Frente Revolucionária de Timor Leste Independente

DIRECÇÃO FAFC

Coordenador – Geral

Eng. Samuel Freitas

Vice CoordenadorGeral

Alexnadre Pinto

Contactos:

Samuel Freitas (00351-913892252)

e-mail : faf-coimbra@hotmail.com

Residência Universitária de Santiago, bl. 4, 3810-193, Aveiro, Portugal.


sábado, 28 de fevereiro de 2009

UM PRESIDENTE EM BUSCA DE UM PAPEL

Timor-leste caminha “rumo ao desenvolvimento e à estabilidade”, diz Ramos Horta (Presidente de Timor-leste).

Por: António Guterres

É muito bom ouvir o nosso Presidente falar do desenvolvimento e da estabilidade, até compreendo que esta afirmação é mais diplomática do que a análise da real situação em que o país se encontra. Com toda a sinceridade, digo que o nosso regime político não contribui em nada para o desenvolvimento e a estabilidade, como afirma o Dr. Ramos Horta.

Tenho um especial respeito pelo Dr. Ramos Horta. Foi fundamental na diplomacia externa, em busca de apoios internacionais para a luta de libertação. Nunca me esqueço disso. Como Presidente da República, creio que o Dr. Ramos Horta ainda está à procura de um papel.

Entendo que o Chefe de Estado quer reforçar a capacidade institucional e a política do governo, mas, pelo que tem vindo a demonstrar, julgo que está longe de ser um bom Presidente para o país.

Os problemas de Timor-leste são muitos, mas parecem esquecidos pelo nosso Presidente. Faço questão de lembrar apenas algumas verdades: a taxa de mortalidade infantil é apenas superada a nível mundial pelo Afeganistão; cada timorense vive com menos de 60 cêntimos de euro por dia. Destes, metade são crianças. Mas há mais: o nepotismo e a corrupção são, infelizmente, duas realidades que caracterizam este governo. A política interfere na justiça a seu bel-prazer e dá-se ao luxo de despedir juízes que não vão ao encontro das vontades dos actores políticos. O governo mostra-se incapaz de atrair investimento estrangeiro, o que contribui para agravar o grande problema do desemprego, a pobreza invade de uma forma generalizada a sociedade timorense. Á semelhança de outros países, a injustiça e a impunidade são valores seguros em Timor-Leste. E, em face de todo este cenário desesperante, o governo decide aumentar as remunerações dos respectivos ministros e deputados.


Após a restauração da independência de Timor-leste, o povo esperava um futuro mais risonho para as suas vidas. Mas a evolução não foi a que todos desejavam. Em face da situação actual, é preciso discutir ideias, avaliar problemas, apresentar propostas. E é igualmente necessário que o Chefe de Estado, com todas as responsabilidades que lhe são inerentes, diga a verdade ao povo e não caia na tentação das análises simplistas.

É preciso que o Estado promova a justiça, a igualdade de oportunidades e a coesão social.

Ora, uma sociedade mais justa e com coesão social deve basear-se num sentido de iniciativa e responsabilidade das pessoas e organizações numa sociedade civil participativa. Apostar na formação de capital humano é prioritária. Mas não basta. É igualmente urgente reforçar os meios de apoio do capital social. Neste sentido, a pobreza e exclusão são inaceitáveis e torna-se necessário o fomento de políticas activas que evitem a extensão desses problemas e que permitam a sua irradiação no futuro.

Até ao momento, eu continuo a assistir a um Presidente que fala muito e diz pouco. Cada vez que fala, diz tudo errado.

A evolução tecnológica faz com que o mundo seja cada vez mais pequeno. O mundo está de olho em Timor-leste, Dr. Ramos Horta. Por isso, as declarações de um Chefe de Estado devem ser pensadas e ditas com base na realidade. Senão, todas as aspirações do Senhor Presidente não passam apenas de uma utopia.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

A PRIMEIRA REUNIÃO DA NOVA DIRECÇÃO DO F.A.F.C

A nova Direcção do Fórum Académico da Fretilin em Coimbra (F.A.F.C) realizou hoje a sua primeira reunião depois de um período de pausa por motivo de estudos.

