Frente Revolucionária de Timor Leste Independente

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quarta-feira, 15 de abril de 2009

Alkatiri defende dissolução do Parlamento

O Presidente da República deve dissolver o Parlamento de Timor-Leste, defende o líder da oposição Mari Alkatiri, em entrevista à Renascença.

Alkatiri diz que os deputados do Governo não aparecem na Assembleia porque estão demasiado ocupados a fazer os “seus negócios”.“O Parlamento, praticamente, está paralisado.
As comissões não funcionam porque não há quórum, a plenária não funciona porque não há quórum. Compete agora ao Presidente da República tirar as conclusões e dissolver o Parlamento”, afirma.

O líder da Fretilin fala em deputados que “passam a vida a viajar” às custas do Estado, num clima de “completo despesismo, sem o mínimo de vergonha”.Nesta entrevista à Renascença, Mari Alkatiri diz que Timor está mergulhado em corrupção e lança fortes críticas ao Governo de Xanana Gusmão.

“Basta ver a forma como os projectos são distribuídos. Não há transparência nenhuma, não há concursos públicos. Quando fazem anúncios públicos, pensam que o anúncio em si já é um concurso, sem cadernos de encargo nem nada”, acusa.

O antigo Primeiro-ministro de Timor-Leste está em Lisboa numa breve escala a caminho da Guiné-Bissau, onde se desloca como representante do Governo timorense.Mari Alkatiri defende que a Guiné-Bissau precisa de consensos nacionais e tem de se estruturar para receber os apoios da comunidade internacional.

O objectivo desta deslocação de dez dias é partilhar a experiência timorense em áreas comuns, como a exploração do petróleo, e acompanhar de perto o processo de reconciliação nacional.“A Guiné-Bissau é um país que tem vivido um ciclo de crises e não há crises políticas sem crises económicas.

Todos nós sabemos que a Guiné-Bissau é um país com potencialidades naturais e é preciso encontrar formas de extrair dessas potencialidades a riqueza”, diz Mari Alkatiri.

RV/Domingos Pinto

Dr. Mari Alkatiri sobre Guiné-Bissau


Angola Press - África
(Guiné-Bissau)

Ex- PM timorense "toma pulso" a situação no país

Lisboa - O antigo primeiro-ministro de Timor-Leste Mari Alkatiri inicia, quinta-feira, uma visita à Guiné-Bissau, na qualidade de enviado do Presidente timorense, para "tomar o pulso" da situação no país e apoiar as autoridades locais no processo de estabilização.
"Trata-se de uma missão de curta duração", disse Mari Alkatiri à Agência Lusa, antes de viajar, hoje (quarta-feira) à noite, de Lisboa com destino a Bissau, que visa sobretudo "tomar o pulso" à situação.

"Depois desta primeira ida farei um relatório ao Presidente de Timor-Leste, de quem sou enviado especial, mas naturalmente também à CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), porque a segunda fase desta missão será no âmbito desta comunidade, (...) com recomendações, propostas e tudo", adiantou.

De acordo com Mari Alkatiri, a deslocação à Guiné-Bissau, com passagem por Cabo Verde, estará concluída no final do mês, após o que estará de novo em Lisboa, onde apresentará, em Maio, um relatório verbal preliminar, regressando depois à capital timorense onde apresentará o documento final.

"A minha missão é falar com todos os interessados no processo - Presidente interino, Governo, Forças Armadas, sociedade civil e igreja - , extrair daí alguma coisa e fazer o relatório. Eu sou líder da FRETILIN e não vou ficar fora do país por muito tempo", explicou Alkatiri, destacando que "a qualquer altura que se verificar alguma necessidade de voltar à Guiné-Bissau" ele voltará.

Na deslocação à Guiné-Bissau, Mari Alkatiri chefia uma equipa que integra também Roque Rodrigues (assessor para os assuntos de Segurança e Defesa da Presidência timorense), o embaixador José Barreto Martins (da missão de Timor-Leste junto da CPLP), e Pátia Exposto (do Ministério dos Negócios Estrangeiros timorense), além da secretária executiva do líder da FRETILIN.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Dr. Mari Alkatiri antes da partida para Bissau


Timor-Leste pretende colocar a sua experiência ao serviço da Guiné

Por JORGE HEITOR – Público - 13.04.2009 -11:56O


Ex-primeiro-ministro timorense Mari Alkatiri declarou hoje ao PÚBLICO, em Lisboa, que Díli pretende colocar ao serviço da Guiné-Bissau a sua experiência no campo da delimitação de fronteiras e do melhor aproveitamento possível no aproveitamento dos recursos petrolíferos, comum aos dois países.

“Não é estranho eu seguir quarta-feira para Bissau como enviado especial de Timor-Leste. É normal noutros países, designadamente os de tradição anglo-saxónica, recorrer-se ao chefe da oposição para determinadas missões. Oponho-me ao Governo e não ao Estado”, explicou o secretário-geral da Fretilin, antes de ser recebido pelo ministro português dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, como delegado do Presidente José Ramos-Horta para a questão guineense.

“Primeiro tinha aceite encarregar-me do dossier do Mar de Timor, mas como no Governo levantaram problemas a escolha ficou sem efeito. Mas desta vez tenho uma base de apoio forte. Houve unanimidade na minha escolha para enviado especial à Guiné-Bissau”, acrescentou Alkatiri, que durante as próximas semanas tenciona colocar ao serviço dos guineenses a sua experiência de coabitação com a comunidade internacional.

“É preciso saber como lidar com todos, consolidar e estabilizar um país. É preciso ter coragem de aceitar os desafios; e nós ainda não sofremos com a crise internacional, dada a nossa vivência no processo negocial”, disse o ex-primeiro-ministro, em cujo entender as experiências timorenses na definição de fronteiras e no aproveitamento dos recursos petrolíferos poderão ser úteis à Guiné-Bissau, que tem lençóis de hidrocarbonetos tanto no mar como em terra, junto às linhas de delimitação com o Senegal.

“Conheço bem os PALOP e a Guiné-Bissau é um caso único, pois que ao partir da base de dois estados com um mesmo partido a geri-los, o PAIGC, ia ser difícil. Cabo Verde ainda teve a sorte de poder contar com os seus quadros, com os seus recursos humanos; mas na Guiné foram crises atrás de crises, até se atingir o pico com o assassínio do Chefe do Estado-Maior e do Presidente Nino Vieira. Não acredito que vá continuar a viver neste círculo vicioso. São precisas reformas; é necessária uma ajuda internacional do tipo Plano Marshall”, prosseguiu Alkatiri, que numa primeira fase vai estar 10 dias em Bissau, acompanhado pelo antigo ministro Roque Rodrigues e por mais três elementos.

