilhetes para a Festa do Avante! permitem a entrada nos três dias e estão disponíveis em vários pontos de venda por todo o país, custando 18,5 euros em venda antecipada e 27 euros a partir do primeiro dia do evento.
FAFC

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Angola e Timor-Leste entre os produtores petrolíferos com menos tempo para diversificar economia

Quarta-feira, 20 de Agosto de 2008

Londres, Reino Unido, 18 agosto 2008 - Angola e Timor-Leste estão entre os países produtores de petróleo que menos tempo terão para diversificar as suas economias e fontes de receitas, hoje dependentes do sector petrolífero, à medida que a sua produção vai declinando.Angola deverá atingir em 2010 o "pico" de produção petrolífera - dois milhões de barris diários - e entrará então num período de transição, de acordo com as projecções de John V. Mitchell e Paul Stevens no estudo "Acabando com a Dependência:
As Difíceis Escolhas dos Estados Exportadores de Petróleo", recentemente publicado pelo Instituto Britânico de Relações Internacionais (Chatham House).
Este período de transição, adiantam, poderá durar no máximo sete anos, no caso de descoberta de novas e significativas reservas petrolíferas e no mínimo dois.No estudo que envolveu um total de 12 países na Europa, África, Médio Oriente e Ásia, Angola é colocado no grupo dos "Prematuramente Dependentes", juntamente com Timor-Leste, Azerbeijão e Cazaquistão.
"Estes quatro países são relativamente novatos no que diz respeito à riqueza petrolífera em grande escala. Contudo, a sua janela de oportunidade para resolver o problema da diversificação (...) é curto, partindo do princípio que o aumento das reservas será limitado”, referem os autores.
Para Mitchell e Stevens, estes países “enfrentam barreiras consideráveis à diversificação” e “até agora há poucos sinais de início de um processo bem-sucedido [de diversificação]”.
“Todos sofrem de uma falta de infra-estruturas, acompanhada por problemas de ineficiência nos gastos e uma falta generalizada de capacidade administrativa governamental", afirmam.
Em Timor-Leste, adiantam, o peso do sector petrolífero é avassalador, representando 95 por cento das receitas do governo, 73 por cento do PIB e quase todas as exportações.
"Estima-se que quando o campo Greater Sunshine entrar em produção, em 2010, o sector passe a representar 89 por cento do PIB e 94 por cento das receitas do governo. O resto da economia é essencialmente de subsistência", refere o estudo.
Também a economia angolana se apresenta "muito dependente" do petróleo, respondendo por 58 por cento do PIB, 81 por cento das receitas do Estado e 96 por cento das exportações, segundo das projecções apresentadas no estudo da Chatham House.Entre 2001 e 2005, as receitas petrolíferas contribuíram pouco para a base produtiva da economia e antes sustentaram uma "distribuição de rendimentos altamente enviesada".
"Angola enfrenta não só um desafio de desenvolvimento, mas uma tarefa de reconstrução. A guerra civil destruiu infra-estruturas, deixando grande parte do país - rico noutros recursos naturais - sem energia, comunicações, escolas, hospitais e segurança pública", afirmam os autores.A economia não-petrolífera é actualmente dominada pela agricultura, que ainda assim viu a área cultivada do país recuar 40 por cento entre 1975 e 2003.
As reservas petrolíferas angolanas, estimadas pelos autores a partir de diversas fontes estatísticas, são de 544 barris "per capita", das mais baixas dos países incluídos no estudo, onde se destacam as kuwaitianas (mais de 39 mil barris).
Juntamente com o Kuwait, Angola é o país mais dependente das receitas petrolíferas para financiar o défice fiscal e corrente, situando-se no extremo oposto dos países menos dependentes como a Noruega, Indonésia, Malásia e Cazaquistão.
O estudo divide os 12 países em três outros grupos: "quase sustentáveis", "brevemente em transição" e "opções de esgotamento a longo prazo".
Também um recuo do preço do petróleo, do nível actual acima dos 100 dólares por barril para a casa dos 60 dólares, poderá obrigar países como Angola a "grandes ajustamentos", segundo o estudo. Entre as soluções sugeridas está a desaceleração do consumo interno de energia, realização de investimentos e expansão das reservas, através da exploração e novas tecnologias."Dependendo dos países, um acrescento às reservas (...) prolongaria o ponto alto da produção e, portanto, as exportações, entre dois e sete anos”, referem os autores.Contudo, salientam, até 2025 países como “Angola, Argélia, Irão e Malásia teriam ainda de melhorar a balança fiscal dos seus sectores não-petrolíferos em 10 por cento ou mais", adianta o estudo.Quanto aos investimentos no estrangeiro, nomeadamente através de fundos soberanos, "são uma protecção estratégica essencial para os países exportadores contra as incertezas futuras do preço do petróleo, reservas e, acima de tudo, a incerteza das suas economias não-petrolíferas para se adaptarem à redução das receitas", refere.Para os autores, está sobretudo em causa a velocidade que os países dependentes das receitas petrolíferas conseguirem imprimir ao seu processo de diversificação."O tempo, e não o petróleo, está a acabar. Vários países - os incluídos nos grupos `brevemente em transição´ e `prematuramente dependentes´
- necessitam urgentemente de acelerar o progresso fora do sector petrolífero para sobreviverem a uma eventual quebra de receitas petrolíferas e de divisas",
afirmam. (macauhub)