O encontro foi conduzido pelo próprio Coordenador-geral (António Monteiro), que contou ainda com a participação dos restantes membros da nova Direcção.

Neste encontro, esteve em discussão várias propostas para o mandato da nova Direcção, entre as quais:

1. Definição do calendário das actividades

2. Revisão do regulamento sobre a quota e a estrutura do Fórum

3. Local de reuniões

4. Indicação da pessoa para dirigir as reuniões

5. Outros (relacionados com os sinais da actualidade que se encontram em Timor-leste)

Estes são as propostas que foram apresentadas hoje pela Direcção e que serão discutidas com os membros do F.A.F.C no próximo dia 07 de Março de 2009.

Para mais informações contacte Hélio Guterres: 967463272



FRETILIN - Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente

**Media release - Dili, Quarta-Feira, Fevereiro, 2009

O Tribunal de Recurso chumba a decisão com motivos políticos de remover Juiz

O Tribunal de Recurso de Timor-Leste criticou fortemente o Conselho Superior de Magistratura Judicial, apontado pelo Governo de Xanana, pela decisão de não renovar o contrato de um juiz que deu um parecer desfavorável a elementos chaves do Orçamento Geral do Estado para 2009.

O Tribunal de Recurso confirmou um recurso interposto, pelo Juiz Ivo Rosa, um Português, onde este contesta que, a decisão do Conselho Superior Judicial, em não renovar o seu contrato de serviços em Timor-Leste é ilegal e inconstitucional.

O CSJ vigia o funcionamento e a composição da magistratura.O Tribunal de Recurso disse que a decisão do CSJ contra o Juiz Ivo Rosa foi “ manifestamente arbitrária e contraria a lei”, parecendo “ motivada por razões políticas” e deixa os juízes internacionais “ vulneráveis a pressões e perseguições”.

A decisão do CJC “viola os princípios de inamovibilidade dos juízes” consagrado na lei e na Constituição e “ não tem qualquer fundamento”, disse o Tribunal de Recurso.

O Juiz Rosa foi um dos três juízes estrangeiros recrutado pelas Nações Unidas para trabalhar lado a lado com sete juízes Timorenses, em Timor-Leste.

O CSJ decidiu não renovar o contrato de Ivo Rosa pouco tempo depois de este e mais outros membros do Tribunal d Recurso declararem em unanimidade, em 13 de Novembro do ano passado que:

a) A criação pelo Governo do chamado Fundo de Estabilização Económico foi inconstitucional e foi equivalente a criação de um “ fundo secreto”, o qual é expressamente proibido pela Constituição”.

b) As tentativas feitas pelo Parlamento para transferir mais do que US$396 milhões do Fundo Nacional do Petróleo foram ilegais e vai contra os aspectos fulcrais da lei que preconiza o uso sustentável das receitas provindas do petróleo.

O Primeiro-Ministro Gusmão e o Presidente do Parlamento Nacional, Fernando “ Lasama” de Araújo criticaram publicamente o julgamento, em particular os juízes estrangeiros. Nos dias seguintes a decisão do tribunal, relativamente ao orçamento, o Sr. Araújo foi entrevistado pela televisão estatal, propriedade do Governo, este disse na entrevista “ está na hora do Governo pôr o Tribunal de Recurso, na linha”.

O líder parlamentar da FRETILIN, Francisco Branco disse que, a decisão de não renovar o contrato ao Juiz Rosa, foi iniciada no CSJ pelo lider interino, Dionísio Babo Soares, com o suporte do membro substituto do SCJ Cirilio Cristóvão.

Branco disse “o Sr. Soares é Secretário-geral do partido de Xanana Gusmão, CNRT, e foi director de campanha da CNRT nas ultimas eleições, o Sr. Cirilio Cristóvão é um conselheiro do gabinete do PM.“ O Sr. Gusmão empilhou o SCJ com políticos e conselheiros de sua confiança e estes confirmaram a aposta de Gusmão neles e eficazmente removeram um juiz que teve a temeridade de decidir contra o Governo”.