“O sonho de Amílcar Cabral foi genial, mas creio que se continuasse vivo não seria nunca chefe de nenhum dos estados por cuja independência lutou. Ficaria só como chefe do partido. É sempre muito difícil a passagem de um período revolucionário para o da gestão do Estado. Mas Timor-Leste já beneficia agora de um conjunto de quadros da nova geração. Precisamos de reintroduzir a língua portuguesa e de reforçar o ensino do tétum. Dentro de 20 anos os timorenses serão poliglotas, dominarão quatro línguas: estas duas mais o inglês e o bahasa indonésio”, continuou este político de 59 anos, que quer ver o seu país a competir no mercado regional.

“Daqui a quatro anos vamos ter um milhar de médicos, 700 deles formados em Cuba e os restantes no próprio país. Para além de cobrir as nossas necessidades, poderemos ajudar o Norte da Austrália e a Indonésia”, pormenorizou, em relação a um dos campos em que Timor-Leste está a conseguir fugir ao subdesenvolvimento.

Já quanto ao seu relacionamento com o Governo de Xanana Gusmão, que reconhece “de facto” e não de direito, prefere não falar enquanto tiver a seu cargo esta missão de acompanhar, por um período ainda indefinido, a caminhada da Guiné-Bissau para as presidenciais, cuja primeira volta está marcada para 28 de Junho.

DECLARAÇÃO POLÍTICA


REPUBLICA DEMOCRATICA DE TIMOR LESTE
PARLAMENTO NACIONAL
BANCADA PARLAMENTAR DE FRETILIN
Declaração Política

Sr Presidente Parlamento Nacional, em exercicio

Lei Inan RDTL hateten Timor Leste nudar estadu de direitu demokratiku.

Ukun nain sira hotu deklara katak RDTL, rai ida nebe nia povo hakarak moris iha “estadu de direitu domokratiku”.

Ita hotu deklara katak ita hakarak justisa. Ita hotu hakarak estabilidade. Ita hotu hakarak dezenvolvimentu.

Sr Presidente, ita hotu bele deklara liafuan kapas hirak nee, maibe ita hotu tenki hare mos realidade hahalok politiku nain sira balun, liuliu sira nebe kaer ukun de facto ohin loron, no konsekuensia nebe sei mosu husi hahalok hirak nee. Tanba konsekuensia boot liu mak sei bele mosu karik, maka instabilidade no krize foun.

FRETILIN deklara dala barak ona, FRETILIN lakoi krize foun iha Timor Leste.

FRETILIN hakarak kontribui ba dame no estabilidade iha rai ida nee, hanesan hatudu tia ona too oin loron. Ami deklara dala barak ona katak krize foun hanesan 2006 sei la mosu iha rai ida nee. Tanba ohin loron Timor Leste iha opozisau de facto ida nebe, halo opozisaun liu husi Lei, Konstituisaun, ho responsabilidade no sentidu estadu tomak.

FRETILIN opozisaun de facto ida nebe sei la buka sukit problema hanesan uluk sukit, kestaun petisionarius no “lorosae loromonu” atu hatun governu no hadau ukun.

FRETILIN sei la halo ba ukun nain de facto sira, saida maka sira uluk halo ba FRETILIN hodi lori violensia no ilegalidade hotu, atu hadau poder.

Maibe se ita atu kaer metin estabilidade, ita tenki mos kaer metin justisa no demokrasia. Ita tenki hametin estadu de direitu demokratiku. Tanba demokrasia sei la iha bainhira la iha justisa. Tanba demokrasia, lei tenki iha ema hotu nia leten. Bainhira povo tomak fiar metin katak so justisa maka bele hametin estabilidade iha ita nia rain.

Sr. Presidente, ohin Bankada FRETILIN hatoo deklarasaun politika ida nee, hakarak halo analize ba kazu 11 de Fevereiru tomak no nia impaktu ba justisa, direitu estadu demokratiku nian no paz no estabilidade iha rain Timor Leste.

Liuliu, Bankada FRETILIN hakarak fo nia analize ba prosesu investigasaun ba atentadu 11 de Fevereiru, no akuzasaun nebe tama tuir reportagem iha media, no ninia implikasaun ba justisa no demokrasia iha estadu ida nee, no estabilidade iha rain ida nee.

Sr Presidente, hori uluk kedas Bankada FRETILIN fo sai ona nia hanoin ho hahalok barak hosi eks Prokurador Geral Republika nian, Dr Longuinhos Monteiro, nia komportamentu nebe hatudu, katak nia ema ida nebe laos imparsial no ema ida nebe hetan influensia politika makas liu, maske nia ema ida nebe dehan “independente”.

Bankada FRETILIN hahu kedas nia deklarasaun iha fulan Outubro 2008 ezigi rezignasaun Sr Longuinhos Monteiro nudar PGR, bainhira ema balun divulga gravasaun konversa telefonika entre Longuinhos Monteiro, Agio Pereira (iha tempu neba Xefe Gabinete PR Xanana Gusmao nian) ho Leandro Izac, no tuir sira nia koalia PR Xanana Gusmao mos tur iha neba rona, maibe la koalia.

La iha duvida katak konversa ida nee, hatudu katak Sr Longuinhos Monteiro tama iha jogos politiku nia laran, liuliu Sr Agio Pereira no Sr. Xanana Gusmao nian, kona ba matebian Alfredo Reinaldo, eleisaun, no kona ba FRETILIN ninian pozisaun politika.

Sr Longuinhos Monteiro sai fali hanesan nudar investigador ka xefe inteligen Sr Xanana Gusmao nian.

Sr Presidente se permite ita rona fali gravasaun konversa ida nee. Ita presiza rona fali, tanba agora mak ita bele hare, se mak halo jogo poliku Sr, Xanana Gusmao nian, bele hetan kareira nebe deit mak hakarak, maske laos ema polisia bele sai komandante polisia.

Iha tempu neba dehan, atu haruka investiga gravasaun nee, maibe liu tinan hirak ona, seidauk iha rezultadu investigasaun. Ami husu rezultadu investigasaun nee, agora too ona iha nebe?
Excelencias, relatorio Komisaun Inkeritu Internasional 2006 hatete momos katak PGR Longuinhos Monteiro konsidera aan hanesan funsionariu ida nebe tenki tuir PR Xanana Gusmao nia orientasoens. Nee hakerek momos iha relatoriu, no Sr Longuinhos Monteiro la buka esklarese katak ida nee la los, tanba nia tenki imparsial no independenti tuir konstituisaun no lei haruka.

Agora Sr Longuinhos Monteiro sai ona “komandante geral de facto PNTL nian”.
Bankada FRETILIN preokupa ho nomeasaun Sr Longuinhos Monteiro, nebe laos mai hosi estruktura karreira PNTL nian. Ida nee bele taka dalan ba kuadrus PNTL nebe, hakaas-an hodi aumenta sira nia kapasidade no profesionalismu, hodi hanoin loron ruma sai Komandante Jeral PNTL. Nomeasaun ida nee hatudu katak Governu la fiar ba kuadrus PNTL no tenta politiza instituisaun PNTL hodi nomea ema sivil sai nudar Komandante Jeral PNTL.

Ami mos preokupa no duvida ho deklarasaun Sr Longuinhos Monteiro nian nebe publika iha media nasional no internasional, nebee hatete nia iha eksperiensia nudar komandante batalaun forsas militar nian no mos nudar FALINTIL. Karik ida nee falsu, maka presiza iha prosesu investigasaun ida ba kazu ida nee.

Ami mos regista katak Sr Longuinhos Monteiro nudar PGR la hetan susesu hodi defende estadu de direitu demokratiku no defende povo nia direitu atu hetan justisa. Oinsa ita bele fiar nia, iha kapasidade atu maneja 3000 membrus polisia, nudar Komandante Jeral PNTL, instituisaun nebe tenki defende legalidade demokratiku, garante sidadaun sira nia seguransa no halo prevensaun kriminal nebe tenki halao ho respeitu ba direitus humanus, tuir konstituisaun haruka.

Oinsa nia bele hetan fiar ba kargu foun nudar Komandante Jeral PNTL, se nia hetan alegasaun korrupsaun husi Sr. Akoe Leong nebe prosesu sei iha Tribunal.

Sr Presidente, ajudas hotu-hotu nebe fasilita grupus rebeldes ba mai no kontaktus nebe PGR halao, hodi sira halai husi autoridades sira, nee hotu ajudas nebe ikus mai fasilita Alfredo Reinaldo halo buat nebe nia halo ba PR Ramos Horta iha 11 Fevereiru.

Povo iha direitu hatene, se maka fo kareta ba Alfredo? Se maka fo farda ? Se maka fo handfone ? Se maka fo sim card ? Se maka fo mina ? Se maka fo ai-aan ? Se maka fo buat hotu nee, hodi fasilita nia, bele halo buat nebe nia halo iha 11 Fevereiru.

PR rasik koalia dehan 11 Feveriru kontinuasaun krize 2006. Elementus AMP balun mos koalia hanesan, Entaun, tenki halao investigasaun klean ba kazu nee hotu. No presiza investiga klean liu tan mos kazu 11 Fevereiru.

Bankada FRETILIN iha ekspektativa diak, no ema barak mos iha eskpektativa hanesan ba figura Dra Ana Pessoa, nudar profesional ida nebe kaer knar oras nee kargu PGR, nebe simu fiar no konfiansa husi PR, PM de facto, maioria AMP no sociadade sivil barak, bele ba reforsa sistema justisa.

Ami apela ba komunidade internasional atu fo apoiu rekursus oioin tomak atu bele hahu hetan justisa. Tanba se ita hotu hakarak iha justisa mak apoio rekursus oioin tenki iha. Ami fiar, agora bele iha justisa tanba iha ona ema ida nebe hakarak halao nia knar ho seriedade, imparsialidade no independensia.

PGR foun presiza deit maka Estadu tomak nia apoio, hosi orgaun soberania hotu, publiku no forsas politika iha rai Timor Leste nian, bainhira halao nia servisu ho imparsialidade no independesia. Buat nebe nia la presiza maka PM de facto, ka PN ka PR, ka forsa politika halo interferensia ba nia servisu.

Sr. Presidente, ita hotu tenki rona Internasional Crisis Group, bainhira sira aviza katak Governu AMP “tenki defende estadu de direitu demokratiku em vez de halo ida nee sai fraku”, se Timor Leste atu hetan nafatin paz no estabilidade ba aban bain rua.

Tuir ami nia observasaun, komentarius nebee ami simu, husi publiku tomak, nasional ka internasional, la iha konfiansa katak investigasaun 11 Fevereiru lao ho diak tanba envolvimentu Sr Longuinhos Monteiro ninian. Tanba nia laos imparsial! Nia hetam influensia politika hori kleur ona. Nia komprometidu hori kleur ona ho figura politaka balu.

Hanesan relatoriu konfidensial ONU nian iha Junho 2008 deklara, polisia internasional no nasional nebee hetan knar atu halao investigasaun kona ba kazu 11 Fevereiru 2008, keixa makas katak iha interferensia husi poder politiku barak iha sira nia servisu. Tanba polisia investigasaun maka hahu prosesu investigasaun ka loke dalan ba investiga se se deit maka envolve iha krime ruma, ida nee grave tebetebes ba relaotriu investigasaun kazu 11 Fevereiru 2008.

Tuir relatoriu nebe ami hare hosi jornal, tanba jornal deit maka hasai informasaun ba Povo nia reprezentante (tanba too bainhira remata knar PGR tuan nunka foo informasaun ba Povo nia reprezentante, maibe koalia barak ba media fali), ema 28 maka hetan akuzasaun, maibe ida deit maka sivil, ka laos grupo rebelde. Ida nee Sra. Angelina Pires. Nia mos maka hetan akuzasaun barak liu. Nee loos ka lae? Ita hotu rona, se se deit maka uluk kontaktu ba kontaktu mai ho Alfredo. Agora sira iha nebe hotu?

Sira seluk nusa? Sira nebe hanesan ohin ami dehan foo tulun oioin., foo apoio moral no politiku? Deputadus balun ba koalia ho Alfredo iha semana nia laran molok nia mate. Sira nee mos investiga ona ka lae?

Tuir Bankada FRETILIN nia hare Prokurador Internasional sira nebe responsabiliza ba prosesu kazu 11 Fevereiru, hakarak halao duni investigasaun klean no investigasaun ida tomak. Maibe iha interferensia barak, liuliu interferensia husi poder politiku.

Tuir informasaun nebe sai iha jornal Lusa, tanba sira hetan kopia akuzasaun kona ba kazu 11 Fevereiru, prokurador hakerek iha akta prosesu nian hateten: “Tanba tempu besik ona, ami la konsege investiga sira hotu nebe karik bele iha envolvimentu ruma iha akontesimentu 11 Fevereiru 2008”.

Nee denunsia boot ida. Ida nee hamutuk ho polisia nia keixa kona ba interferensia husi poder politiku, ita hotu iha razaun atu suspeita katak investigasaun nee lao la loos, maibe tau belok tia, tuir influensia oioin.

Maibe ita labele foo sala ba prokurador internasional sira. Se kaik ita foo sala ruma, entaun ita foo sala ba PGR, nia maka responsavel boot ba prosesu tomak.

Ita rona mos hosi jornal katak kilat balun seidauk halo teste balistiku. Ita mos rona katak informasaun kona ba alegasaun kontas bankariu iha Australia seidauk kompletu, etc.

Bankada FRETILIN sei ezigi Parlamentu Nasional atu husu PGR foun atu mai esplika rezultadu investigasaun kazu 11 Fevereiru, atu Povo mos bele hetan transpatensia itoan iha kazu ida nebee importante ba ita hotu.

Tanba buat hirak nee hotu, no buat barak tebetebes, maka ami husi Bankada FRETILIN, no ema barak duvida katak investigasaun nee klean no kompletu.