O Tribunal de Recurso afirmou que Cirilio Cristóvão não deveria ter tomado parte na reunião do SCJ, onde decidiram remover o Juiz Rosa, porque a pessoa que ele podia substituir, estava lá presente. O Tribunal de Recurso disse que “A participação errónea por parte de Cirilio Cristóvão, na decisão do CSJ em não renovar o contrato do apelante é um acto nulo sem efeito ou valor”.

Francisco Branco disse “ O Tribunal de Recurso emitiu uma acusação de condenação ao SCJ e o Parlamento tem agora que examinar o seu papel negative em relação ao Juiz Rosa”.“ A decisão do Tribunal de Recurso é um passo positivo na tentativa de restabelecer os princípios de independência judicial e os princípios da lei, que estão, sobre ataque no nosso país,”disse Branco.

Contudo, há informação de que o Governo está a planear remover o Presidente do Tribunal de Recurso, Juiz Cláudio Ximenes, que se encontra em Portugal a recuperar de uma doença, e substitui-lo por um juiz mais maleável e submisso.“ Esta manobra seria intolerável e danificaria a credibilidade do nosso sistema judicial, trazendo consequências irreparáveis a este.”Branco disse que os três Juízes do Tribunal de Recurso que confirmaram o recurso do Juiz Rosa eram todos Timorenses.“A nacionalidade dos juízes não deveria ter qualquer importância, mas nós apontamo-la porque o Governo de Gusmão já tentou desacreditar Juízes estrangeiros quando a decisão vai contra ele ” disse Branco.

*Título TLN - **Tradução livre TLN

Para mais informação contacte José Teixeira + 670 728 7080

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

KOMUNIKADO IMPRENSA HUSI FRETILIN

Governu loke dalan ba KKN; subar hahalok iha akordu "konfidensial" oioin.


FRETILIN: Nee la transparenti, illegal no impede parlamentu bele fiskalisa.


FRETILIN, no deputadu husi bankada seluk iha Uma Fukun Parlamentu Nasional, orseik locraic hakfodak bainhira de-facto Vice Primeiru Ministru, Jose Luis Guterres hatan ba deputadus sira nia perguntas kona ba governu la iha vontade politika atu halau ukun ho transparensia no loke dalan ba KKN tanba la fo sai kontratu oioinneebe deputadus sira husu, ho razaun katak tanba nee konfidensialentre governu no empresariu sira tuir kontratu nia artigus.


Vice PM hatan katak governu labela tanba "ita hotu hatene iha kontratu neebe iha artigu ida neebe dehan katak akordu neeba konfidensial", no tanba nee mak governu labele fo sai ba deputadus ka ema seluk.


Vice Xefe bankada FRETILIN nian, Deputadu Francisco Branco dehan katak, "Ida nee hatudu momos katak ita bele harii komissaun antikorrupsaun, maibe proposta Lei Anti Korrupsaun neebe dadaun iha Kommissaun A no C parlamentu nian, nakonu mos ho artigus'konfidensialidade' neebe sei impede komissaun anti korrupsaun nia servisu no liliu impede parlamentu bele fiskaliza komissaun antikorrupsaun nia servisu". Nee hatudu seriedade no vontade neebe governu de facto ida nee iha ba transparensia no efetividade hasoru KKN.


Se governu bele subar dokumentus husi parlamentu neebe orgaun soberania neebe tuir konstituisaun aas liu fiskaliza servisu governu nian, entaun oinsa kommissaun bele hetan assessu ba dokumentus hirak nee?" Branco husu."Uluk deputadus husi bankada FRETILIN, no bankada opozisaun de facto seluk husu dalan barak, halo rekerimentu iha hakerek, husu iha diskusaun plenaria, maibe de facto PM nem hatan. Nia tilun hanesan diuk fali, hanesa la rona ami nia pedidus. Halo fali hanesan la rona.


Iha tempu neeba ami hanoin deit tanba arrogansia karik, maibe agora ami compreende tanba sa mak de facto PM la hatan. Tanba hanesan defacto Vice PM dehan: sira subar iha 'konfidensialidade' nia kotuk.