Se kazu 11 Fevereiru taka deit hanesan nee, entaun justisa iha Timor Leste la iha futuru ona. Se justisa la iha futuru, entaun estadu de direitu demokratiku la iha futuru ona. Se buat hirak nee la iha ona, entaun la iha ona nia sentidu ita luta ba ukun rasik an?

Bankada FRETILIN sei la husik Timor Leste tama ba dalan ida nee!

Bankada FREILIN ezigi inkeritu judicial ba envolvimentu Sr Longuinhos Monteiro iha interferensia iha investigasaun.

Prokurador internasional sira mos keixa kona ba interferensia. Tanba nee maka presiza prosesu ida atu investiga buat nee hotu. Atu foti deklarasaun husi Juiz Ivo Rosa nebe Conselho Superior Magistratura Judicial dun no hasai ilegalmente. Nia mos bele kontribui ho informasaun barak kona ba se se deit maka uluk viola lei hodi tulun Alfredo no fasilita ikus mai nia bele mate. Buat hotu nebee ita la hatene no nunka bele hatene.

Bankada FRETILIN hanoin rekursus tomak nebee PGR presiza hetan liu husi dalan konstitusional no juridiku seluk atu investiga alegasoens hotu kona ba interferensia politika hotu iha prosesu investigasaun kazu 11 Fevreiru nian, presiza foo. Presiza iha transparensia no kredibilidade ba investigasaun ida nee. Se la iha investigasaun, sei la iha kredibilidade, ema nunka mais bele fiar iha ita nian sistema justisa. Nee sei afekta ita nian rain makas tebes.
Justisa tenki halao tuir lei, halao loloos, maibe presiza mos halao ho transparensia, no ema hotu tenki hare katak lao duni no loos. Nee prisipiu nebee rain hotu hotu iha mundu simu no kaer metin. Ita mos tenki hahu kaer metin ida nee iha ita nian rain.

Bankada FRETILIN uluk kedas husu ba Sr Longuinhos Monteiro atu suspende lai nia aan nudar PGR, hodi labele halo interferensia ba prosesu kazu alegasaun korrupsaun hosi Sr Akoe Leong. Nunee prosesu dezenvolvimentu Estadu de direitu iha Timor Leste bele lao ho kredibilidade no dignidade. No nunee la iha impaktu ba kredibilidade servisu prokuradoria nian no kredibilidade ba sistema judicial, nunee bele harii konfiansa povo nian ba ita nia sistema judicial tomak.

Sr Presidente, maibe ida nee la akontese, no kontrariu fali Sr. Longuinhos Monteiro hetan fiar hosi PM de facto no hetan nomeasaun ba Komandante Jeral PNTL.

Sociedade sivil mos kestiona makas desizaun PM de facto ba nomeasaun Dr. Longuinhos Monteiro ba Komandante Jeral PNTL, katak maske ema ida sei iha prosesu krime iha nia leten, maibe Governu sei foo fiar nafatin no hili fali nia sai Komandante Jeral PNTL.
Maske figura ida nee, ema barak duvida no kestiona nia integridade, maibe PM de facto lakoi rona hodi nomea nafatin nia sai Komandante Jeral PNTL.

Ironia boot maka uluk, PM de facto bainhira sei kaer ukun nudar PR hateten, desizaun hotu hotu kona ba interese estadu, tenki rona ema barak nia hanoin. Maibe oin loron nia kaer ukun nudar PM, buat hotu sai oin seluk.Buat hotu halao tuir nia hakarak deit. Nunee tau iha situasaun difisil no hamosu duvida ba estadu de direitu demokratiku iha Timor Leste.

Ami preokupa tebes ho presedente ida la diak, nebe sei mosu husi desizaun ida nebee Governu hasai, liu hosi Dekretu Lei ida nee ba futuru Timor Leste. Desizauan nebe atu fasilita deit amigu ida. Ami mos preokupa katak, maske PM de facto hakarak defende no garente katak, desizaun ida nee nudar desizaun ikus liu iha situasaun espesifiku nebe ita hasoru, maibe ami duvida tebes katak aban bainrua desizaun hanesan ida nee sei la akontese tan, no tau iha krizi estadu de direitu demokratiku.

Dili, 14 de Abril de 2009

RAMOS HORTA EM DECLARAÇÃO


PRESIDENTE DA REPÚBLICA AMEAÇA DISSOLVER O PARLAMENTO NACIONAL

Por NOÉMIO FALCÃO - Jornal Nacional Diário - 13 de Abril de 2009 – Tradução de ZIZI TIMOR OAN.

O Chefe de Estado da República Democrática de Timor Leste “ameaçou” dissolver o Parlamento Nacional se os deputados não cumprirem o seu dever, o de trabalhar para o bem do povo e da nação.

O Chefe de Estado, José Ramos Horta, fez estas afirmações há alguns dias atrás numa audiência pública realizada por ele e pela sua delegação, que teve por tema "afirmação da paz e unidade nacional", na vila de Sakato Village, Nipani Suco, sub-distrito de Pantemakasar, Oecussi Distrital.

"O Parlamento não funciona porque há deputados que não estão a cumprir as suas obrigações e por isso este Parlamento não tem qualquer utilidade, assim, o Presidente da República tem o direito de dissolvê-lo e de convocar eleições antecipadas.

Isto é um aviso aos camaradas da AMP (Aliança da Maioria Parlamentar)," afirmou o Presidente da República, Ramos Horta.

O Presidente Horta continuou dizendo que comunicou isso mesmo aos próprios deputados e também disse à Organização das Nações Unidas (ONU) para dizer aos deputados que este ano eles têm de saber isso por si próprios.

"Nós iremos ter eleições antecipadas para que as pessoas possam eleger deputados que realmente queiram trabalhar, que irão ao parlamento diariamente, exercer a sua iniciativa legislativa, a fim de afirmar a democracia neste pais", ressaltou Horta.

O Presidente da Republica acrescentou que “observou que no parlamento os deputados da AMP, especialmente os deputados do Partido Democrático (PD) e da bancada do CNRT são os que não estão presentes no parlamento.”

Entretanto, de acordo com o Presidente da República, Horta, os deputados da FRETILIN, como oposição, esperam e vêem-se antes de entrarem no parlamento.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

O LÍDER DA BANCADA PARLAMENTAR DA FRETILIN (ANICETO GUTERRES)

O líder da bancada parlamentar da FRETILIN Aniceto Guterres exigiu hoje que Xanana Gusmão assuma a responsabilidade jurídica e politica do famoso caso dos “ esquemas do arroz” em Timor Leste e demita o ministro de facto do Turismo Comercio e Industrias, Gil Alves.

Aniceto Guterres exortou o parlamento a criar urgentemente uma auditoria externa para a investigação da corrupção, conluio e nepotismo que tem importunado a aquisição e distribuição do arroz subsidiado.

Falando ao Parlamento Nacional de Timor-Leste, em Dili, hoje, Aniceto Guterres disse que as recentes noticias dos meios de comunicação locais que relataram o roubo de 140 toneladas de arroz do armazém do governo da segurança alimentar em Dili são apenas, “ uma ponta do iceberg e apenas as ultimas noticias deste processo que tem sido um processo totalmente desprovido de transparência e integridade.”

Guterres afirmou que o escândalo começou "a partir do dia que o de facto Primeiro-Ministro decidiu dar o primeiro contrato de arroz para o seu amigo e colega de partido, o Sr. Germano da Silva, sem um concurso público.

Em seguida, vieram informações que o conjuge de um dos Ministros se tornou num grande empreiteiro para vários contratos de importação de arroz, em nome do governo, o seu marido e um ministro.

"A bonança do esquema do arroz para os amigos da AMP não parou desde então. Agora, a policia está a investigar os nomeados políticos do de facto Ministro Gil Alves, que estão supostamente envolvidos na falsificação de documentos, destinados a roubar o arroz que é para a população carente de Timor Leste,"relatou Guterres.

No inicio de Fevereiro de 2009, duas comissões parlamentares inspeccionaram cinco armazéns de arroz em Dili e recomendaram que o governo "melhorasse o processo de concurso publico" e "melhorasse os mecanismos de controlo no que diz respeito as empresas que foram autorizadas a vender arroz para a comunidade".

Na passada sexta-feira, 3 de Abril de 2009, o jornal diário, Timor Post, relatou que o Primeiro-Ministro ordenou o encerramento de armazéns do governo enquanto aguarda o resultado de um inquérito sobre o roubo de 140 toneladas de arroz dos armazéns do governo.

No entanto, o diário informou também que no dia seguinte, apesar desta ordem, os armazéns estavam ainda abertos e as empresas privadas estavam a fazer entregas do arroz.

Todos os armazéns que contenham arroz adquirido pelo governo, quer sejam de armazéns comerciais, de propriedade estatal ou privada, devem ser imediatamente encerrados. Uma auditoria externa independente deve ser realizado pelo parlamento a todo o arroz armazenado,” insistiu Guterres.

Em qualquer dos casos, o ministro de facto, Gil Alves, deve ser imediatamente demitido, e o de facto Primeiro-Ministro deve, pela primeira vez desde que os esquemas do arroz começaram há mais de um ano, explicar ao público as suas razões para o encerramento dos armazéns.

Ele deve explicar também outras questões que têm sido inexplicáveis até então, e muitas outras questões, incluindo a adjudicação de um contrato para o seu amigo intimo do partido, sem um concurso público em Novembro de 2008.

"Quer ele gosta ou não, ele tem que assumir a responsabilidade dos fracassos do governo. Em ordenar pessoalmente o encerramento dos armazéns de arroz, ele assinou um certificado de incompetência ao ministro de facto, Alves. Ele tem o dever de ir ate ao fim e demiti-lo,” disse Guterres.

Observadores independentes, bem como membros de outros partidos da coligação AMP, também levantaram preocupações sobre o programa do governo, relativo ao arroz, bem como a FRETILIN.

Mesmo os deputados do partido do de facto primeiro-ministro, CNRT, questionaram a gestão do arroz armazenado e levantaram questões acerca de uma potencial corrupção e conivência.

"A FRETILIN tem questionado tanto a transparência e a integridade do processo de aquisição, bem como a eficácia da política de arroz, antes, durante e depois de cada debate parlamentar do orçamento, quando o governo quis aumentar as despesas da importação do arroz. Nós desafiamos o malfadado e inconstitucional, Fundo de Estabilização Económica que foi estabelecido pelo governo em meados de 2008, para adquirir uma grande quantidade de arroz importado e fomos vitoriosos no tribunal,” disse Guterres.

Mostrando desdém para com a ordem judicial, o Sr. Gusmão autorizou a execução de um contrato de $ 48 milhões US para importar 102 mil toneladas de arroz, após a decisão judicial.

"A FRETILIN e outros partidos da oposição exigiram que o Sr. Gusmão fornecesse os documentos contratuais para o parlamento, para que se possa determinar se ele violou a ordem judicial ou não, mas até à data estes documentos não foram disponibilizados. Isto demonstra o total desrespeito para com o parlamento e com o povo de Timor-Leste, que são representados pelo nosso parlamento. No entanto, temos esperado nada tem sido dito pelo Sr. Gusmão ", disse Guterres.


Para mais informações contacte o deputado José Teixeira, +670 728 7080

Bispo Belo defende que consolidação da democracia é essencial para manutenção da paz


FYC - Lusa

Peniche, Leiria, 09 ABR (Lusa) - O bispo D. Ximenes Belo, Nobel da Paz 2006 e defensor da independência de Timor-Leste, disse hoje em Peniche que espera que a democracia na Indonésia "se solidifique" após mais umas eleições legislativas no país."

A democracia está a crescer e rezamos para que a democracia se solidifique e que os líderes políticos trabalhem para o desenvolvimento da paz, para bem de todo o arquipélago" da Indonésia, afirmou à Agência Lusa o bispo emérito de Dili.

Questionado sobre a existência de candidatos às legislativas de hoje na Indonésia condenados por crimes contra a humanidade, nomeadamente os generais Wiranto e Prabowo, D. Ximenes Belo retorquiu que tudo "depende do que o povo indonésio quiser escolher".

O bispo emérito de Díli, que falava à margem de uma cerimónia na Câmara Municipal de Peniche, em que recebeu a Chave de Ouro da Cidade, apelou à comunidade internacional para cooperar com Timor-Leste no sentido de "erradicar a pobreza" e contribuir para o desenvolvimento da jovem nação."

É preciso erradicar a pobreza porque Timor é um dos países mais pobres da Ásia", disse D. Ximenes Belo, considerando que é necessário apostar na educação da população, no desenvolvimento de uma agricultura mais produtiva e no combate a doenças como a malária, que afecta a população.

O Prémio Nobel da Paz considerou ainda que a comunidade internacional deve "continuar a apoiar Timor para que as instituições democráticas se consolidem e o desenvolvimento se concretize".

D. Ximenes Belo fica até domingo em Peniche, para participar nas celebrações da Semana Santa, 11 anos depois de a cidade ter acolhido um encontro de líderes políticos timorenses, do qual saiu a decisão de trabalhar para a conquista da independência de Timor-Leste e a realização de um referendo nacional sobre esta matéria.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

PILHAGEM DE ARROZ PELOS FUNCIONÁRIOS DO MTCI


Por: António Guterres

Não há dúvida de que os problemas ocorridos neste Ministério, dirigido pelo Sr. Gil Alves são muitos (corrupção, nepotismo…). Vem agora a história de pilhagem de arroz feita pelos próprios funcionários do MTCI. É um acto indigno e imperdoável.

Lamento que o Senhro Gil Alves não sabe aproveitar a sorte. Com toda a sinceridade, digo que o Senhor não está dignificar o seu passado. No passado, o Senhor esteve no lado errado, é uma realidade.

Quem é o Senhor Gil Alves?