Halo buat barak neebe tuir los ita hotu nudar Povo iha direitu atu hatene, maibe labele tanba konfidensial entre sira deit. Buat neebe ami iha parlamentu nudar Povo nia representante iha direitu atu hetan atu bele halau ami knaar nudar fiskalizador ba governo nia governasaun ami la iha direitu, no sira deit mak bele hatene" dehan Branco.


Branco tatoli dokumentus importante ba parlamentu halau sira nia knaar hirak neebe sira husu maibe to'o agora governu la hatan:

1. Dokumentu sosa Prado neebe sai fali Pajero, neebe to'o agora ofisialmente nem meza parlamentu nem governu hatan;

2. Kontratus assessores barak sira nian neebe bankada FRETILIN husu iha rekerimentu ofisial husi governu;

3. Dokumentus kontratu sosa sentral oleo pesadu nian ho Kompania China Nuclear Company neebe bankada balun ezigi ona atu bele fiskaliza se halau tuir lei ka lae;

4. Dokumentus kontratu sosa ro ahi nian, neebe halo sem tender, hili kompania ida deit;

5. Dokumentus kona ba kontratu sosa fos husi liur montante $48milloens, neebe Ministru de facto Gil Alves assina iha Novembru 2008, no neebe FRETILIN suspeita viola akordaun tribunal nian tanba hasai husi fundu estabilizasaun ekonomiku neebe tribunal deklara incosntitusional;

6. Akordu hirak neebe assina ho kompania oioin (ami nem hatene kompania se mak tama iha laran tanba governu subar didiak) kona ba gas husi kampu Greater Sunrise, liliu ida kona ba direitu neebe governu dehan fo ba kompania Sul Korea nian atu faan gas husi Greater Sunrise,tanba sira kontribui ba halo estudu dada kadoras mai rai Timor."Agora mak ami hatene katak dokumentus hirak nee 'konfidensial' entre governu no empresariu sira. Nee sira nia negosiu.


Povo, no deputadus neebe povo nia representantes, la iha direitu atu hetan dokumentus hirak nee tanba 'konfidensial', tanba sira deit mak bele hatene. Povo la iha direitu atu halo fiskalizasaun ba hahalok governu nian kona ba buat barak hirak neebe iha impaktu makas ba Povo no nasaun nia futuru.


Nee mak realidade. Nee mak pratica governasaun sira nian. Lalika mai koalia ona kona ba luta hasoru KKN. Hahalok hirak nee, subar iha'konfidensialidade' mak fo tulun ba KKN, taka dalan ba ita bele deskobre KKN iha neebe iha ita nia rain, taka metin iha nakukun hahalok KKN, tanba taka dalan ba governasaun neebe transparenti,"Branco hatutan.


Branco husu mos, tansa mak kontratu importante hanesan mina rai ihaTasi Timor, Bayu-Undan, Greater Sunrise, Tratadu Tasi Timor, Tratadu Sunrise, esplorasaun iha Tasi Timor hotu tuir lei Mina Rai tenki fosai ba publiku? La iha konfidensialidade. Uluk governu tau iha internet hotu. Tansa mak ida nee bele fo sai no sosa fos ka ro ahi ka geradores labele?"


FRETILIN hetan ona porvas katak kompania balun neebe hetan benefisiu husi kontratus millioens ba millions la iha kapasidade atu halau kontratu neebe sira hetan.


Ami hatene mos katak, kontratu sosa fos mos ita seidauk bele analisa didiak se kontratu nee hetan benefisiu folin no kualidade diak ka lae, tanba 'konfidensial'. Bele hatene lolos se lao husi prosesu tender ka lae? Bele hatene se se deit mak tama nudar 'empresariu'? Se se nia feen ka lain deit mak tama iha laran? Tanba nee mak tenki subar ho konfidensialidade karik?"


Ba ami 'konfidensialidade' hirak neebe hatama iha akordu entre governu no empresarius, nee illegal no incosntitusional. FRETILIN sei buka dalan juridico oioin atu loke buat hirak neebe subar, hasai husi nakukun, hodi lori ba naroman," Branco taka.