É o Ministro de Facto do Comércio, Indústria e Turismo de Timor-leste. Era lider da pró-autonomia, apoiava a integração de Timor-leste à Indonesia. Hoje, está no governo porque foi a aposta pessoal do então Primeiro-Ministro de Facto (Xanana Gusmão).

Bom, as vezes, as circunstâncias do dia-a-dia obrigam-nos a falar do passado, o clima político que se vive no país, eu pessoalmente considero o termo “passado” é a linguagem ideal para o combate político.

Quando me refiro ao passado, não coloco em causa a qualidade e a capacidade do Sr. Gil Alves, limito-me apenas de avaliar o trabalho que o Senhor está a executar.

Recentemente, tem-se falado ou seja discutido no Parlamento Nacional de Timor-leste sobre a “investigação do saqueamento de arroz”. E mais, segundo a informação dada pela media, os funcionários do MTCI saquearam 4.000 sacos de arroz no armazém. É de facto uma situação lamentável e triste. A tal situação, demonstra a falta de eficiência na execução do trabalho pelo Sr. Ministro, por isso, o senhor é o principal responsável. Nos últimos dois anos, tem-se verificado o aumento dos níveis de corrupção e nepotismo neste Ministério, e agora, vê-se o saqueamento de arroz pelo mesmo Ministério. Se a situação permanecer inalterável, eu diria que o Xanana falhou na sua aposta.

Diante deste cenário, qual é a preocupação do Sr. Ministro de facto

Nada. Parece que o Sr. Gil Alves recusou de prestar explicações no Parlamento Nacional, acusando os deputados de tentarem incriminar o seu Ministério.

Ora bem, a sua indisponibilidade de não querer prestar explicações no Parlamento Nacional comprova mais uma vez a sua total incapacidade de conduzir este Ministério. Prova de que o Sr. Ministro não tem argumentos para discutir com os Deputados no Parlamento, agindo de má fé e não merece mais a confiança do povo.

Numa altura em que 80% da população timorense vive com menos de 1$ por dia, destes metade são crianças, a prostituição infantil ganha cada vez mais espaço. As pessoas não têm acesso aos recursos essenciais à vida em consequência disso, assite-se o fenómeno chamado “fome”. A fome não existe em primeiro lugar pela produção insuficiente de alimentos, mas sim pela falta de possibilidades nas famílias pobres para comprar alimentos ou produzí-los. A fome é, por tanto, o resultado da distribuição injusta de recursos estratégicos (Fundo de Segurança Alimentar).

As medidas estratégicas do governo de facto para combater este fenómeno

Nada! A preocupação deste governo de facto já não é novidade. Produzir despesas. Esssa é a única preocupação deste governo. A produção de despesas já é uma cultura do governo AMP, essas despesas são aplicadas para fortalecer o poder não para resolver os problemas do país. Investiu muito no Fundo de Segurança Alimentar com o dinheiro proveniente do Fundo da Estabilização Económica. O objectivo era criar um recurso estratégico e sustentável. A iniciativa foi admissível, pois, face a crise mundial que se tem assistido, era necessário que o governo tomasse algumas medidas para responder uma possível necessidade. Mas parece que não foi isso que sucedeu. Perante um Ministro sem ideias e sem planos, os funcionários do governo decidiram actuar com os seus próprios planos “ASSALTAR O ARMAZÉM DE ARROZ”.

Só quero reafirmar aqui que, se as situações política, económica e social do país continuam inalteráveis, o projecto chamado “AMP” será um projecto falhado.

Sugestões

O que é o Fundo de Segurança Alimentar?
O Fundo de Segurança Alimentar é um recurso estratégico e alternativo para a emancipação social e económica de populações carentes. Ele funciona como uma poupança comunitária. É o recurso poupado, não-reembolsável, é aplicado em situações que visam a promoção de inclusão social na comunidade.

Este Fundo deve ser visto como uma estratégia nacional para a redução da desigualdade social e a erradicação da fome e da pobreza, especialmente para aqueles que, hoje, encontram-se em situações de maior vulnerabilidade.

Mas parece que o governo de facto ignorou o conceito acima referido e decidiu avançar com o seu plano sentimental. Resolveu negociar com o seu próprio povo pelo custo que poderá sujeitar ao aumento das despesas públicas, colocando em risco o Orçamento Geral do Estado que, na verdade deveria ser utilizado para investir na criação de empregos e melhoria da qualidade de vida das populações timorenses.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

DEKLARASAUN BANCADA FRETILIN KONA BA INVESTIGASAUN NAOK FOS

BANCADA FRETILIN
PARLAMENTU NASIONAL RDTL
DEKLARASAUN POLITIKA

Loron 6 Abril 2009
Sr. Presidente em Exercisio,
no Distintus Deputadus Parlamento Nacional
Povo Timor-Leste tomak,

Hafoin Deklarasaun Politika Bankada FRETILIN nian iha dia 9 de Fevreiru 2009 liu ba, ohin Bankada FRETILIN dala ida tan hakarak koalia konaba politka AMP nian ne’ebe sosa no faan fos ba povu hodi osan povu nian rasik.

Iha sesaun plenaria dia 9 de Fevreiru 2009, tanba mosu problema fos babarak maka aat iha armazem laran tuir relatoriu fiskalizasaun Komisaun E Parlamentu Nasional, deputadus hotu-hotu iha uma fukun ne’e ho konsensus exize Ministru Comersiu, Industria e Turismo atu mai haloesplikasaun iha Parlamentu Nasional.

Maibe, Sr. Gil Alves, Ministru de Facto, Ministru AMP nian ne’ebe uluk nudar lider pro-otonomi nega povo Timor-Leste nia terus no mate tanba independensia, bosok povo hodihatete laiha masakre iha Igreja Liquica iha 6 de Abril 1999, nia sei hatudu nafatin ninia arogansia, nafatin ho nia atetude habosok povo,hatudu nia inkapasidade no desrespeitu ba soberania no kompetensia Parlamentu nasional nudar orgaun representativu povo nian, wainhira husu nia atu mai halo esplikasaun iha ne’e.

Nia hatete fali maka deputadus parlamentu mesak “asbun” deit, hanesan fali deputadus maka foti lia falsu hasoru nia ministeriu. Nune’e, maka Relatoriu fiskalizasaun no rekomendasoens Komisaun E nian konaba problema fos to’o ohin loron laiha valor buat ida no aumenta deit lixu Parlamentu Nasional nian.

Derepente, iha semana liu ba mosu notisia iha media konaba funsionariu MTCI naok fos 4.000 sakas iha armazem, halo ema barak maka hakfodak ho kazu ne’e hanesan novidade ida.

Ba ami Bankada FRETILIN kazu hanesan ne’e laos novidade ida. Hori uluk kedas Bankada FRETILIN preokupa tetebes ho politika Governu AMP nian ne’ebe halo intervensaun ho tau osan barbarak hosi Fundo Estabilizacao Economica, iha Fundo Seguransa Alimentar ho intensaun atu tulun povo ne’ebe susar liu-liu iha situasaun krise mundial aihan iha 2008 no atu estabiliza folin fos nian iha merkadu rai laran.

Tuir relatorio exekusaun orsamentu 2008 nian ne’ebe foin tama dadauk iha Parlamentu ne’e, osan hosi Fundo Estabilizacao Economica, to’o Fevreiru 2009 governo AMP gasta duni $53.502 milhoens ba sosa fos.

Parlamentu ne’e la hatene buat ida se osan montante ida ne’e hosi orsamentu 2008 nian deit, ka hatama hamutuk ona 48 milhoens ne’ebe aloka ba orsamentu 2009 hanesan divida, tanba prosesu sosa fos la iha transparensia, no dokumentus kontrato ho kompania sira sai nafatin dokumentu konfidensial Governo AMP nian.

Politika intervensaun ho osan barbarak ne’e, Governo AMP importa fos no faan fali hodi hetan reseitas, halo komke Governo AMP transforma tiha hanesan empreza ka “governo Korporativista” ida, ne’ebe halo negosiu ho nia povo rasik. Maske ho intensaun diak atu tulun aihan ba povu, maibe iha realidade politika intervensaun ne’e hamosu mafiakorupsaun no problema barbarak tanba governu la sukat ba limitasoens no kapasidade atu kontrola no halo gestaun, liu-liu kondisoens ba armagenamentu no distribuisaun iha rai laran.

Intervensaun hanesan ne’e sei bele hamate mos inisiativa privada i nune’e, Ohin loron ita hare katak importadores ba fo’os hein deit kontratu husi Gov AMP ka Pai-Natal AMP - tamba sira sei labele compete ho subsidiu no folin ki’ik ne’ebe fa’an husi loja AMP.

Ne’e duni hamosu ona situasaun dependensia total ba Gov AMP i nune’e sei aumenta despesa publika no fo todan ba OGE. Osan estadu nian, em ves de ba halo investimentu hodi fo servisu no hadia povo nia moris, Gov AMP fakar arbiru deit hodi habokur deit ema balu.

Ohin loron ita moris iha situasaun ida ne’ebe ho espekulasaun folin ba ahi han fo’os. To’o agora ita la hatene estratejia sa’ida mak Gov AMP iha no to’o bainhira mak sira atu kontinua ho intervensaun ne’e.Gov AMP komplika liu tan timor oan sira nia moris bainhira Ministeriu Turismo promote atu hola produto nasional ho folin ida ke a’as.

Ema barak hein hela bainhira mak promesa ne’e atu impolemta, maibe produto lokal nia folin iha fatin barbarak komesa sa’e maka’as.Nune’e, ita hare katak sasan nia folin iha merkadu sa’e ba bebeik. Ema ne’ebe manan osan ki’ik oras ne’e moris ho susar tamba osan la to’o hodi hola sasan karu iha loja no merkadu hanesan basar. Por ezemplu, modo futun ida ka hudi sasuit ida mos folin sa’e makas!!!

Ba deputadus no Ministrus ho Secretario de Estadus sira la iha problema tamba mana osan bo’ot, $3,000 dollar. Maibe ba funsionarius ne’ebe manan uituan deit no povu ki’ik sira todan tebe-tebes!!!Ne’eduni, inflasaun sei sa’e makas liu tan e nune’e ema ne’be iha osan mak sei moris diak maibe ferik ho katuas sira ne’ebe simu deit $20 fula-fulan sei moris ho susar liu tan!!!Ita nia agrikutores natar nain sira mos sei hetan susar barak atu fa’an sira nia fo’os tamba sira sei labele kompete ho folin ida ne’ebe loja fo’os AMP nian fa’an agora dadaun. Ho ida ne’e ema barak mak sei lakon insentivu atu kuda hare tamba sira nia produto sei la folin.

Ho ida ne’e Gov AMP halo kon-ke ita nia rain sei dependente maka’as ba importasaun fo’os husi liur biar Min. Agrikultura oras ne’e fahe tratores barbarak.

Sr. Presidente em exercisio,
No distiintus deputadus,

Wainhira ita debate OGE 2009 iha Uma Fukun ida ne’e, no hare ba ro barbarak antre ita tasi atu deskarega fos, Bankada FRETILIN hatete onakatak fo’os bara-barak ne’ebe Gov AMP importa liu husi Min Turismo, Komersiu no industria, barak mak sei a’at, barak maka sei lakon, no sei fahe arbiru deit.

Gov AMP ne’e gasta osan barak povu nian hodi hola fo’os bar-barak dala ida deit ba tinan ida, maske laiha armagem ne’ebe ho kondisoens diak atu rai fos. Ita la hatene los Gov AMP atu sosa tan fos toneladas hira iha tinan ida ne’e.

Nune fo’os balu rai fali iha armazem simento (halo uma no konstrusaun), balu fali rai iha fatin ne’ebe ladiak – nune’e fo’os barak tan mak a’at, ate balu a’at kedas iha ro laran tanba hela kleur iha tasi laran hodi hein deskaregamentu. I nune’e estraga deit osan hodi habokur deit ema balu i povu ne’ebe kiak sei moris kiak nosusar ba bebeik.

Bankada FRETILIN hatene mos katak Ministerio Komersiu i Industria halo fumigasaun ho produtus kimikus nudar solusaun ba fo’os sira ne’ebe rai iha amazem para labele a’at. Maibe ami hakarak hatete katak bainhira halo fumigasaun iha kondisaum hanesam ita nian, ne’ebe unidade maka’as, bele hamosu problema seluk ba saude publika tamba aimoruk husi fumigasaun ne’e bele kontamina ka tama ba fo’os musan, i nune’e bainhira ema ha’an bele halo ema moras. Ida ne’e bele fo’o mos perigu ba inan no inan-feto sira ne’ebe isin-rua tamba aimoruk ne’e bele mos fo’o problema ba oan kosok sira.

Ne’e maka problema ne’ebe mosu no grave tebes tanba sosa kedas fos barbarak ba tinan ida.To’o ohin loron, fatin barak iha foho ka iha sub distritu balu hosi Manatuto, Manufahi, Viqueque, Bobonaro, Ermera ho Oecusse, nunka hetan fos MTCI.
Ema kiak no ferik ho katuas barak mak laiha asesu ba fos governu nian. Situasaun ne’e iha tamba sistema distribuisaun ne’ebe Gov AMP halo ne’e konplikadu, diskriminatoriu no nakonu ho korrupsaun.

Komersiantes sira sosa fali fos hosi governu ho 10 ka 12dolares saka ida, hafoin troka tiha saka marka MTCI ho marka seluk hodi faan fali ho folin karun liu para hetan lukru. Komersiantes sira balu simu tiha DO la lori fos ba distritu ka fatin ne’ebe refere, maibe faan fali iha Dili laran atu hetan lukru barak liu.