BA INFORMASAUN TAN, BELE DERE BA DEPUTADU FRANCISCO BRANCO IHA 723 7124.

sábado, 14 de fevereiro de 2009


RR11-02-2009 9:43

O sistema de justiça timorense não é independente e só tem vindo a piorar, diz Ivo Rosa, o português mais polémico de Timor-Leste.

Ivo Rosa é juiz do Tribunal de Recurso e foi afastado pelo Conselho Superior de Magistratura de Timor-Leste – um exemplo, segundo diz, da interferência do poder político no poder judicial.


O afastamento, explica, deveu-se a uma “decisão, da qual fui relator e que não é minha, que considerou inconstitucional algumas normas do orçamento rectificativo”.

A isto, junta-se o facto de dois membros daquele Conselho Superior exercerem funções ligadas ao poder político.“Um deles é o secretário-geral do partido que suporta o CNRT e outro é assessor do gabinete do Primeiro-ministro.


Estes dois factos indiciam que a decisão terá sido fundada em razões políticas, quando não existe qualquer aspecto técnico ou as minhas qualidades humanas tenham sido postas em causa”, acusa.


Ivo Rosa considera, por isso, que a decisão do Conselho de Magistratura é ilegal e diz que, em geral, o sistema de justiça timorense piorou.“A justiça mudou para pior, no sentido daquilo que é a essência da justiça, [sobre a qual paira] essa questão da independência e da credibilidade”, afirma, dizendo que isso “fragiliza o próprio sistema judicial e o Estado”.“O meu caso foi exemplo disso.


É patente a intervenção do poder político no poder judicial”, sublinha.O juiz português foi acusado pela Presidência timorense de atitudes coloniais e arrogantes – o magistrado quis, por exemplo, prender o rebelde Alfredo Reinado, contra a opinião de Ramos Horta. Reinado acabou por ser morto na sequência dos atentados de há um ano contra o Presidente e o Primeiro-ministro timorenses.


Ivo Rosa regressa a Portugal em Março, altura em que termina a sua comissão de serviço. À Renascença, confessou não estar interessado prolongar a sua missão em Timor-Leste: “Já estou há dois anos e meio em Timor-Leste e já é tempo de voltar à realidade”.


MG/Pedro Mesquita
REUNIÃO ALARGADA DA FRETILIN EM 11 DE FEVEREIRO

FRENTE REVOLUCIONÁRIA DO TIMOR-LESTE INDEPENDENTE - FRETILIN

REUNIÃO DA COMISSÃO POLÍTICA NACIONAL DA FRETILIN


Reuniu-se em Dili, no dia 11 de Fevereiro de 2009, a Comissão Política Nacional (CPN) da FRETILIN alargada aos membros da Comissão Nacional de Jurisdição, da Comissão Nacional da Fiscalização e da Bancada da FRETILIN no Parlamento Nacional.
A reunião teve como agenda de trabalho o seguinte:
1. Abertura: breves intervenções do Secretário Geral e do Presidente do Partido;
2. Informação;
3. Análise da situação geral do país;
4. Criação da Comissão Preparatória e Organizadora da marcha da paz;
5. Renúncia de mandato do Parlamento nacional;

6. Abertura de processo para a expulsão do grupo liderado por José Luís Guterres e Vítor Costa;

7. Interposição de recurso ao Tribunal de Recurso sobre o OGE 2009.

8. Diversos;

Ao abordar o ponto 4 da Agenda, a CPN deliberou criar uma Comissão Conjunta Preparatória e Organizadora da “Marcha de Paz”. A Comissão de sete membros a ser nomeada pelo Presidente e Secretário-Geral da FRETILIN, deverá, dentro de quinze dias, após a sua nomeação, apresentar um Plano global para a realização da “Marcha”.

No Plano será necessário apresentar:
a. Proposta de datas e de número de dias para a “Marcha”;
b. As palavras de ordem;
c. As previsões de despesas;
d. A logística necessária a ser garantida em Dili e em outras sedes de Distritos;
e. Os mecanismos de coordenação com a PNTL e a UNPOL;


No que se relaciona com o número cinco da Agenda, a CPN deliberou constituir uma equipa de trabalho integrando o Chefe da Bancada mais quatro deputados para fazer um estudo aprofundado da questão junto dos militantes e simpatizantes da FRETILIN. Para isso, é necessário que se desenvolva um trabalho de informação prévia ao povo, aproveitando os trabalhos em curso de reajustamento estrutural.


No tocante ao número seis da Agenda, a Comissão Política Nacional devolve ao Comité Central para decidir na sua próxima reunião de Março com base no relatório a ser apresentado pela Comissão Nacional de Jurisdição.


No que se relaciona com a interposição de recurso para o Tribunal de Recurso sobre o OGE de 2009, a CPN considera ser necessário dar todo o apoio à Bancada da FRETILIN. A CPN reitera a sua convicção de que é absolutamente necessário combater com frontalidade actos ilegais e inconstitucionais, em particular, aqueles que concorrem para viabilizar um Orçamento que consolida as opções despesistas e de esbanjamento.

Dili, 11 de Fevereiro de 2009
Francisco Guterres Lú OLo (Presidente) - Mari Alkatiri (Secretário-Geral)

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009


Direitos Humanos: D. Ximenes Belo destina prémio à formação de crianças em Timor-Leste e de jovens na Indonésia
Ontem


Viseu, 06 Fev (Lusa) – O Prémio Nobel da Paz D. Ximenes Belo vai destinar o montante do galardão que recebeu hoje da Fundação Mariana Seixas, de Viseu, à formação de crianças em Timor-Leste e de jovens da Ilha das Flores, na Indonésia.


D. Carlos Filipe Ximenes Belo, bispo titular de Lorium (Itália) e administrador apostólico emérito de Díli, recebeu o Prémio Dr. João Madeira Cardoso, destinado a reconhecer e incentivar acções e obras na defesa dos direitos humanos nos países de língua oficial portuguesa.


Durante a cerimónia, em Viseu, D. Ximenes Belo considerou que o Prémio, com o valor pecuniário de cinco mil euros, foi dirigido não tanto a si mas mais "ao povo de Timor-Leste".
Nesse âmbito, anunciou que irá repartir o dinheiro, sendo uma parte destinada a 1.305 crianças de Timor-Leste e outra à construção de um centro para formação de jovens na Ilha das Flores.


D. Ximenes Belo contou que, de Timor-Leste, "chegou um pedido de que cada criança precisa de 10 euros por ano para este ano lectivo".


No que respeita à Ilha das Flores, lembrou que foi evangelizada em 1556 pelos portugueses, contando que ainda hoje "as pessoas continuam a rezar em português antigo".


O bispo timorense defendeu que, neste início do século XIX, deve haver "um compromisso de trabalho pela paz e pelos direitos humanos, especialmente na formação das novas gerações".


Lembrou que apesar da proclamação dos direitos se vive "uma dolorosa realidade de violações, ocorrência de guerras e violência de todo o tipo", como o tráfico de seres humanos, a exploração dos trabalhadores e os "rapazes soldados".

"Para a sociedade, é importante não só falar dos direitos mas sobretudo de como fornecemos formação adequada para que possam ter uma identidade pessoal", frisou.


D. Ximenes Belo defendeu que "a educação para os direitos humanos deve ser uma educação para a cidadania honesta, activa e solidária", sublinhando que "os direitos humanos são um meio para o desenvolvimento pessoal e colectivo dos povos".


Presente na cerimónia esteve o bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, que realçou "o grande carácter" do Prémio Nobel da Paz e o considerou "um dos grandes homens do século XX e início do século XXI".


Frisando a "arma poderosíssima" que é "a força da palavra", lembrou que D. Ximenes Belo se ergueu sempre "em defesa dos oprimidos e da identidade de um povo, que estava descaracterizado".


O presidente da Fundação Mariana Seixas, Francisco Peixoto, lembrou que apesar de o regulamento do Prémio estipular que este deve ser atribuído preferencialmente a um advogado, tal não aconteceu em duas edições.