Tanba ne’e maka ate fos barak lori tan ba fa’an iha Timor Ocidental liu hosi fronteira ho Atambua no balu para iha Kisar no Wetar (província Maluku, Indonesia) liu hosi fronteira tasi. Nune’e ema barak derepente sai riku matak tanba halo nafia bisnis fos ho Governu, maibe se makasofre iha negosiu ida ne’e, maka povo kiik sira.

Fos barak lakon iha armazem tanba kompania distributor sira uza DO falsu. Kazu fos 4.000 sakas lakon ne’e laos uniku kazu, maibe tuir dadus ka informasaun oioin ne’ebe Bankada FRETILIN hetan durante ne’e, iha mos kazu barak liu ho kuantidade bot liu dok ne”ebe involve ema bot sira balun.

Ita hein katak liu hosi funsionaria ida ne’ebe agora dadauk hetan investigasaun ne’e bele koalia mos konaba kazu sira seluk no hatete ema bot sira ne’ebe involve iha mafia bo’ot ida ne’e.

Sr. Presidente em Exercisio,

Problema fos loron-ba loron grave no bot ba bebeik. Governo AMP fakar ona povu nia osan barbarak hodi sosa fos maibe la fo benefisiu ba povo liu-liu sira ne’ebe preciza liu fos hosi governo.

Povo Timor-Leste sei la hetan no sei la konsume fos ho kualidade diak, tanba fos a’at aumenta bebebeik, no loron ba loron fos lakon iha armagem tanba máfia no korupsaun buras tebes.

Ne’e hatudu mos Governo AMP labele ona halogestaun diak no lakon total kontrolo atu hare’e problema fos nian.Tanba ne’e Governu AMP tenke rekonhese no hola responsabilidade ba nia politika intervensaun ne’ebe la diak ka falha ona, hodi demite tiha Ministru Turismu, Comercio e Industria, no halo mos auditoria geral ho involvimentu Parlamentu Nasional nian atu hare’e lolos no bele resolve problema bot fos nian.

Maka ne’e deit, obrigadu wai’in !!!!
Dili, 6 de Abril 2009

Bankada FRETILIN

Aniceto Guterres
Presidente

domingo, 5 de abril de 2009

ACONTECIMENTO EM LIQUIÇÁ


Timor-Leste: Dez anos de Liquiçá, o massacre que "iniciou a orgia" de 1999

Pedro Rosa Mendes, da Agência Lusa

Díli, 05 Abr (Lusa) - O referendo em Timor-Leste, em Agosto de 1999, começou a ser pago meses antes pelos adeptos da independência. A grande cobrança de sangue iniciou-se em Abril, na igreja de Liquiçá, passam segunda-feira dez anos.

O massacre de Liquiçá foi um marco na campanha que culminou na devastação de Setembro de 1999.

"Fomos avisados de que o ataque ia acontecer", recordou esta semana Marcelino Soares, de Maubara, mais a oeste de Liquiçá, à Agência Lusa.

Marcelino Soares, caixeiro numa loja em Díli, recolhe aos fins--de-semana à sua aldeia isolada nas colinas de Maubara. Vive com a memória de dois massacres e três histórias de sobrevivência - incluindo a sua e a dos seus pais.

"Os meus pais estavam refugiados na igreja de Liquiçá a 06 de Abril. Quando a (milícia de Maubara) Besi Merah Putih (BMP) atacou, os que saíam da igreja eram mortos a tiro ou à catanada ou à cacetada", contou.

Estavam cerca de duas mil pessoas na igreja e na residência paroquial, após um ataque na véspera à vizinha aldeia de Dato pela BMP.

"Só os que tinham algum conhecimento ou família é que se salvavam. Os outros eram mortos ali ou mais tarde, às escondidas. Os meus pais viveram porque ainda eram família de dois timorenses da tropa indonésia", prosseguiu o caixeiro de Maubara.

Quando aconteceu o massacre de Liquiçá, Marcelino Soares estava em Lecidere, no centro de Díli, desde Fevereiro, refugiado na casa de Manuel Carrascalão, um dos líderes da plataforma independentista.
A 17 de Abril, a mesma milícia BMP de Maubara e a milícia Aitarak de Díli, dirigida por Eurico Guterres, atacaram a residência de Manuel Carrascalão, matando o seu filho adolescente e um número indeterminado de refugiados, talvez mais de cem segundo testemunhos recolhidos pela Lusa em Díli, Liquiçá e Maubara.
Marcelino Soares sobreviveu ao Massacre de Lecidere mas andou meses fugido nas montanhas a sul de Díli. Só muito depois do referendo conseguiu localizar os pais na fronteira com Timor Ocidental, para onde tinham sido levados à força após o referendo.

"O 06 de Abril anuncia o 17 de Abril e o que veio a seguir. Devem ser assinalados como um mesmo acontecimento. Os criminosos são os mesmos e as vítimas foram as mesmas, sobretudo gente de Maubara", afirmou à Lusa a filha de Manuel Carrascalão, Christiana, assessora do Presidente da República.

"O massacre de Liquiçá iniciou a orgia de violência de 1999", resumiu o historiador australiano Clinton Fernandes, em entrevista à Agência Lusa.

Clinton Fernandes, entrevistado por telefone em Camberra a partir de Díli, recordou que o ataque de 06 de Abril "foi a primeira vez em que a santidade da Igreja foi violada".

"Do lado indonésio a mensagem era clara: nenhum sítio é seguro, nem a Igreja pode proteger os timorenses", resumiu Clinton Fernandes, ex-oficial de informações das Forças de Defesa Australianas (ADF) que em 1999 acompanhava o desenrolar do drama timorense.

"Liquiçá foi também o primeiro massacre de larga escala em 1999 e a ocasião em que a Indonésia pôs em prática o modelo operacional que repetiu depois, desde a coordenação de forças militares e policiais com as milícias até à limpeza de provas e à eliminação dos corpos", explicou Clinton Fernandes.

O historiador exemplificou com "a limpeza do sangue ensopando o chão com café e o disfarce dos buracos de balas nas paredes".
"O balanço mais exacto é de 86 mortos", disse Clinton Fernandes, citando a investigação conduzida pelo ex-diplomata australiano James Dunn.

Nenhum dos responsáveis superiores do massacre de Liquiçá e da campanha orquestrada de violência a que deu início foram até hoje trazidos à justiça, como salientou Clinton Fernandes.

"Recordar o massacre é tão relevante quanto se sabe que (o ex-comandante das Forças Armadas Indonésias) Wiranto está em campanha para a Presidência da República, tal como (o ex-oficial das forças especiais) Prabowo, ou que Eurico Guterres está em campanha para o Governo provincial em Kupang", notou o historiador australiano.

"As vítimas (de 1999) ainda não receberam nada", concluiu Marcelino Soares sobre a década que passou após o massacre. "Se for ver, não somos nós que estamos na base de dados do Ministério da Solidariedade Social. Só peticionários e deslocados de 2006."
Lusa/fim