D. Ximenes Belo segue-se ao presidente da Assistência Médica Internacional (AMI), o clínico Fernando Nobre, e ao Bispo Emérito de Goiás (Brasil), D. Tomás Balduíno, que foram os primeiros a receber, ex-aequo, este prémio.


O Prémio Dr. João Madeira Cardoso - que tem o nome de um advogado já falecido que, no exercício da profissão, se distinguiu na defesa dos direitos humanos - foi instituído em 2006 pela Fundação Mariana Seixas, em colaboração com o Conselho Distrital de Coimbra da Ordem dos Advogados.
AMF.
Lusa/fim

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

ENTRE CONVICÇÃO E PAIXÃO

Por; António Guterres

Actualmente vemos um Timor-leste dividido entre a convicção e a paixão. Quando se fala da convicção fala-se do princípio, da responsabilidade e da defesa dos direitos de um povo. Sem a convicção, é impossível haver mudança, é difícil transformar uma pessoa ou mesmo uma nação, o que significa que a convicção é a chave para a transformação.

A história de Timor passou de geração para geração. Eu pessoalmente tenho um enorme respeito pelo passado. O nosso passado constitui por uma geração de coragem, uma geração que se mantém firme até hoje, quando o mundo inteiro estava contra ela. São os nossos heróis que serão lembrados para sempre. Os grandes homens são aqueles que resistem nos momentos difíceis, não aqueles que vivem sobre o sofrimento dos outros.

Após a restauração da independência, o país enfrenta uma nova realidade, essa realidade faz com que a nova geração do país dá mais prioridade à paixão do que à convicção. Quando se fala da paixão fala-se da admiração pelas pessoas independentemente do que eles fazem ou pensam. É muito triste mas é uma realidade, o país está diante de uma geração que recebeu a educação baseada nas mentiras.

A paixão faz-nos esquecer quem somos nós realmente, é uma sensação que enfraquece a nossa identidade e o nosso raciocínio.

Aos irmãos e às irmãs timorenses levantem-se, e lutem pela vossa convicção. O nosso direito está centralizado, falo isso porque vejo um país governado não pela convicção mas sim pela paixão.

A nossa liberdade foi uma conquista, não foi uma oferta. Foi pela convicção que vemos um Timor-leste independente, por isso, a luta contínua.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

ATACAR ALKATIRI PARA AFASTAR OS OLHOS DOS ASSUNTOS SÉRIOS

Por; Rosário P. comentário em "DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS"

Entristece-me como Timorense de ouvir tantas vozes zangadas. Creio que de certa forma todos os comentários são legítimos e com alguma verdade.
Mari Alkatiri usufrui de certas benesses como ex-governante mas estas são umas migalhitas se compararmos com o nível de vida de certa " elite" Timorense.
Todo este grande destaque dado a Mari Alkatiri, em minha opinião, só encontro uma justificação: afastar os olhos de assuntos bem mais sérios do que certas regalias que usufrui um ex governante. Os olhos e críticas neste momento deveriam estar centrados no actual escândalo, o buraco orçamental do Governo de Xanana. A Ministra da respectiva pasta deveria já ter pedido a resignação do cargo que ocupa até os tribunais apurarem os factos. Creio que deve isto ao Povo de Timor. Até agora leio pouco acerca deste vergonhoso assunto e as alegações de defesa deixam muito a desejar... num Estado de Direito, Democrático, este assunto teria sido uma prioridade e daria cadeia! Mas em Timor... é outra história.
Acusar Alkatire de todas as maleitas de Timor-Leste e já não ter mais imaginação... e começa a tornar-se absolutamente RIDÍCULO!!!!!
Mea culpa e o que o actual ilegítimo Governo de Timor deveria começar a fazer!!!
Desde que Mari abdicou do cargo de Primeiro-Ministro, a credibilidade da " causa" Timorense começou a ser questionada. Lembrem-se como Xanana foi recebido em Portugal e na sua entrevista à SIC o quanto foi ridicularizado, parecia que estava hipnotizado, não dizia " uma para a caixa".
Conheci Alkatiri em Lisboa nos anos noventa e, a meu ver um homem de Estado, implacável nas suas decisões, nele reflectia-se um verdadeiro homem de Estado. Timor precisa de mais Alkatiris e não de lambe botas governantes, precisamos de alguém que genuinamente DEFENDA os interesses Timorenses

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Hope: The Stories We Were Once Told

All of us have heard stories of men and women, whose courage and determination have “moved mountains”. We heard of their triumphs in the name of justice, truth, peace, freedom, patriotism, religion and even love. We did not only hear the stories of Good vs. Evil, but we have also learned to differentiate Good from Evil.

Some of these stories were only fantasies, fairytales, the bedtime stories our parents used to read to us so that we were able to fall asleep or to simply educate us about different things and situations that we have faced or will eventually face. We read about and sometimes wished to become like the super heroes from the comic books we used to collect. We watched movies about great warriors and knights willing to sacrifice their lives in the name of God, their land or simply in the name of honor.

Religion teaches us about the prophets and their selflessness. Whether we are catholic, followers of Islam, Buddhists, or even non-believers, we have all learned, to an extent, about Jesus Christ, Mohammed, Buddha and their followers. The faith that guided them and many times required them to sacrifice everything that they possessed, including their lives.

Today, we still learn and we still teach about the great works of even greater men and women like Gandhi, Samora Machel, Amilcar Cabral, Nelson Mandela, Rosa Parks, Josina Machel, Che Guevara, Martin Luther King Jr., Eduardo Mondlane and Jose Rizal and the changes that resulted from their struggle against injustice, exploitation and discrimination. We keep their memories alive whether we call them heroes or mere idealists.

If we believe in these stories or not, if they are real or myth, if they were about men or women, if they had a “Shakespearean” style ending or if they “lived happily ever after”, it does NOT matter. The essence of it is what is important. The similarity between all of these stories hides itself behind the reason why we still read books to our children about heroes and about right and wrong, even when we think that we have stopped believing in them. It is behind the reason why we cry after reading some of the most beautiful love stories. The reason why we don’t mind reading some history books and “wasting” a few hours watching movies based on the lives of some of the most inspiring human beings that have ever lived. This purpose, this similarity, this reason, is what we simply call HOPE.

The hope to live a similar love story as the one that has made us cry. The hope that these bedtime stories will influence our sons and daughters to become great men and women when they grow up regardless of the pressure on them by the so called “real world” to push away any kind of idealist ambitions. The hope that more men and women will rise up and have the courage to continue and follow the works started by the leaders, who were responsible for some of the greatest social changes ever achieved. The hope to finally make the world a better place. A better world that has been written so much about but for now it keeps itself safe on pages of numerous inspiring books.

This was the same hope Timor-Leste represented during the struggle to restore its independence. We learn the stories about our heroes and their battles. We cry when hear about the tragic love stories that occurred during the war, and the stories of the bruises that will never heal. We talk about the great Nicolau Lobato and the ideals he died for. We keep the memories alive of those who taught us not just regarding our RIGHT to be free but about our NEED to be free as well. There is a need to keep what we call HOPE alive. Hope that our struggle could and still can inspire not only us, Timorese, but also show to the rest of the developing world that “the only impossibility is the lack of possibilities”.

All this is what keeps us believing. All this is what keeps us optimist when we look at the current situation of our beloved nation. It is what helps us understand that although we have defeated the colonial regime and the Indonesian illegal occupation, we still struggle to hold what is ours by right: freedom. It is what motivates us to face these present difficulties, with our heads high. To face the “horror” stories created by the corrupt, the deceiving and by the traitors.

A great friend sent me a quote by Samuel Johnson very recently, which said: “great works are performed not by strength, but by perseverance”. And like many of the children of Timor-Leste, I will continue to persevere. I will persevere because I hope one day to tell the stories of our heroes. I hope one day to write the most unforgettable songs about the most beautiful Timorese love stories. I hope that one day, we will be able to make our own movies inspired on our struggle. Because I hope that one day I will be able to read bedtime stories to my children. The stories of the people, the places, the myths, the suffering and the triumphs. And before they fall asleep each night, they will know how this hope gave them not just the right to be called Timorese, but it also kept alive their right to be free.

By: Lukeno Alkatiri